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Doutor Telmo Eugênio Snel




Nossa História


Doutor Telmo Eugênio Snel - Nome de travessa em Estrela, cf Lei nº 1.487, de 26/11/1976. Liga a Av. Rio Branco com a Travessa Dinarte Vasconcelos, no Bairro dos Estados.
É uma homenagem ao médico em Estrela, especialista cm cirurgia, ginecologia e pediatria, radiologia e eletroterapia, d. 11/12/1936, pela Ufrgs.
Montou seu consultório na rua Borges de Medeiros, 17;
diretor da Casa de Saúde Estrelense;
sócio fundador da Smat, seu primeiro presidente, em 1947, e novamente, em 09/06/1956, e, mais tarde, seu secretário;
sócio fundador da Unimed;
autor do Monumento à Mãe, na Praça Antônio Vítor de Sampaio Mena Barreto.


Telmo Eugênio Snel



Foi membro do Colégio Americano de Cirurgiões.
Em 1969, com seu filho Dr. Eduardo, conquistou Prêmio Internacional como radioamador; em 1958, eleito presidente do Aeroclube do Alto Taquari, com sede em Estrela.
* 24/03/1914, em Estrela, + 06/04/1976, f. Cristiano Pedro Eugênio Snel e Augusta Leontina Snel, cc 27/12/1937 com Elona Ely Snel, f. Oscar F. Ely.


Telmo Eugênio Snel



Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio




Nossa História


Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio - Educandário da rede estadual de Ensino Fundamental incompleto em Estrela.
Iniciou em 01/03/1961, como Grupo Escolar de Subúrbios, no Bairro Oriental, nas dependências do Colégio Martin Luther, mas a criação oficial se deu pelo Decreto nº 13.961, de 11/08/1962.
Iniciada a construção do prédio em 07/12/1965, em área doada pelo Município, através da Lei nº 807, de 29/04/1966, foi solenemente inaugurado em 20/05/1966, fazendo parte dos festejos dos 90 anos de emancipação política.
Depois de mobiliada, a escola foi transferida para o novo prédio em 13/08/1966, recebendo a nova e atual denominação pelo Decreto nº 18.086, de 29/09/1966.
A diretoras foram: Edith Göllner Closs, em 1961; Dinah Ribeiro Voges, em 1961-1962; Carmen Lory Calsa, em 1962-1973; Marli Klein Vier, em 1973-1975; Maria Gládis Barth, em 1975-1986; Dulce Ely Balensifer, em 1986-1989; Carmen Drebes Petter, em 1989-1994; Aidê Cristina Vargas Nolasco, em 1994-1995; Denice Moraes Wiebbelling, em 1995, Vyvian Céres Tams, 1996-1998 e Denice Moraes Wiebbelling, em 2001.


Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio Escola Estadual de Ensino Fundamental Vinte ou 20 de Maio



Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Parque Princesa do Vale




Nossa História

Parque Princesa do Vale - Logradouro público com ampla praça para esportes, lazer e passeio em Estrela, um dos seus pontos turísticos.
Como área alagadiça, primeiramente serviu como potreiro dos padres. Durante muitos anos, serviu como depósito de lixo.
Segundo dados obtidos no setor de Engenharia na Prefeitura, na gestão do perfeito Günther Ricardo Wagner, Elemar Pedotti (v.), sugeriu à administração transformar o local em área de lazer.
A seguir, foi lançado um concurso popular para denominação do local através da lei nº 2.714, de 29/11/1994.
De 120 participantes, foi escolhido o nome "Parque Princesa do Vale”, tendo como autores a Milena Görgen e João Sai Grando.
A oficialização do nome foi dada em 16/12/1994.
O nome consagra e oficializa o título de Princesa do Alto Taquari que ostenta por decênios no RS e Brasil.
O projeto inicial do parque foi feito em fevereiro de 1995, um rascunho de José Itamar Horn.
Posteriormente, delineou a planta com perfeição para ser executada a obra em todos os seus detalhes, desde a primeira carga de terra até a ligação da última lâmpada de iluminação pública.
Finalmente, em 18/05/1996, o parque foi inaugurado.


Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale Parque Princesa do Vale



Todas as imagens foram extraidas de edições do Jornal Nova Geração e incorporadas ao acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul - Acsurs




Nossa História

Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul - Acsurs – Entidade que congrega criadores de suínos, fundada em 25/11/1972, com sede em Estrela, na rua Dinarte Vasconcelos, 70.
O objetivo é orientar e auxiliar os criadores de suínos, para assumir a responsabilidade de zelar pelos interesses dos suinocultores do Estado e trabalhar a favor do melhoramento genético do rebanho gaúcho.
A nova entidade instalou-se provisoriamente numa das salas da Abcs, porém logo tratou de adquirir sua sede própria, na rua 20 de Maio, inaugurada em agosto de 1978.


Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul - Acsur



Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul - ACSURS
Em 25/11/1972, um grupo de suinocultores e técnicos ligados ao setor reuniram-se em Estrela, para fundar a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul - Acsurs, para assumir a responsabilidade de zelar pelos interesses dos suinocultores do Estado e trabalhar a favor do melhoramento genético do rebanho gaúcho.
A nova entidade instalou-se provisoriamente numa das salas da ABCS, porém, logo tratou de adquirir sua sede própria.
Num mutirão do qual participaram, além da Associação, Prefeitura Municipal de Estrela, Secretaria da Agricultura do Estado do RS e Ministério da Agricultura, iniciou-se a construção do Centro de Suinocultura Dr. Hélio Miguel de Rose, em Porongos, Estrela, inaugurando sua primeira parte, a Estação de Teste de Reprodutores Suínos, em agosto de 1978.
A segunda parte, a Central de Inseminação Artificial de Suínos - Cias, em agosto de 1979, que já estava funcionando desde 1975, provisoriamente, junto ao Parque 20 de Maio, passando a prestar relevantes serviços ao melhoramento do rebanho no RS.
Ao longo de sua existência, em convênio com a ABCS, a Associação executa o Serviço de Registro Genealógico de Suínos no Estado. Realizou nas décadas de 70 e 80 um vasto calendário de feiras e exposições em todas regiões de produção, tendo como ponto alto anualmente a coordenação da exposição de suínos na Expointer, que se realiza no Parque de Exposições Assis Brasil, Esteio, RS.
Nos últimos 5 anos, numa concessão especial da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, a Acsurs assumiu a responsabilidade de promover, no pavilhão de suínos, uma exposição mista: animais, produtos e equipamentos ligados à suinocultura, com a participação de um significativo número de empresas, alcançando sempre um excelente resultado.
Em todas as regiões, especialmente junto aos núcleos e associações de criadores de sumos, foram realizadas reuniões com palestras técnicas e políticas de orientação aos produtores.
Merece destaque a promoção anual o “Dia do Porco”, com sua 28ª edição em Sertão, em 2001, e 29ª em Cerro Largo, em 2002, tem-se caracterizado como evento técnico, político e de confraternização da classe suinícola.
A Acsurs atuou sempre que necessário no abastecimento de insumos, especialmente de milho, colaborando na distribuição dos estoques governamentais, via MAPA/Conab.
Conjuntamente com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Secretaria da Agricultura e Abastecimento e Sindicato da Indústria de Produtos Suínos no Estado do RS, vem participando do Programa de Erradicação da Peste Suína Clássica, bem como, co-administrando com o Sindicato da Indústria o Fundo de Indenização, criado para viabilizar o Programa.
Em parceria com as entidades coirmãs, com a ABCS e o Sindicato da Indústria de Produtos Suínos, a Acsurs, empenha-se na divulgação das qualidades da carne suína, trabalho que deverá ser feito de forma permanente, visando aumentar o consumo. Neste sentido, criou-se o Fundo de Marketing que compreende o desconto de R$ 0,10 por animal abatido do produtor e o recolhimento é feito pelas agroindústrias.
A Acsurs sempre esteve atenta na defesa política do setor, marcando sua atuação em todas as esferas, reivindicando permanentemente os direitos dos suinocultores, especialmente no que se refere a atenção ao aspecto sanitário e a uma justa remuneração pelo suíno.
A Associação reconhece que tudo foi possível realizar porque grande foi a colaboração recebida e muitas atividades realizadas em parceria.
Não é possível citar a todos que ajudaram , funcionários, técnicos, criadores, imprensa, autoridades, entidades e órgãos oficiais.
A Associação deseja destacar, no entanto, simbolizando o reconhecimento a todos que estiveram ao seu lado nesta longa jornada, cinco entidades e órgãos, pelos relevantes serviços prestados ao seu bom funcionamento e à suinocultura: Secretaria da Agricultura e Abastecimento do RS, Delegacia Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no RS, Prefeitura Municipal de Estrela, Emater-RS e Associação Brasileira de Criadores de Suínos, ABCS.


Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul - Acsur Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul - Acsur


A Central de Inseminação Artificial em Suínos - Cias já tem um histórico que merece registro:
O trabalho de Inseminação Artificial começou em 1975, quando o Engº. Agº. Hélio Miguel de Rose, então presidente da ABCS, retornando de uma viagem da Europa, veio com a idéia de implantar a Inseminação Artificial em Suínos, até então inexistente. Motivou o médico veterinário Werner Meincke para assumir a atividade dentro da Acsurs. Para isso, fez um estágio na Holanda, em 1975.
No seu retorno, começou a montar o projeto de Inseminação Artificial em Suínos, com o apoio da Construtora Schneider Construções Civis Ltda.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento teve participação importante, pois deu apoio técnico e financeiro ao projeto.
No início, foi instalado um laboratório provisório junto aos pavilhões de Exposição do Parque 20 de Maio, em Estrela.
Foram melhoradas as condições das baias para receber os primeiros reprodutores. O próprio Werner fazia a coleta, diluição e inseminação.
Em 1976 já contava com uma pessoa para auxiliar no laboratório e também outra para fazer as coletas.
Neste início, merece ressalto o méd. vet. Ivo Wentz, da Ufrgs, incansável na conquista dos melhores resultados possíveis, sob o ponto de vista genético e econômico-social.

Em 1977, Meincke fez novo estágio na Europa, em Hannover, e foi contratada pela Acsurs a méd. vet. Izabel Scheid, para dar continuidade aos trabalhos da Cias.


Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul - Acsur Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul - Acsur Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul - Acsur



Em 1979, foi inaugurada a nova Cias, que teve a participação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, da Prefeitura Municipal de Estrela que doou a área de terras e a ABCS criadora e motivadora do projeto pioneiro no Brasil.
Neste mesmo ano já tinham sido treinados alguns inseminadores para realizar os trabalhos de campo que, em sua grande maioria, eram técnicos que realizavam a inseminação em bovinos, bem como treinamento de criadores para executarem o serviço da inseminação artificial na própria granja.
O crescimento da Cias, com sede em Estrela, se deu através de convênios firmados com as cooperativas, prefeituras e sindicatos de trabalhadores rurais de várias regiões, que passaram a receber o sêmen através de transporte rodoviário, via ônibus.
O serviço da inseminação artificial era executado pelos técnicos habilitados em cursos especializados na Cias / Estrela.


Deve-se salientar que foi a Cias / Estrela que treinou muitos técnicos para trabalhar em outras centrais de inseminação, dentro do estado e mesmo fora dele, sejam elas oficiais ou mesmo de granjas particulares.
De 1976 até o presente momento, a Cias / Estrela comercializou mais de 450 mil doses de sêmen, que é, atualmente, fornecida de forma regular para prefeituras, cooperativas, sindicatos de trabalhadores rurais, núcleos e ou associações de criadores de sumos e suinocultores independentes.
A grande maioria dos estados brasileiros já receberam remessa de sêmen oriunda da Cias / Estrela, ao longo de sua história.




São membros fundadores da Acsurs: Hélio Miguel de Rose, Nilo Hünning, Percy de Quadro, Luiz Antônio Fernandes Duarte, Hédio Scherer, Osvino Albert, Reinaldo Migliavacca, Siegmund Sand, Arlindo Rudy Arenhart, Leopoldo Lagemann, Erno Sand, Nery José Maahs, Aury Rubem Mörschbächer, José Adão Braun, Ari Lagemann, Verno Rahmeier, Zeno Tércio Sattler, Urbano Lagemann, Mário José Brentano, Atilo Etgeton, Bruno Fiegenbaum, Arno Hahn, Herbert Hahn, Arcênio L. Halmenschlager, Ivo Schmitz, Mário Nietiett, José L. Alves de Freitas, Edvino Petters, Elvin Wommer e Harry Wommer.

Presidentes da Acsurs: Hédio Scherer, de 1972 a 1976; José Adão Braun, de 1977 a 1982; Werner Meincke, de 1983 a 1988; José Adão Braun, de 1989 a 1998 e Gilberto Moacir da Silva, de 1999 a 2003.


A maior conquista é o decreto que beneficia a exportação de carne suína.
O governador Olívio Dutra, acompanhado pelos secretários estaduais da Agricultura, José Hermeto Hoffmann, e da Fazenda, Arno Augustin, assinaram o Decreto a 14/03/2002, no Estrela Palace Hotel.
Com a redução de três pontos percentuais a alíquota interestadual cai para 7%.


Em parceria, a Acsurs e Lions Clube de Estrela promoveram um almoço beneficente de 650 pessoas, no Pavilhão do Cristo Rei, em 21/04/2002.
Foram assados 12 suínos nos roletes.
A renda foi doada para a UTI Pediátrica do Hospital Estrela.


Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul - Acsur



Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela e Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Reinardo Miguel Forster



Reinardo Miguel Forster


Nossa História


Reinardo Miguel Forster - Nome da praça no Bairro Boa União.
A grafia Reinhardo está incorreta.
O homenageado foi professor, bancário e gerente dos bancos Pelotense, Pfeiffer e Industrial e Comercial do Sul S/A, por 47 anos em Estrela, para onde veio se estabelecer em 1923.
Além dos compromissos profissionais, foi membro do Conselho Deliberativo da Polar, Cooperativa Languiru, Curtume Augustin, presidente do Rotary Club, Comunidade Santo Antônio, Aeroclube de Estrela, proprietário e fundador do Cine Guarany de Estrela, benfeitor dos Colégios Cristo Rei e Estrela da Manhã, agente da Cia.
União de Seguros Gerais, componente do Coral Santa Cecília da Paróquia Santo Antônio de Estrela e juiz de Paz ao longo de 35 anos - conforme Folha Popular, de 23/06/2001.
Da Sociedade Santa Cecília foi secretário, de 1940 a 1959, cujos compromissos semanais de assistir reuniões, elaborar atas, ensaiar cantos, animar missas ou festas exigiram sua deslocação de casa ou interrupção de seu lazer bem mais de mil vezes, sempre gratuitamente.
* 28/12/1905, em Dona Carlota, Santa Cruz do Sul, + 16/09/1996, cc 1931 com Maria Anita Mallmann (* 19/03/1910, + 17/11/1990, f. André Marcolino Mallmann), ambos sepultados no Cemitério Católico de Estrela.


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Coordenadoria Regional de Educação – 3ª Cre



Coordenadoria Regional de Educação – 3ª Cre Coordenadoria Regional de Educação – 3ª Cre


Imagens da 3ª Delegacia Regional de Ensino quando tinha a sua sede na rua Borges de Medeiros, 282

Nossa História


Coordenadoria Regional de Educação – 3ª Cre - Como a enumeração indica, o Vale do Taquari foi transformada numa das primeiras Delegacias de Educação - DE do Estado, com sede em Taquari, no então Grupo Escolar Pereira Coruja.
A 3ª DE foi criada pelo Decreto nº 7.641, de 28/12/1938, pelo interventor Osvaldo Cordeiro de Faria e pelo Diretor Geral de Instrução Pública J. J. Coelho de Souza.
Pelo Decreto nº 750, a sede foi transferida para Estrela, conforme A Semana, de 17/04/1943.
Os delegados foram: Júlio Ruas, em 1938; Áurea C. Prado, em 16/02/1943; Edith Genehr Markus, em 1944; Maria Lopes Abreu, em 1952; Ilka Fialho Brust, em 1954; Elvira Leocádia Franzen, em 1955; Maria Ofélia Moesch, em 1957; Cloé Reis de Azambuja, em 1959; Maria Ofélia Moesch, em 1963; Ruth Markus Huber, em 1971; Ledi Schneider, em 1981; Maria Barzotto Führ, em 1987; Adriano Dirceu Strassburger, em 1991; Leonildo José Mariani, em 1993; Gládis Maria Müller Wagner, em 1995; Eloide Maria Conzatti, em 1999, Namir Jantsch, em 2003 e Ana Rita Berti Bagestan, empossada em 10/05/2004.
Em 1941, a sede foi transferida para Estrela, funcionando atualmente na Rua Coronel Müssnich, 773, cujo prédio foi construído em 1975.
Através do Decreto 40.360, de 17/10/2000, as 29 Delegacias de Educação do Estado (DEs) são denominadas Coordenadorias Regionais de Educação (CREs).
Em 2003, tinha sob sua jurisdição 32 municípios, com 2,4 mil professores, 127 escolas e 34.509 alunos, o que dá uma média acima de 14 estudantes por professor, 271 alunos e 18 professores por escola.


Coordenadoria Regional de Educação – 3ª Cre Coordenadoria Regional de Educação – 3ª Cre Coordenadoria Regional de Educação – 3ª Cre Coordenadoria Regional de Educação – 3ª Cre


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Ruth Markus Huber



Ruth Markus Huber


Nossa História


Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Ruth Markus Huber - Educandário de 1º grau incompleto em Estrela, na Vila da Cohab, Loteamento Popular IV, no Bairro Boa União, inaugurado em 17/12/1999, pelo prefeito Leonildo José Mariani.
Iniciou o ano letivo em 21/02/2000, atendendo 210 crianças do Ensino Fundamental e 45 crianças da Educação Infantil Paraíso.
O município investiu mais de R$ 169.000,00 na ampliação do prédio em alvenaria, com 541,13m², inaugurada em 02/03/2002, quando também o berçário foi transferido para suas dependências, sendo presidente do seu Círculo de Pais e Mestres Sílvio Schilling.
A diretora é Adriana Schardong, atendendo 143 crianças da Educação Infantil até a 4ª série do Ensino Fundamental.
Projeto da vereadora Dorli Maria Schneider, a denominação foi aprovada pela Câmara de Vereadores, em homenagem à professora e educadora em Estrela, que iniciou a carreira do magistério como professora em língua portuguesa no Colégio Martin Luther.
Depois de atuar como secretária na 3ª DE, em 1971, assumiu o cargo de Delegada de Educação, em 04/09/1971, com a supervisão do ensino em 17 municípios, por quase um decênio, até 1981.
Além do magistério, foi auxiliar no Cartório de Registro de Imóveis, até casar-se.
* 08/06/1933, + 25/12/1994, em Estrela, f. Augusto Frederico Markus e Joana Geisel Markus, cc 31/07/1954, com Hans Helmuth Huber.


Ruth Markus Huber


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Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



João Carlos Terlera



João Carlos Terlera


Nossa História

Nascido em 1941, em Muçum, sua história na imprensa começa em 1959, na Rádio Alto Taquari, município de Estrela, em uma função que nem existe mais, a de "noticiarista".
Em 1962, foi convidado pelo então deputado estadual Adão Henrique Fett para trabalhar com ele na Rádio Porto Alegre.


No mesmo ano, tirou o primeiro lugar em um concurso para datilógrafo da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, concorrendo com 122 candidatos.
Em 1966, substituiu um jornalista da Assembléia, onde, desde 1970, atua como jornalista fixo.
Agora, não por acaso, a nova sala de imprensa da casa é batizada com o seu nome, como uma homenagem ao profissional que dedicou mais de 40 anos de sua vida à AL gaúcha.


Como o trabalho na Assembléia era só à tarde, arranjou tempo para cobrir diariamente o aeroporto, no período das 8h às 13h, para a Rádio Farroupilha e o Diário de Notícias.
Neste período, ainda trabalhou por nove anos na Folha da Manhã, o que motivou sua nomeação para setorista da Assembléia, em função do seu envolvimento com a Casa.
Foi a partir daí que ingressou na área da cobertura política.

Em 1978, a convite de Carlos Fehlberg e Cecílio Pereira, se transferiu como repórter para a Zero Hora, também cobrindo a Assembléia.
No ano seguinte, se tornou o responsável por uma coluna política estadual, com o nome "Bastidores", que durou 13 anos e pode ser considerada precursora da atual 'Página 10', assinada por Rosane de Oliveira.

Chegou a ser nomeado chefe de Imprensa da Assembléia, mas abdicou do cargo, em função da atividade paralela na ZH, porque podia "não pegar bem".
Também escreveu para o Grupo Sinos, no jornal ABC Domingo.


A Sala-homenagem

Na Assembléia, existia uma sala específica do Clube dos Repórteres Políticos, que não possuíam vínculo com a AL, mas que cobriam a Casa diariamente.
Depois de abandonada por um bom tempo, a idéia foi retomada este ano pelo presidente Frederico Antunes.
A sala especial para o trabalho dos jornalistas já está batizada com o nome de J.C. Terlera.
É um ambiente que possibilita que os repórteres escrevam suas matérias de lá mesmo e enviem para as suas redações.


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Nossa História

Aloysio Valentim Schwertner



Aloysio Valentim Schwertner







Aloysio Valentim Schwertner – Nome do Estádio Municipal de Estrela, sede do Estrela Futebol Clube.
O prenome é aportuguesado para Aloísio.
É uma homenagem ao esportista, empresário comercial, gráfico, prefeito, vice-prefeito e vereador em Estrela.
Com 13 anos de idade, iniciou como aprendiz de relojoaria, ourivesaria e fundição na fábrica de seu pai.
Com 15, ampliou seus conhecimentos em óptica e lapidação de vidro. Concluído o serviço militar no Tiro de Guerra 227, partiu para Novo Hamburgo, onde aprendeu a arte da fundição e graduação em ouro, na Casa Konder.
Seguiu para Porto Alegre, onde trabalhou meio ano na óptica de Pio Contreiras e entrou em contato com a arte gráfica, na Livraria do Globo.
Retornou à Estrela, com as primeiras máquinas para cada função tipográfica, a origem da Tipografia do Comércio, iniciada em 1926, atuando até março de 1936.
Neste decênio, houve o reforço de duas microempresas: Moraes & Schwertner, formada pelos sócios João Morais e Aloísio Valentim Schwertner, dissolvida em 31/07/1930, continuando este com a exploração da mesma oficina - conforme O Paladino, de 02/08/1930, e Schwertner & Pschichholz.
Desde 01/01/1933, sua vida se confunde com O Paladino.
Durante a II Guerra Mundial, sofreu com a repressão policial, acusado de quinta-coluna, embora o jornal não publicasse mais nenhuma nota em língua alemã, desde 1937.
Em 1945-1948, construiu o prédio d'O Paladino, junto à praça, na rua 13 de Maio, cujo espaço tornou-se pequeno demais para a indústria gráfica.
A par de sua intensa atividade profissional, interessou-se por Estrela e sua comunidade, através da participação na vida pública, o que herdou de sua família numerosa.
Entusiasmava-se pelas idéias de Plínio Salgado: "Deus, Pátria, Família". Com o retorno da democracia, em 1945, filiou-se ao Partido de Representação Popular.
Em 03/10/1955, venceu as eleições municipais para prefeito, com 2.952 votos, para o mandato de 1-1-1956 a 31/12/1959, eleito pelo PRP-PTB. Seu primeiro contratempo foi a enchente de 1956.
Impediu que a captação da água da Corsan fosse feita no rio Taquari, preferindo os poços artesianos.
Melhorou a telefonia e energia elétrica. Inaugurou o aeródromo municipal. Além de escolas, construiu mais pavilhões no Parque 20 de Maio.
Administrou o município como se fosse uma empresa, sem gastar mais do que arrecadava, deixando mais de R$ 3.500,00 em caixa para o seu sucessor.
Nas eleições de 08/11/1959, foi um dos vereadores mais votados, com mandato de 01/01/1960 a 31/12/1963.
Nas eleições de 10/11/1963, foi eleito vice-prefeito, com mandato de 01/01/1964 a 31/01/1969, eleito pelo PL-PRP. Nas eleições de 15/11/1968, foi candidato a prefeito, perdendo com 4.128 votos.
Em 15/11/1972, foi reeleito vice-prefeito, com mandato de 31/01/1973 a 31/01/1977, eleito pelo MDB.
Com seu pai, entrou como sócio fundador do Rotary Clube, em 1949, e, no ano seguinte, presidente da Soges.






Aloysio Valentim Schwertner


Seu grande hobby foi o futebol.
Adolescente, iniciou no Grêmio Esportivo Estrelense.
Em Novo Hamburgo, integrou o plantel do Floriano Futebol Clube.
Em Porto Alegre, lá por 1924, foi reserva do Grêmio Futebol Porto-alegrense.
Nos anos de 1940 a 1950, atuou como treinador e presidente do Estrela Futebol Clube.
No setor esportivo foi um grande incentivador, tanto na qualidade de jogador como técnico que foi do Estrela F. C.
Inesquecíveis vitórias deu à esquadra Alvi-Azul.
Como defensor das cores estrelenses já foi campeão estadual, Campeão da Zona Leste do Estado.
Além do esporte, gostava da aviação. Cursou a escola de piloto civil em Canoas, em 1936.
Apoiou o Aero Clube de Estrela, desde a sua fundação, em 1940.
Como piloto, fez várias viagens ao Uruguai, Argentina e todo o Rio Grande do Sul.
Outro hobby foi a arte e a música. Tocava flauta e saxofone com perfeição, integrando o conjunto musical Jazz Ideal.
* 30/01/1907, em Estrela, + 15/11/1992, filho de Bruno Schwertner e Florentina (Flora) Mallmann, cc 18/05/1935 com Anita Cecília Senger (* 20/11/1906, +05/11/1962, f. Henrique Senger e Maria Ruschel Senger), e, em 17-1-1970, em segundas núpcias, casou-se com Norma Menezes.
Filhos: Carla Schwertner Fauth, Gilberto, Luiz Roque e Clóvis Antônio.


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Grupo de Escoteiros Inhaí




Imagens das atividades desenvolvida pelo Grupo de Escoteiros Inhaí.


Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí


Imagens gentilmente cedidas por Cirilo Petter e Werner Hilgemann ao acervo digital do site www.nossadica.com.br



Nossa História

Grupo de Escoteiros Inhaí




Ha 50 anos o grupo de escoteiros INHAÍ excursionava para o Rio de Janeiro

Grupo de Escoteiros Inhaí - Agrupamento de escoteiros, fundado por Rudolfo Maria Rath, em Estrela, na década de 1930.
A denominação tem origem indígena.
Rath queria desenvolver entre os escoteiros o espírito de brasilidade, iniciando com o respeito à natureza, exemplo vivido pelos aborígines.

Irmão Calixto – Religioso marista no Colégio Cristo Rei, foi diretor dos Escoteiros Inahí.
O semanário Voz do Alto Taquari, de 23/06/1955, noticiou o juramento de um novo grupo de escoteiros.

Lauro José Neuwald – Irmão marista, professor e educador, com atuação em Estrela e Lajeado, no Centro Marista, onde residia até um pouco antes de falecer.
Foi Comissário Distrital do 12º Distrito da Região - RS da União dos Escoteiros do Brasil, com sede no Colégio Cristo Rei, em Estrela, na década de 1950.


Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí Grupo de Escoteiros Inhaí


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Escola Estadual de Ensino Fundamental Moinhos





Há muitos e muitos anos atrás no bairro Moinhos funcionava uma escolinha, em uma casa de família uma escola federal.

Isto em 1936.

Houve um período que esta escola ficou fechada e depois retornou a abrir.
Muito interessante a maneira do povo viver desta época.
A maioria dos homens eram marinheiros.
Transportavam diversos produtos como banha, bolacha, carne, de Muçum à Mariante. Os marinheiros eram chamados “embarcados”.
Também existiam as profissões de pedreiro, os que trabalhavam nas vendas, os que viviam de atravessar as pessoas de um lado para outro do rio.
Todos tinham a sua “terrinha” de onde tiravam seu alimento.
Nos domingos era costume passear nos vizinhos, “prosear”, tomar mate e comer bolo frito.
Também aconteciam os torneios de bocha com almoços festivos.


Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos



Em 1948, em outra casa de família funcionava a Escola Isolada de Moinhos .
A escola era municipal.
Carmen Calça era professora nesta época.
Em 1950 vieram as professoras estaduais.

Em 1956, já no antigo espaço numa salinha de madeira funcionava a “Escola Reunida de Moinhos”.
Em 1959 passou a denominar-se Escola Rural de Moinhos.
Em 1974 a comunidade recebeu uma parte do antigo prédio de alvenaria da escola, cuja diretora era a professora Núbia Lohmann.

Círculo de Pais e Mestres da Escola de Moinhos – Foi registrada em 03/06/1976, sendo presidente Bertoldo F. Sulzbach, com o objetivo de maximizar a integração da família-escola-comunidade, para proporcionar melhor eficiência educacional ao escolar.
A sede é no bairro Moinhos, em Estrela.


Escola Moinhos Escola Moinhos



Em 1981 foi inaugurada mais uma parte de madeira da escola que veio de Roca Sales.
Nesta época funcionava na escola um Clube de Mães e as crianças recebiam atendimento no outro turno.
Chamava-se Escola Estadual de 1º Grau Incompleto Moinhos e tinha até a 5ª série.

Na década de oitenta foram autorizadas a 6ª, 7ª e 8ª séries a funcionar.

Em 1992 houve a autorização para o Jardim de Infância.

Em 1999 a então diretora Inês Maria Becker, assinou juntamente com o prefeito e secretária de educação o contrato de construção da nova escola.


Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos Escola Moinhos


Em 2000 iniciaram as obras.

Em 11/04/01 a diretora Mára Rubia Werle, juntamente com a comunidade de Moinhos teve o prazer de inaugurar as novas instalações da Escola Estadual de Ensino Fundamental Moinhos.


Em março de 2002, iniciou-se a Proposta de Ensino Médio Alternativo cuja primeira turma forma-se este ano (2004).


Obs.: Os dados acima apontados foram baseados em documentação encontrada na escola, 3ª CRE e testemunhos da comunidade escolar.


Escola Estadual de Ensino Fundamental Moinhos - Educandário estadual no Bairro Moinhos, na Rua dos Marinheiros, 1.901, em Estrela, cuja evolução histórica foi dada pela sua direção:
1940 - Escola Federal - funcionava em uma casa de família;
1949 - Escola (Estadual) Isolada (outra casa de família);
1956 - Escola Reunida; 1959 - Escola Rural de Moinhos;
1980 - Escola Estadual de 1º Grau Incompleto de Moinhos;
1986 - Escola Estadual de 1º Grau de Moinhos;
2000 - Escola Estadual de Ensino Fundamental Moinhos.


As diretoras foram:

Núbia do Nascimento Lohmann
Ilse Franz
Rosângela Müller Líbio
Maria Inês Mallmann
Inês Maria Becker
Mára Rubia Werle
e, atualmente, Vívian Ceres Kontz.

O novo prédio, de 600m², com seis salas de aula, biblioteca, secretaria, sala de professores, refeitório, cozinha e banheiros, foi inaugurado em 11/04/2001.
Teve o custo total de R$ 202.500,00 e foi construído em parceria entre o governo do Estado e do Município, que doou a área de 2.500m².
Em 17/08/02001, foi protocolado no Conselho Estadual de Educação o pedido para anexar ao educandário o ensino médio.
- A E.E.E.F. Moinhos oferece uma proposta alternativa de Ensino Médio, funcionando neste prédio o Conjunto Educacional de Ensino Médio Estrela.



Dr. Alexandre Bernardo Frederico Snel



Nossa História

Dr. Alexandre Bernardo Frederico Snel





Foi o segundo centro de consultórios e de salas de cirurgia, unidade de tratamento intensivo e ambulatório em Estrela, na Rua Borges de Medeiros, 296.
Felizmente, ainda não foi demolido.
Dr. Alexandre Bernardo Frederico Snel, seu nome completo, foi médico em Estrela, com Clínica Médico-cirúrgica.
Diplomou-se em 1911, pela UFRGS e logo seguiu para Alemanha para se especializar, onde foi ex-assistente dos professores: Geheimrat Kümmel e Oberarzt Rüder, com larga frequência dos principais hospitais de Hamburgo Charité e Königl Klinik, Berlim - conforme O Labor, de 15/09/1917.
Regressou de cursos de especialização em cirurgia e partos da Europa, em 1913.
Trouxe consigo o primeiro aparelho Raios-X (Röntgendiagnose) no Vale do Taquari.
Com os anos, Snel ampliou o espaço físico, chegando a estabelecer um pequeno hospital, na Rua Borges de Medeiros, 282, mais tarde sede do Codesti.
22 anos depois, retornou à Europa para atualizar seus conhecimentos e trazer novos equipamentos.
Anexa à Clínica, mantinha um laboratório e endoscopia.
Não se conheciam os efeitos de manuseio do Raio X sem proteção, por isso veio a ser vitimado por ele, tornando-se, assim, um mártir da medicina - registra Nilo Ruschel, em Correio do Povo, de 27/05/1966.
Dr. Snel nasceu em 1887, em Estrela, e faleceu em 30/05/1935, em Porto Alegre, 4º filho de Geraldo Nicolau Snel e Maria Elisabeta Horst Snel.
Casado com Hilda Rothfuchs (+ 1977, em Novo Hamburgo), tendo os filhos Dr. Ariberto, Adalberto e Dagoberto.




Dr. Alexandre Bernardo Frederico Snel


Fonte: abrindobaudoschierholt.blogspot.com.br
Foto: acervo digital do site nossadica



Nossa História

Milton Martins





Radialista homenageado no encontro dos Ex-Dirigentes, Ex-Atletas e amigos do Estrela FC


Saiba um pouco mais deste amigo do Estrela FC que foi por muitos anos radialista e repórter esportivo da extinta Rádio Alto Taquari de Estrela.


Milton Martins Milton Martins Milton Martins Milton Martins Milton Martins Milton Martins Milton Martins Milton Martins Milton Martins Milton Martins Milton Martins Milton Martins Milton Martins Milton Martins


Imagens do acervo digital do site nossadica



Nossa História

Luiz Fernando Schneider





Luiz Fernando Schneider – Atleta, radialista aposentado e vereador em Estrela.

Mais conhecido por Lui, atuou como goleiro do Estrela Futebol Clube, cuja foto do personagem do vôo de 17/10/1965 foi publicada na Zero Hora de 14/11/2005.
Foi eleito pelo PMDB, em 03/10/1996, com 466 votos, para a 25ª Legislatura, de 01/01/1997 a 01/01/2001, e reeleito em 01/10/2000, com 554 votos, o segundo mais votado, com mandato até 31/12/2004.
Reeleito no pleito municipal de 03/10/2004, pelo PMDB e nº. 15.613, foi o segundo mais votado, com 686 votos (3,69%) e mandato de 01/01/2005 a 31/12/2008.
* 28/05/1947, f. Wilimar Schneider e Irma Potthoff, cc Terezinha Schneider, tem os filhos Alexandre, Gilmar e Fernando.

Luiz Fernando Schneider Luiz Fernando Schneider Luiz Fernando Schneider Luiz Fernando Schneider Luiz Fernando Schneider Luiz Fernando Schneider Luiz Fernando Schneider


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Em 1927 trânsito ganhava uma cartilha




Em 1927 trânsito ganhava uma cartilha Em 1927 trânsito ganhava uma cartilha Em 1927 trânsito ganhava uma cartilha Em 1927 trânsito ganhava uma cartilha Em 1927 trânsito ganhava uma cartilha Em 1927 trânsito ganhava uma cartilha Em 1927 trânsito ganhava uma cartilha Em 1927 trânsito ganhava uma cartilha


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br



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Estrela Futebol Clube




Estrela Futebol Clube



Estrela Futebol Clube – Clube esportivo de Estrela, fundado em 17/11/1931, na Confeitaria ou Bar Elite, teve a seguinte diretoria eleita: presidente Pedro Luís Mörschbächer; vice-presidente José Massing; 1º tesoureiro Oscar Noll, 2º tesoureiro Oto Stürmer; 1º secretário Aristarco Brasil.
Iniciou no potreiro de Albino Leonhardt, no Bairro Oriental.
Em 02/04/1933, sob a presidência de Ary Brack, depois de muita luta, foi inaugurada a praça de esportes.
Mais tarde, passou para o "Campo da Baixada", na rua Marechal Deodoro, perto do Moinho dos Ruschel.
Foi registrado no Cartório em 05/05/1948, sendo seu presidente Edmundo Hergemöller e vice-presidente Armando O. Gemmer.
Sua finalidade é proporcionar a difusão do civismo e da cultura física, principalmente o futebol, podendo ainda realizar reuniões de caráter social e cultural, com sede na Cidade de Estrela.
Foi campeão do Vale do Taquari, sendo destacados os anos 1950 e 1951, pelo Jubileu de Diamante do Município.
Em 1975, classificou-se para a Primeira Divisão.
Em várias oportunidades houve tentativas de reativação, como em 18/07/1983, quando foi eleito presidente Gündher Wolfgang Müller, substituído por Meri dos Santos Câmara, na assembléia de 25-11-1983.
O último Clássico das Barrancas foi vencido pelo Lajeadense por 3 x 0, em 24/08/1986, quando o Estrela FC era comandado por Otacílio Viana e formado por Carlão; Lauri, Ditão, Daio e Mallmann; Foguinho, Alamir, Fronza e Betinho; Omar e Gilmar. Depois de participar de muitos campeonatos e obter muitas vitórias, encerrou suas atividades, no seu 57º aniversário, diante de insuperáveis dificuldades, em 1988.
Em 2005, reabriu os portões, sendo presidente Germano Tomasi, diretor de Esportes Alex de Castro e técnico José Carlos Frota.
A estréia foi em 07/08/2005, no Estádio Municipal Aloysio Valentin Schwertner, pela Copa RS de Futebol, ao perder no Clássico das Barrancas por 6 x 2 para o seu rival de sempre, o Clube Esportivo Lajeadense.
O quadro estava formado por Márcio; Tostão, Miro, Bilica e Petry; Jamil (Sérgio Freitas), Cemin (Adri), Ieié, Zoinho, Carvão (Marquinhos) e Éverton.
O Hino do clube tem a letra de Janete Borges, música de Dothan Erbes e interpretação de Karem Regina Erbes.


Estrela Futebol Clube Estrela Futebol Clube Estrela Futebol Clube Estrela Futebol Clube Estrela Futebol Clube Estrela Futebol Clube Estrela Futebol Clube Estrela Futebol Clube



Imagens 4, 5, 6, 7, 8 e 9 cedidas gentilmente por Carli Reinoldo Rücker ao acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Cônego Jerônimo Braun




Cônego Jerônimo Braun - Nome de rua em Estrela, no Bairro Auxiliadora, conforme Lei nº 001/83, de 09/03/1983.
Com 4 quadras de extensão, inicia na Rua João Alberto Rohenkohl e ultrapassa a Rua Cônego Reinaldo Juchem, ultrapassando-a em beco sem saída.
É uma homenagem ao padre J. Jerônimo Braun, sacerdote do clero diocesano.
* 23/03/1910 na Linha Glória, em Estrela, onde + em 26/11/1982, f. Paulo Braun.
Ordenado em 10/08/1937, atuou por 45 anos em Estrela, como vigário cooperador e capelão do Hospital, recebendo o título de Cônego.
Idealizou e liderou a construção do então Ginásio Cristo Rei, Escola Normal Rural Estrela da Manhã e ampliação do Hospital Estrela.


Cônego Jerônimo Braun


O Cônego Jerônimo Braun aparece a ditrita da foto


Imagem cedida gentilmente por Carli Reinoldo Rücker ao acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Edu da Gaita em Estrela




Edu da Gaita (Eduardo Nadruz) nascimento 13/12/1916 falescimento 23/08/1982.
Gaúcho de Jaguarão, começou a carreira como gaitista-prodígio, ao vencer 300 crianças em um concurso de gaita aos 9 anos em Pelotas (RS).
Na década de 30 mudou-se para São Paulo, onde teve diversos empregos, inclusive o de cantor de tango.
Pouco tempo depois mudou-se para o Rio de Janeiro e foi levado por Silvio Caldas para a Rádio Mayrink Veiga, onde adotou o nome artístico.
Tocou no Copacabana Palace, em cassinos e foi solista de orquestras sinfônicas. Participou de várias gravações acompanhando outros músicos.
Gravou em 1957 o virtuosístico "Moto Perpetuo" de Paganini, peça original para violino transcrita por Edu para gaita.
Além de gravar discos solo, tocou no Sexteto Radamés Gnattali e excursionou pela Europa e América do Sul.

Na década de 60 ele se apresentou em Estrela no então Cine Guarany conforme mostram as fotos abaixo.


Edu da Gaita Edu da Gaita Edu da Gaita Edu da Gaita


Fotos de Albano Rücker
Gentilmente cedidas por Carli Reinoldo Rücker ao acervo digital do site nossadica



Nossa História

Albano Rücker um fotógrafo que registrou Estrela




Albano Rücker - Nome de rua ou travessa em Estrela, conforme Lei nº. 2.902, de 29/11/1996, com entrada na Rua Júlio de Castilhos, no Bairro Cristo Rei.
* 15/01/1920, + 03/07/1975.

Foto Central - Atelier fotográfico em Estrela, estabelecido por Albano Rücker.


Albano Rücker Albano Rücker Albano Rücker Albano Rücker Albano Rücker Albano Rücker Albano Rücker Albano Rücker Albano Rücker Albano Rücker


Fotos de Albano Rücker em 1958
Gentilmente cedidas por Carli Reinoldo Rücker ao acervo digital do site nossadica



Nossa História

Osvaldo Diel




Osvaldo Diel - Empresário comercial em Estrela, proprietário da Padaria e Confeitaria Glória



Padaria e Confeitaria Glória, hoje calçadão, 1926


Osvaldo Diel Osvaldo Diel



Padaria e Confeitaria Glória - Estabelecimento comercial e industrial em Estrela, de Augusto Alfredo Sulzbach, para a fabricação de Biscoitos, Bolachas, Cucas de Mel e Cucas, cf O Paladino, de 16/06/1928.


Osvaldo Diel – Empresário comercial em Estrela, proprietário da Padaria e Confeitaria Glória, conforme O Paladino, de 19/07/1930.
Em A Semana, de 15/05/1943, anunciava Padaria e Confeitaria Estrela – Doces, Cucas, Caramelos, Empadas


Osvaldo Diel


Flávio A. Hauschild - Empresa comercial e prestadora de serviços em Estrela, na Fernando Abbott, 268, centro, com lancharia, padaria e confeitaria.


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela e Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Nossa História

José Balensifer




José Balensifer - Professor, regente de coral e vereador em Estrela


José Balensifer



José Balensifer - Professor, regente de coral e vereador em Estrela, eleito pela Arena, em 15/11/1968, com mandato de 31/01/1969 a 31/01/1973, período em que exerceu o cargo de 1º secretário da Câmara.
Voltou a concorrer à reeleição, em 15/11/1972, ficando em penúltimo lugar.
Iniciou o magistério em 1938, em São Caetano, Arroio do Meio.
Em 1945, foi escriturário na Cooperativa de Santa Clara do Sul, onde foi eleito vereador constituinte em 15/11/1947, o mais votado, pelo PRP, assumindo a Câmara de Lajeado, de 24/11/1947 a 31/12/1951.
Lecionou ainda em Nova Santa Cruz e São Bento.
Seguiu para Arroio do Meio, onde trabalhou numa loja. Voltou a lecionar em Arroio Grande e Arroio do Meio, transferindo-se para Estrela.
Em todas as localidades exercia liderança, participava de corais, era convidado para ser regente e foi excelente violinista.
* 05/07/1912, +16/01/1999, f. Pedro Balensifer e Catarina Jansch. Casado com Sonha Bohn em 06/08/1940na localidade de Corvo.


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Associação Brasileira de Criadores de Suínos - ABCS




Em 13/11/1955, era fundado a Associação Brasileira de Criadores de Suínos


Associação Brasileira de Criadores de Suínos Associação Brasileira de Criadores de Suínos



Associação Brasileira de Criadores de Suínos - Abcs – Com sede na Rua Dinarte Vasconcelos, a entidade foi fundada em 13/11/1955 e registrada no Cartório de Estrela, em 09/11/1956, tendo como presidente Reinaldo Affonso Augustin.
O objetivo da associação é congregar os criadores de suínos de todo o país, tendo em vista a defesa de seus interesses, com sede na cidade de Estrela.
Logo após sua fundação, a Abcs instalou sua sede junto a Inspetoria Veterinária de Estrela, onde funcionou até junho de 1959, quando se transferiu para o prédio da família Dexheimer, na Rua Marechal Floriano.
Com a crescente ampliação de seus serviços, transferiu-se para o prédio da família Ely, onde hoje funciona a Casa de Cultura.
Como estava prevista uma significativa expansão da suinocultura e sua atuação em todo o País, a diretoria da entidade, tratou de construir sua sede própria e negociou com a Prefeitura Municipal de Estrela, a doação de uma área em frente a praça ao lado do Paladino, que posteriormente foi trocada pela área no “Parque 20 de Maio” onde foi instalada sua sede própria, inaugurada em 28/08/1967.


Associação Brasileira de Criadores de Suínos Associação Brasileira de Criadores de Suínos Associação Brasileira de Criadores de Suínos Associação Brasileira de Criadores de Suínos


Associação Brasileira de Criadores de Suínos – ABCS

Foi fundada em 13/11/1955.
No início das atividades da Associação, na metade da década de 50, houve um significativo e intenso trabalho de melhoramento do rebanho, quando aconteceu a transformação do porco tipo banha em tipo carne, através da introdução de raças puras já selecionadas, para produzir menos gordura e mais carne.
O trabalho da ABCS, apoiado pelos governos dos Estados, especialmente do Sul do País, e do Governo Federal, iniciou com a importação de reprodutores da raça Duroc da Argentina e Estados Unidos e, numa segunda fase, já na década de 60, foram trazidas da Europa, principalmente, as raças brancas Landrace e Large White.
O rígido controle exercido pela ABCS, através do registro genealógico, a realização de exposições especializadas, a seleção de animais, através de inspeção, e as provas zootécnicas, fizeram com que as granjas registradas na ABCS, que na época localizavam-se basicamente no RS, passassem a distribuir reprodutores "melhoradores", para todo o País.
Com a criação das associações estaduais filiadas à ABCS, esse trabalho se difundiu rapidamente em outros estados especialmente em SC, PR, SP e MG.
Na medida que o rebanho melhorava, geneticamente, a indústria frigorífica, também entrava num processo de modernização, colocando no mercado produtos de melhor qualidade.
O incremento da produção e industrialização da soja no País e a rápida substituição da banha pelo óleo de soja na alimentação dos brasileiros, desvalorizou rapidamente o animal com mais gordura, forçando, assim, o produtor a substituir seu plantel, sem qualificação, por outro, já melhorado.
Se, por um lado, a produção de soja prejudicou a suinocultura, com a substituição da banha pelo óleo, por outro, teve um papel muito importante na melhoria das rações, com o uso do farelo como fonte de proteína.
Outro fato importante foi a introdução de ração balanceada na nutrição dos animais, oportunizando avanços importantes na conversão alimentar e ganhos de peso, reduzindo assim, significativamente, a idade de abate.
A melhoria do manejo, a modernização das instalações, os cuidados sanitários e o melhor armazenamento e aproveitamento de dejetos, também foram fatos marcantes no desenvolvimento da suinocultura brasileira.
A criação de fomentos técnicos e implantação das integrações pela indústria frigorífica, marcaram igualmente uma época importante no desenvolvimento do setor.
A entrada de empresas estrangeiras de material genético no País, no final do século passado, está oportunizando ganhos genéticos significativos, sempre voltados à produção de carne magra.
Notável incremento na suinocultura de Estrela, rumo à qualificação, foi dada com a chegada da Áustria, em 15/07/1969, de 20 suínos importados, da raça Landrace, sendo 4 machos e 16 criadeiras.
O lote se destinava à Granja Stela, da Escola Normal Rural Estrela da Manhã. Os animais foram doados, complementando convênio existente com o Instituto Austríaco latino-americano, tendo sido embarcados em Hamburgo, no navio Gasterland, e viajando durante 30 dias, 19/07/1969.
Em 13/09/1969, Dr. Hélio de Rose, engenheiro agrônomo e presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, embarcou para os Estados Unidos com a específica finalidade de adquirir reprodutores suínos de alta linhagem, da raça Duroc, 13/09/1969.
Adquiriu 40 animais, distribuídos para RS, PR, SC e SP, vindo 7 animais para o Vale do Taquari.
É preciso registrar que Estrela foi sede da I Central de Inseminação Artificial de Suínos no Estado, e a segunda, no Brasil, depois de Concórdia. Para isso, em 25/07/1975, o Ministério da Agricultura assinou um convênio com a ABCS.
Em novembro foi iniciada a construção das instalações, montagem do laboratório e treinamento dos técnicos.
A sede da Central estava localizada junto ao Parque 20 de Maio, na sede da ABCS.
As instalações constam de uma sala de coleta, equipada com um manequim - cavalete de 60 cm de altura, recoberto com um couro de porco, cuja função é imitar a fêmea, onde são feitas as coletas de sêmen, 17/07/1976.
Essa estação pioneira ofereceu condições para que os agricultores do vale pudessem melhorar sua criação de suínos.
Foi um notável passo na conquista do desenvolvimento do Município e da região.
A Central de Estrela tinha como diretor Werner Meincke, auxiliado pela veterinária Isabel Regina Scheid.


Associação Brasileira de Criadores de Suínos Associação Brasileira de Criadores de Suínos


Presidentes da ABCS: Reinaldo Affonso Augustin: 1955-1958; Hélio Augustin: 1959-1962; Luiz Carlos Pinheiro Machado: 1963-1964; Hélio Miguel de Rose: 1965-1982; Ney Marques Moreira: 1982; Luiz Carlos Pinheiro Machado: 1983-1986; Paulo Tramontini: 1987-1990; João Luís Seimetz: 1991-1994; Valdomiro Ferreira Júnior: 1995-1998 e José Adão Braun: 1999-2003.


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela e Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Luiz Carlos Freitag



Nossa História



Luiz Carlos Freitag





Luiz Carlos Freitag - Radialista, jornalista e escritor em Estrela, mais conhecido por Luca.
Nasceu em 03/11/1953, em Piratuba, SC, f. Arno Ernesto Freitag (seu avô, Emílio Luiz Freitag, era de Maratá) e de Selmira Zimmermann Freitag.
06/11/1976 com Noeli Serafini (f. Reinalda e Arlindo Serafini), tendo os filhos Cláudia Regina, Luiz Carlos Júnior e Carlos Henrique.
Concluído o 4º ano primário no então Grupo Escolar Carlos Chagas, de Piratuba, fez os cursos ginasial e contábil no Sinodal Júlio de Castilhos de Marcelino Ramos RS, onde trabalhou na Rádio Marcelino Ramos Ltda.
De lá veio em agosto de 1972 para a Rádio Alto Taquari, até 31/01/2000.
Atuou no Jornal O Informativo do Vale, de 01/08/2000 até 30/09/2005, mas retornou em março de 2009, com a Coluna do Luca.
Em Estrela atuou em dezenas de entidades.
Luiz Carlos Freitag atualmente é também colaborador do site nossadica.



Luiz Carlos Freitag


Em 20/04/2009, lançou o livro Histórias de Rádio.
Em 130 páginas, o autor pinçou 220 histórias vividas na Rádio Alto Taquari de Estrela.
Foram lembrados fatos que envolvem os políticos da época como Alípio Hüffner, Darci Corbellini, Elton Klepker, Sérgio Zambiasi, Elmar André Schneider entre tantos outros.
O livro traz ainda 117 fotografias, editado pelo filho Luiz Carlos Freitag Junior, com charge de capa da nora, Anita Jasper.


Luiz Carlos Freitag Luiz Carlos Freitag Luiz Carlos Freitag Luiz Carlos Freitag Luiz Carlos Freitag Luiz Carlos Freitag Luiz Carlos Freitag



Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Em 30/07/1971, foi inaugurada a terceira sede do Banco do Brasil em Estrela




Em 01/11/1960, foi inaugurada a segunda sede do Banco do Brasil


Banco do Brasil



Banco do Brasil S/A - Fundado em 1808, mantinha um escritório correspondente em Estrela, iniciado em 18/06/1925, a cargo da firma H. Fett, Irmão & Cia.
O escritório foi desativado.
Quase três décadas depois, em prédio alugado da firma Kilpp & Cia. Ltda. – da concessionária Ford, a agência de Estrela foi instalada em 20/05/1959, na Rua Floriano Peixoto, n.º 97, sob a gerência de Érnio Antônio Thimmig.
Foi subgerente Ary Teixeira Dias, tendo um caixa, quatro escriturários e um contínuo.

Em 01/11/1960, foi inaugurada a segunda sede do Banco do Brasil, na Rua Borges de Medeiros nº 120, sendo gerente Hélio Guimarães.
A ocupação do espaço físico foi ampliado em 1963, sob a gerência de Romero José Gollo.
O prédio novo e moderno foi inaugurado em 30/07/1971, quando era gerente Nilo Fensterseifer e subgerente Nobert Sommer.


Banco do Brasil



Imagens gentilmente cedidas por Carli Rücker ao acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



MANUEL RIBEIRO PONTES FILHO







Nossa História

MANUEL RIBEIRO PONTES FILHO




Vice-intendente nomeado
De 30/09/1909 a 25/11/1909
Intendente eleito quatro vezes:
De 25/11/1909 a 15/10/1912
De 15/10/1912 a 15/10/1916
De 15/10/1916 a 15/10/1920
De 15/10/1920 a 15/10/1924





No decorrer dos 15 anos e 15 dias de administração municipal, prosseguia incólume a presidência de Borges de Medeiros no Rio Grande do Sul.
Durante o governo, Pontes Filho teve vários secretários gerais de administração.
Vago o cargo desde 30 de março, pelo ato n.º 39, de 14/06/1923, nomeou Orzolino Pereira Martins, funcionário estadual.


Teve o governo municipal mais longo na história de Estrela: 15 anos e 15 dias.







MANUEL RIBEIRO PONTES FILHO MANUEL RIBEIRO PONTES FILHO MANUEL RIBEIRO PONTES FILHO



Embora a Constituição Federal não tivesse o dispositivo de reeleição, mas a Constituição Política do Rio Grande do Sul permitia a reeleição, desde que obtivesse o sufrágio de ¾ do eleitorado.
O próprio governo do Estado estimulava a eleição, dentro do princípio positivista: conservar, melhorando!
Foi uma de suas principais metas de governo.
Não tendo recursos suficientes, tentou obter apoio do governo estadual.
Ao surgir o semanário O Regional, em 14/07/1912, Pontes Filho solicitou o apoio desse novo órgão de imprensa republicana para que reforçasse o pedido feito à Secretaria Estadual de Obras da abertura da estrada de rodagem que venha a ligar o povoado de Roca Sales com o povoado de General Osório, hoje Muçum.
De fato, em resposta, o governo prometeu iniciar a construção.

A falta de energia elétrica entravava o desenvolvimento de Estrela, conforme O Regional, de 28/07/1912: As múltiplas reclamações que hão sido dirigidas à firma Ruschel Irmãos, desta vila, por parte de interessados que se vêem embaraçados nas suas indústrias pela inação desta firma concessionária da instalação hidroelétrica, destinada ao suprimento de Força e Luz elétricas na vila, a declarar-nos temos à pedido, que nenhuma culpa deve se atribuir àquela laboriosa firma comercial; porque conforme se vê do Edital da Intendência Municipal de 20 de junho do corrente ano, publicado em nosso número de 14 pp., ainda não tem a dita firma contrato firmado com a Municipalidade e isso porque pende ainda de solução a consulta a que se refere o mesmo edital.
O contrato de concessão de privilégio para iluminação elétrica, pública e particular, e fornecimento de energia elétrica na vila de Estrela foi assinado em 14/03/1913, entre a Intendência e a firma comercial Ruschel Irmãos.
O Edital de concorrência havia sido expedido em 25/04/1912, para um prazo de 10 anos.
A municipalidade entregava em usufruto à concessionária a queda d' água ou cascata do Arroio Estrela.
Segundo Nilo Ruschel, nas memórias “Estrela de 90 Anos – V” (Correio do Povo, de 29/05/1966), a iluminação pública na vila de Estrela teve notável melhoramento em 1896, quando o intendente Pércio Freitas aumentou de 20 para 50 o número de lampiões a querosene.
Estrela foi pioneiro na região na iluminação elétrica nas ruas.
Quando a empresa Ruschel Irmãos conseguiu trazer para o seu hotel os benefícios da luz elétrica aventou-se sua utilidade como iluminação pública, a exemplo de Porto Alegre.
O Serviço foi inaugurado provisoriamente em 01/07/1914 e considerado definitivamente a 24 do mesmo mês e ano, em face do parecer apresentado nessa data pelos profissionais Drs. Vivaldo Guaracy e Harry Reess, designados especialmente e por conta da Municipalidade pelo então diretor da Escola de Engenharia de Porto Alegre – Conforme O Paladino, de 06/11/1921, noticiando haver necessidade de reparos na iluminação pública.
Do fornecimento de mais energia elétrica dependia a instalação em Estrela de uma fábrica de tecidos de importante firma local, noticiou a mesma edição do jornal.
Pela iluminação pública e dos próprios municipais, o município pagava a mensalidade de 600$000, em 1922.
Para fins comparativos, na época, a jóia para ser associado do Grêmio Esportivo Estrelense era de 10$000, a mensalidade 2$000 e a assinatura d’O Paladino era 10$000.


MANUEL RIBEIRO PONTES FILHO



A ponte mista sobre o arroio, nas proximidades da casa comercial de Edmundo Fritscher e cidade de Bom Retiro, foi reconstruída pelo intendente de Estrela, Manuel Ribeiro Pontes Filho, conforme O Paladino, de 17/06/1923.
Também é chamado por Arroio Arenoso.
Sua foz faz a divisa com Estrela e, no outro lado do Rio Taquari, inicia a divisa entre Estrela e Lajeado, até à confluência do Arroio Forqueta.


MANUEL RIBEIRO PONTES FILHO



Seu empenho pela educação no município foi um dos pontos altos de Pontes Filho.
Sob seu governo estiveram em Estrela os Irmãos Maristas, de 1913 a 1920, mais precisamente assumindo a Escola Paroquial São Luís.
Também sob seu governo as duas “Aulas” estaduais da vila foram extintas ou transformadas em Grupo Escolar, em 1920, hoje E. E. Vidal de Negreiros.

Outra das características do governo de Pontes Filho foi sua integração à nacionalização dos habitantes de Estrela, incentivada pela Liga de Resistência Nacional de Porto Alegre e congêneres.
Como a educação e cultura no interior do Estado permanecesse por décadas num plano inferiorizado, em poucos meses o governo quis que todos os habitantes no Brasil falassem a língua portuguesa, substituindo professores por policiais e escolas por cadeias.
O intendente de Estrela, entretanto, soube fazer a campanha nacionalista de forma racional, sem aberrações.
Uma das formas foi festejar os feriados nacionais com programação que envolvesse a população.
Para exemplo, aqui é transcrita d’ O Labor, de 15/09/1917, a comemoração do dia 7 de setembro:
Pela manhã, às 6 horas, foi festivamente hasteado o pavilhão brasileiro, ao som do hino nacional e ao espocar de foguetes de dinamites, no quartel do Tiro Brasileiro n.º 227, no edifício da Intendência municipal e na sede do “Grêmio Literário Estrelense”.
Às 15 horas, teve lugar, na praça Benjamin Constant, a entrega da bandeira, oferecida pelas senhoritas estrelenses aquele Tiro.
Produziu belíssima oração, interpretando os sentimentos das ofertantes, o Sr. Coronel Ribeiro Pontes, provecto Intendente Municipal.
Às 20 horas, na sede do “Grêmio Literário”, à Rua Marechal Floriano n.º 2, efetuou-se a sessão cívica em homenagem à magna data de 7 de setembro.
Aberta a sessão pelo presidente, Sr. José Galliza, convidou ele para dirigir os trabalhos da mesma o presidente honorário, coronel Ribeiro Pontes.
Este, assumindo a presidência, usou da palavra explicando os fins da sessão que se ia realizar, os quais eram para comemorar a data grandiosa da Independência de nossa amada Pátria e concedeu a palavra ao primeiro orador oficial, Sr. major Carlos Candal Júnior, que com sua palavra fluente de patriota ardoroso, discorreu longamente sobre a data que se comemorava, comovendo o auditório, preso por largo espaço de tempo às suas insinuantes frases, repassadas de ardor cívico.
Seguiram-se com a palavra o presidente efetivo do “Grêmio”, Sr. José Galliza, com uma bela peça oratória, primando pela moral cívica; o sócio Sr.
Acydino de Araújo e Silva e o advogado do nosso foro, Sr. Júlio Pinto de Morais.
Produziram todos orações patrióticas e inspiradas, sendo, ao terminar, calorosamente felicitados e saudados por uma estrepitosa salva de palmas.
A concorrência foi numerosa, achando-se os salões do Grêmio repletos de senhoras, senhoritas e grande número de sócios e convidados.
Achavam-se representados: o Ex.mo. Sr. Dr. Leonardo Ferreira da Silva, juiz desta Comarca; pelo Sr. coronel Pontes Filho; “O Independente”, pelo Sr. Francisco Guerreiro e “O Labor”, pelo nosso companheiro de trabalho, Sr. Cândido Rodrigues de Lima.
Foi uma festa cívica que deixou grandes impressões em todos os assistentes.
Ao “Grêmio Literário Estrelense” saudamos efusivamente pela bela festa que levou a efeito.
Estrela contava com 511 eleitores federais qualificados – conforme O Labor, 01/12/1917.


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No final da penúltima gestão, em novembro de 1919, ocorreu um período de muitas chuvas, a 7ª pior enchente em ordem cronológica e em ordem de volume, ou seja, 26,60m acima do leito normal, sendo a de 1941, a pior do século, com 28,13m.
As conseqüências imediatas foi atender as necessidades primárias da população.
A receita orçamentária do município decaiu verticalmente, adiando, por isso, lamentavelmente, a solução definitiva do problema financeiro municipal, amortizando-se a dívida passiva existente - conforme O Paladino, de 16/10/1921.


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Ainda na última gestão teve que reconstruir estradas e pontes.
Restaurou a estrada Coronel Müssnich, no distrito de Roca Sales, numa extensão de 10.5 km, a partir do povoado Marquês do Herval.
Restaurou a estrada General Canabarro, num percurso de 20 km, a partir do km 7, entre o povoado Glória e o distrito de Bom Retiro.
Mencionou ainda a construção da estrada vicinal, no comissariado 11 do distrito de Corvo, próximo à divisa com o município de Garibaldi...
E ainda a construção de um novo trecho de estrada à picada Ano Bom...
Depois, a construção de um trecho novo da estrada à picada Frank, próximo à picada Clara... Construção de um pequeno trecho de estrada nova que dá acesso da picada Geraldo à Wolf.
A ponte mista sobre o arroio Conventos Vermelhos, na linha Júlio de Castilhos, Roca Sales, foi construída por Antônio Matias Brentano, vencendo a concorrência, ao custo de treze contos e quinhentos mil-réis, devendo custar mais um conto de réis se a Municipalidade resolver a construção de uma coberta de zinco - conforme O Paladino, de 22/01/1922.


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No decorrer dos anos teve Pontes Filho o cuidado de oferecer alguns melhoramentos na praça Benjamin Constant.
Na sua Mensagem Intendencial de 12/10/1921 mencionou a reforma e pintura de bancos, construindo mais 12 bancos novos no logradouro público, cada vez mais procurado pela nossa população urbana e onde os forasteiros se comprazem, freqüentando-o assiduamente.
Em 05/01/1924, inaugurou um Coreto na Praça Benjamin Constant, para execução de concertos e música ao povo.


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Durante a última administração de Pontes Filho deu-se a campanha eleitoral para a eleição presidencial para o quatriênio de 15/11/1922 a 15/11/1926.
O Partido Republicano estava apoiando a candidatura do ex-presidente Nilo Peçanha- José Joaquim Seabra, abrindo O Paladino, amplos espaços favoráveis à campanha: O sufrágio da chapa Nilo-Seabra será unânime, dando o eleitorado estrelense o mais frisante exemplo de civismo e Amor pátrio – na edição de 02/10/1921.
O jornal prevenia os leitores do que chamava de Bernardite - derivado de (Artur) Bernardes - a uma nova doença, de fato, a Bernardite ataca de preferência o sistema nervoso quando este se acha depauperado, criticando os que apoiavam este candidato.
Resultado: 1.173 estrelense votaram em Nilo Peçanha e apenas 114 votaram (9%) em Artur da Silva Bernardes – Urbano dos Santos da Costa Araújo, em 01/03/1922, efetivamente eleitos presidente e vice-presidente da Republica.
Com o mesmo ardor, Pontes Filho e políticos republicanos locais apaixonaram-se pela reeleição de Borges de Medeiros à presidência do Estado, no governo desde 1898.
Ficava difícil estabelecer um ambiente para propagar a candidatura da oposição, Joaquim Francisco de Assis Brasil.
Para criar núcleos favoráveis aos “federalistas”, esteve em Estrela Dr. Antônio de Morais Fernandes, conforme O Paladino, de 12/11/1922.
Os 2.865 eleitores estaduais de Estrela tiveram ocasião de escolher seu presidente do Estado em 25/11/1922.
O resultado foi: 1.035 votos para Borges de Medeiros e 318 votos para Assis Brasil.
A nível municipal, a oposição alcançou 23.5%, vencendo Borges de Medeiros mais uma vez.
Apenas o distrito de Roca Sales teve 86 eleitores borgistas e 142 assisistas.
A população de Estrela participou da campanha em benefício dos famintos da Rússia– conforme O Labor, 02/09/1922.
- O “Liederkranz Lajeado” apresentou uma hora de arte.
O vasto salão da Ginástica estava arquicheio. O festival rendeu 786$000.
Já existindo os distritos da sede, Pinheiro Machado (hoje Languiru) e Roca Sales, criou os distritos de Corvo, pelo Ato n.º 254, de 26/07/1913 e Boa Vista (hoje bairro Teutônia), pelo Ato n.º 62, de 25/12/1918.
Pontes Filho investiu na sua última gestão no que se denominava lajeamento dos passeios, no centro da vila.
O tesoureiro municipal, Henrique Senger, em 01/05/1922, publicou um Edital, marcando um prazo de seis meses para os proprietários urbanos fazerem o lajeamento dos passeios fronteiros às suas casas e terrenos onde estejam já colocados cordões, dentro do perímetro limitado pelas ruas Marechal Deodoro, Dr. Tostes, Tiradentes e Venâncio Aires - conforme O Paladino, de 14/05/1922.


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No Brasil inteiro se programou os festejos da Independência do Brasil.
O Paladino, de 13/08/1922, divulgou a nominata das 11 comissões e a Comissão Central, assim composta: Manuel Ribeiro Pontes Filho, intendente municipal, presidente; Padre Eduardo Wolter,SJ, vigário; Ernesto Dietschi, pastor do Culto Evangélico; André Marcolino Mallmann, presidente do Conselho; Luís Guedes da Fontoura, juiz distrital; Jacó Pedro Morsch, gerente do Banco Pelotense; Alberto Dexheimer, gerente do Banco do Comércio e Reinaldo Schwambach, industrialista. Na edição de 20/08/1922, foi acrescentado Luís Inácio Müssnich, secretário.
Pontes Filho autorizou Luís I. Müssnich construir dois kiosques na praça Benjamin Constant, nos pontos que defrontam a Intendência e a casa comercial de Artur Preussler.
Essa concessão vigorará durante o tempo das festas comemorativas do centenário, podendo a respectiva construção ser de madeira ou de outro material, em estilo simples, por tratar-se de obras de caráter provisório – conforme O Paladino, de 20/08/1922.


O Turn-Verein Estrela (SOGES) programou um baile, em 8 de setembro, em comemoração ao primeiro centenário da independência do Brasil.
Enquanto isso, a mesma edição divulgava que a Comissão estava ajuntando donativos pró centenário... a fim de ajudar a enfrentar as despesas que se farão com os festejos.
Em donativos a comissão ajuntou 4:094$400 e a loteria deu 1:063$400.
Do total de 5:681$800 sobrou apenas 28$000.
A maior despesa feita foi com a música para os dias de festas, cobrando Eduardo Henrich 1:000$000 – conforme O Paladino, de 15/10/1922.
O programa geral dos festejos, com duração de 5 dias, foi divulgado no mesmo semanário, na edição de 27/08/1922.
Iniciava no dia 6, à tarde, com passeata cívica dos alunos do Colégio Elementar, seu festival à noite e a salva de 21 tiros à zero hora.
O dia 7 iniciou com a alvorada do corneteiro e tamboreiros do Tiro 227, em cuja sede foi hasteada a Bandeira às 5h30min e, meia hora depois, na Intendência Municipal, seguindo-se a recepção dos reservistas participantes do “Raid Pedestre” e parada militar dos Tiros, reservistas e alunos do Colégio Elementar.
Às 9h foi inaugurada a Exposição Industrial Preparatória Municipal na sala do Fórum, com missa campal, de acordo com o rito católico, oficiando três sacerdotes.
Às 9h30min – Ofício divino no tempo evangélico, conforme prescrições do Sínodo Riograndense.
Às 12h – hasteamento do Pavilhão Nacional no edifício do Colégio Elementar, que às 14h inaugurou a exposição de trabalhos manuais, além de preleções sobre os principais fatos...
Na Intendência, às 15h, houve uma sessão cívica com a inauguração do quadro histórico INDEPENDÊNCIA OU MORTE, e discursos de Luís Guedes da Fontoura, professor Rúdi Schäfer e João de Oliveira Castro, bancário.
Às 16h: passeata cívica dos alunos do Colégio Elementar, conforme programa oficial a qual se associarão os colégios Evangélico, São Luís e Santo Antônio.
Às 16h30min: início da Tômbola e outras diversões pró festas do Centenário na praça Benjamin Constant.
Às 20h: Marche au flambeau dos colégios da vila...
Às 21h: cinema ao ar livre na praça Benjamin Constant e fogos de artifício sob a direção de competente pirotécnico.
No dia 8, seguiram-se diversões populares, futebol, tômbola, cinema ao ar livre, bem como nos dias 9 e 10, com Encerramento da Exposição Industrial.
Como se vê, nenhum monumento comemorativo foi erguido em Estrela, como foi feito noutras cidades, como no centro de Santa Cruz do Sul, uma belíssima obra de arte, e na praça central de Lajeado, um monolito muito pobre e modesto.

Um dos destaques na programação geral foram os Jogos Olímpicos, com 13 provas, como diversas modalidades de corridas em distância, de obstáculos, salto de distância com trampolim, salto em altura, salto de barra, corrida de batatas, de estafetas e lançamento de peso.
Todas as modalidades, medidas e seus vencedores estão em O Paladino, de 17/09/1922.
As senhoras e senhorinhas participaram do concurso de tiro, cabendo o primeiro lugar a Sílvia Vasconcelos.


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Para homenagear o centenário da imigração alemã, em 25/07/1924, Pontes Filho inaugurou a ponte metálica sobre o Arroio da Seca, na E. R. General Osório - conforme O Paladino, de 27/07/1924, hoje em Colinas.
Para a posse de seu sucessor, Pontes Filho incluiu na programação, em 15/10/1924, às 11h, a inauguração do Cais do Porto, ao extremo oeste da rua C.el. Flores.
O Paladino, no mesmo dia 15, traz a notícia de um melhoramento tão relevante e com o qual pode a nossa urbs gabar-se de ser possuidora do melhor e mais belo cais do Rio Taquari.
Menciona com destaque a encampação dos serviços de força e luz elétrica, pois redundará numa segura fonte de receita, que permitirá às administrações futuras distribuírem maiores somas destinadas a melhoramentos materiais, beneficiando também a coletividade com a ampliação que será feita na Usina.


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela e Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Jazz União




Jazz União - Um dos conjuntos musicais de Estrela, de maior repercussão no Vale do Taquari, nas décadas de 1940 a 1960.

O maestro de maior destaque foi André Edvino Eidelwein


Jazz União



André Edy Eidelwein – Nome de rua em Estrela, nas imediações da Chácara da Prefeitura, projeto do vereador Vítor Horn, em dezembro de 1983, transformado em Lei nº. 1.834, de 22/12/1983.
É uma homenagem ao músico instrumentista e dirigente em Estrela, maestro do Jazz União.
Mais conhecido por Edy, seu segundo prenome correto é Edvino, casado com Bronilda Rosalina Eidelwein. *
19/01/1912, + 21/08/1971, sepultado no Cemitério Católico de Estrela.

Emir Vianna Moraes - Cantor e músico ritmista, em Estrela, mais conhecido por Biluca. Por muitos anos integrou o Jazz União.

Helmute Trein - Professor, compositor e musicista em Estrela, onde integrou orquestras e conjuntos musicais, como Jazz Copacabana, Zíngaros Alegres e, especialmente, Jazz União.
Com Ervino Sulzbach formou a famosa Dupla H-81, na Rádio local.
* 22/02/1916, na Fazenda Lohmann, + 16/03/1974, sepultado no Cemitério Evangélico de Estrela, casado com Romilda Gerhardt Trein, tendo os filhos Lílian e Valdir.

Eidelwein - É a família que mais músicos teve em Estrela: Vítus José, o Juca: trombone e contrabaixo; Arnaldo: sax tenor; Virgílio Silvestre: acordeom; André Edvino: maestro e pistom e seus filhos Renato, Jorge e Ignês (Kalsing), pianista, e mais Odete (Krohn), atualmente dirigente de corais em Porto Alegre.
Sílvio Eidelwein foi pistonista do Jazz União, vindo de Santa Rita, para os ensaios e apresentações.
A tradição de cultivar a arte musical prossegue de geração em geração, também na atualidade.


Jazz União



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Fonte: Dicionário de Estrela e Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Padre José Junges




Padre José Junges - Nome de rua em Estrela, conforme Lei nº 49, de 09/06/1980

Com 9 quadras de extensão, liga a Travessa Ultor Inácio Schilling, perto do Trevo da Cidade, à Rua da Corticeira, no Bairro da Boa União.
É uma homenagem ao sacerdote do clero secular, vigário cooperador em Estrela.
Como poeta, usava o pseudônimo literário de José Novais (tradução do Junges).
Além de pároco na Glória, em Porto Alegre e em Viamão, foi redator de A Palavra, em Pelotas.
Como poeta, publicou o livro Flores Agrestes.
Além de autor da letra do Hino Oficial do V Congresso Eucarístico Nacional, realizado em Porto Alegre, em 1948, compôs para Estrela a letra do Hino da Festa do Diamante - conforme a revista Jubileu de Diamante Estrela - 1876 - 20 de Maio - 1951.
* 08/12/1900, em Bom Princípio, + 1967, filho de João Junges Neto e Maria Orth Junges.


Padre José Junges




HINO A ESTRELA

Letra: Padre José Junges
Música: Wendelino Dewes

Qual princesa e rainha formosa
Que entre luzes e flores sorri
Surge Estrela, em fulgores de rosa
Sobre as margens do rio Taquari

No trabalho da indústria e lavoura
Os teus filhos - obreiros em flor
Assinalam a estrada que doura
O progresso, a cultura e o amor

Todo esforço baldado seria
Se teu povo deixasse de Deus
É por isso que, dia a dia,
Ele implora os favores dos céus

Salve, Estrela, colméia pujante
Estuante da lida no afã
Para frente, feliz, sempre avante
Tu constróis o Brasil de amanhã.

Estribilho: A cingir o laurel centenário
Sobre a fronte fidalga e gentil
Tens, Estrela, o glorioso destino
De exaltar sempre mais o Brasil.



Hino a Estrela - A letra é do Padre José Junges e a música, de Wendelino Dewes.
O hino foi gravado com nova roupagem, sob direção do dirigente de Cultura Edson Wiethölter, com seqüenciação musical feita por Robson Jackisch e interpretado pelas sopranos Zuleica Regina Rambo e Karen Regina Erbis quando foi apresentado ao público na Praça Mena Barreto em 20/05/2005.


Padre José Junges


O Padre José Junges também publicou o livro de poesias "Flores Agrestes".


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Fonte: Dicionário de Estrela e Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Antônio Cardoso




Antônio Cardoso - Nome de rua de duas quadras em Estrela, no Bairro Boa União, conforme Lei nº. 555, de 24/11/1959.


Antônio Cardoso



É uma homenagem ao fiscal dos impostos de consumo na coletoria de Estrela, nomeado em 13/08/1919; fundador, proprietário e gerente do jornal O Paladino, em 07/09/1921, em Estrela.
Foi presidente do Gabinete Estrelense de Leitura (v.) e do Grêmio Esportivo Estrelense, eleito em 19/02/1924.
Em 15/11/1931, tomou posse como escrivão da Coletoria Federal de Estrela.
Foi representante autorizado da Companhia Mato-grossense de Petróleo: Propõe-se a perfurar, com base em estudos geofísicos, e a extrair petróleo, esse líquido que faz a grandeza das nações - conforme O Paladino, de 01/01/1938.
Um dos 19 fundadores do Partido Social Democrático (v.) em Estrela e primeiro presidente do seu Diretório Municipal, em 10/06/1945.
* 20/06/1896, + 13/02/1956, f. Timóteo Marcolino Cardoso e Benícia Alves Cardoso, cc 1924 com Adela Mayer (* 06/06/1905, + 24/04/1980). V. T. Cardoso & Irmão.
Havia também o homônimo, mais conhecido pelo apelido Mico, * 30/08/1900, + 26/10/1965.


Antônio Cardoso Antônio Cardoso Antônio Cardoso Antônio Cardoso


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Fonte: Dicionário de Estrela e Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Nossa História

AUGUSTO FREDERICO MARKUS




Augusto Frederico Markus – Nome de avenida em Estrela, cf Lei nº 1.817, de 09/09/1983, no Bairro das Indústrias, onde se localizam grandes empresas industriais junto ao Porto Fluvial de Estrela. Liga a BR-386 à Rua Basílio Oto Zart.


Augusto Frederico Markus



É uma homenagem ao empresário comercial, conselheiro municipal, último intendente, primeiro prefeito, tabelião e coronel da Guarda Nacional em Estrela.
Iniciou como comerciante, nas décadas de 1910-1920, com casa comercial na Picada Varanda.
Em 07/09/1920, foi eleito conselheiro municipal pelo Partido Republicano Riograndense, com mandato de 12/10/1920 a 15/10/1924, período no qual foi 1º secretário da Mesa. Coronel da Guarda Nacional, foi tabelião.
Em 15/08/1928, foi eleito intendente, administrando Estrela de 15/10/1928 a 17/12/1930, perdendo este título, mas prosseguindo no governo com o título de prefeito nomeado, até 29/10/1934.
Retornou a ser nomeado prefeito, de 14/07/1945 a 19/11/1945 e, numa terceira administração, de 01/03/1946 a 09/12/1947.
Tinha a alcunha de "Cascalhe-Markus" por extrair cascalhos do Taquari e tapar os atoleiros nas estradas, iniciando com a de Novo Paraíso.
Em pleno exercício como prefeito, foi nomeado pelo decreto n.º 4.999, de 08/06/1932, assinado pelo interventor Flores da Cunha, para o ofício de tabelião do Registro de Imóveis de Estrela, vitaliciamente, conforme O Paladino, de 11/06/1932.
Sua filiação e graduação na Maçonaria lhe trouxe vantagens e apoio em suas realizações.
Foi primeiro presidente do Rotary Clube de Estrela, fundado em 10/03/1949, e presidente da Soges, em 1940 e 1946.
* 15/07/1890 e + 11/11/1977, em Estrela, f. Geraldo e Cristina Markus, cc Joana Beckmann (* 20/04/1891, + 28/08/1979), cuja filha Lucy foi casada com o presidente Ernesto Geisel.
As Bodas de Ouro do casal Markus foi em 23/01/1965, festejadas com as Bodas de Prata do casal Geisel, na Boate da Soges, naquela noite oficialmente inaugurada.


Augusto Frederico Markus



AUGUSTO FREDERICO MARKUS

Intendente eleito de 15/10/1928 a 17/12/1930
Prefeito nomeado de 17/12/1930 a 29/10/1934


A posse de Augusto Frederico Markus se revestiu de grande solenidade, com a participação de muitas pessoas, na segunda-feira do dia 15/10/1928.
Com ele também foram empossados o vice-intendente, major José Hauschild Filho e os sete conselheiros municipais.
Prestado o compromisso do estilo, - registrou o Alto Taquary, de 20/10/1928 – pronunciou o discurso oficial o Sr. major Luís Guedes da Fontoura.
Depois dos elogios ao seu antecessor, saudou, em nome do Partido Republicano, o novo intendente, vice e conselho.
Discursaram, logo após, os Srs. Cel. Mallmann, Achyles Dinis, major João R. de Castro e Antônio Cardoso, este em nome do intendente, merecendo todos os oradores ruidosos aplausos da numerosa assistência que vivou os próceres do Partido Republicano e ao Dr. Assis Brasil, presidente do diretório do libertador.
Como guarda-livros, acumulando o cargo de secretário da administração, em 15/10/1928, Markus nomeou Max Grachten; para tesoureiro, José Fischer; para escriturário, Alfredo Ribeiro Pontes.
Eugênio Ruschel, desde 11/05/1925, continuou como subintendente do 1º distrito.
Sob seu governo realizou-se o pleito para a presidência da República.
O presidente do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas, foi lançado candidato à presidência por uma coligação dos partidos políticos de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul.
Como O Paladino de 22/02/1930 publicou, Getúlio se afastou do governo gaúcho, em obediência a um escrúpulo de ordem moral, até 1º de março, dia da eleição. Getúlio Vargas e João Pessoa, para presidente e vice-presidente da República, obtiveram em Estrela 3.244 votos, cada um, e Júlio Prestes e Vital Soares, candidatos situacionistas, apenas 4 votos, talvez de funcionários públicos federais.
Para o Senado, o republicano Paim Filho obteve 1.950 votos e o libertador Assis Brasil conseguiu 1.117 sufrágios.
O Deputado federal mais votado foi Simões Lopes, republicano, com 4.018 votos e Plínio Casado, libertador, com 2.710 votos.
Sob seu governo foi construído o Hospital Estrela, entregue ao público em 14/04/1929, segundo o depoimento de Edithe Genehr Markus, dado em 29/09/2000:
Na década de 1920, quando um grupo de estrelenses resolveu edificar uma casa de saúde em nossa cidade, lá estava o Sr. Markus, trabalhando para que esta iniciativa se tornasse uma realidade.
Graças a homens dinâmicos como Augusto Frederico, contamos hoje com o bem aparelhado Hospital Estrela, inaugurado em sua gestão frente ao executivo municipal
Uma das primeiras obras foi a construção da ponte na estrada da picada Frank, 5º distrito deste município, sobre um arroio próximo à casa comercial do Sr. Edmundo Alfredo Steyer - conforme O Paladino, de 22/03/1930, mencionando notícia publicada em Terra Gaúcha, órgão de imprensa do Rio de Janeiro. Ora, Steyer era seu adversário político...
Conforme o seu Relatório do 2º ano de administração, apresentado ao Conselho Municipal em 20/10/1930, com 74 páginas, há dezenas de obras executadas por sua administração, com fotos das pontes sobre o Arroio Garibaldi, de 5m de vão, na linha Júlio de Castilhos, e sobre o Arroio Boa Vista, em Canabarro, ambas cobertas com zinco.
Mencionou os melhoramentos nas estradas de Marechal Hermes, Novo Paraíso e Serrinha.
No centro urbano de Estrela, investiu no nivelamento, assentamento de cordões, calcetamento de sarjetas, terraplenagem de ruas.
Colocou 934m de cordões, terraplenagem na Rua Borges de Medeiros e fez a reforma da Segunda parte na Praça Benjamin Constant (hoje Mena Barreto), substituindo os velhos plátanos por árvores de ornamentação.
Ampliou o número de telefones.
Melhorou a força e luz, com 397 moradias com luz elétrica, com 5.7 lâmpadas por residência e 213 lâmpadas iluminam praça e ruas. Realmente, a "situação financeira" acusava um saldo positivo de 78:134$900.
Esteve Augusto Frederico Markus à testa do governo municipal em três oportunidades diferentes, totalizando em torno de 6 anos de governo.
A falta de documentos nos impede a exatidão dos fatos. Cada uma das oportunidades se revestem de características especiais.
Iniciou como intendente eleito, cargo eletivo que exercia quando a ditadura de Getúlio Vargas lhe tirou o mandato de “intendente”, prosseguindo no poder como chefe do executivo municipal nomeado pelo interventor federal, com o novo título de “prefeito”, desde 03/12/1930.
Foi, pois, o último intendente e o primeiro prefeito de Estrela.
Nas duas oportunidades seguintes, voltou a ser prefeito nomeado.
A deliberação ulterior veio em 03/12/1930, quando o interventor Flores da Cunha nomeou o Cel. Augusto Frederico Markus para o cargo de prefeito deste município. Markus passou a governar o município com o novo título de prefeito nomeado, portanto, o primeiro prefeito de Estrela, desde 3 de dezembro, empossado em 17 de dezembro.
Essa nomeação correspondeu plenamente à expectativa do republicanismo local conforme O Paladino, de 06/12/1930.
- Uma das razões que poderosamente para a satisfação com que foi recebida a notícia da recondução do C.el. Markus no governo do município é a excelente e incontrastável situação financeira do município, a que s. s. presta grande atenção, sem prejuízos da execução de obras necessárias ao ininterrupto progresso de nossa comuna.
Não consta nos arquivos a nomeação de um vice-prefeito. Seu eventual substituto devia ser o primeiro subprefeito do 1º distrito, Eugênio Ruschel.
Em 15/12/1931, apresentou seu terceiro Relatório, apresentado ao Interventor Flores da Cunha, com o saldo de 137:809$700.
Voltou a gastar recursos num total de 37:000$000 na Estrada General Osório, pertencente ao Estado...
Na estrada Ano Bom construiu um desvio, contornando o morro Pão de Açúcar.
Construiu um estrada na picada Lenz e na picada Borges de Medeiros, ligando-a à Seca Rica.
No centro urbano de Estrela prosseguiu nos melhoramentos de ruas e da praça, construindo cordões, calçamento de sarjetas, nivelamentos e aterros.
Nesse meio tempo, Markus fez algumas alterações no seu quadro de funcionários.
Em 31/10/1931 nomeou José Manuel Porto para secretário da administração e Emílio Tietzmann como tesoureiro, em 04/01/1932.
O quarto Relatório o prefeito Markus apresentou ao mesmo Interventor em 01/01/1933, com o Saldo progressivo de 340847$300.
Menciona os melhoramentos feitos nas estradas do interior, tapando os buracos com cascalho que vimos retirando das margens do rio Taquari e de alguns arroios do interior.
A ponte sobre o arroio Estrela, no perímetro urbano, mereceu uma reforma geral.
O madeiramento foi substituído e acrescidos mais dois pilares, todos ligados com ferro e cimento.
Teve que investir vultosa soma para manter e aumentar a produção de luz e força na Usina Elétrica, bem como no abastecimento de água, rede telefônica e na instrução pública.
O recenseamento acusou a população de 26.038, havendo no perímetro urbano 2.540 habitantes.
Quanto à religião, havia 14.196 católicos, 11.804 "protestantes" e 38 de outros "credos".
Os 3.002 analfabetos davam 11.5% sobre a população.
Também em Estrela entrou em vigor, pela primeira vez no Brasil, o horário de verão, de 03/10/1931 a 31/03/1932.
Quanto à nova hora de verão O Paladino, de 10/10/1931 informou: Entre nós, está sendo ela observada, de acordo com as instruções que o Governo do Estado transmitiu ao Sr. prefeito municipal.
A história do município deve ser estudada dentro do contexto geral da história do Brasil e do Rio Grande do Sul.
Assim, vitoriosa a Revolução de 30, em 11/11/1930 foi rasgada a Constituição de 1891, cassados todos os mandatos eletivos e nomeados os interventores federais para governar os Estados e os prefeitos para administrar os municípios.
Para dar uma nova imagem, foram mudados os nomes de Intendência para Prefeitura, Intendente, Vice-intendente e Subintendente para Prefeito, Vice-prefeito e Subprefeito.
O Poder Legislativo também foi extinto, substituído, depois, por um Conselho Consultivo.
Markus permaneceu no poder municipal à espera dos acontecimentos. Somente em 18/11/1930 foi nomeado Flores da Cunha como interventor do Rio Grande do Sul e, dois dias depois, ratificados todos os atos de governo, praticados desde 24 de outubro. Termina aqui a fase da República Velha, ou a República dos Coronéis e inicia a Era Vargas.
Com o mandato cassado, Markus permaneceu no poder do executivo municipal, com o caráter de prefeito nomeado.
Max Grachten, seu secretário geral da Administração desde 01/01/1931, solicitou exoneração do cargo, sendo substituído em 31/10/1931 por José Manuel Porto, nomeado pelo ato n.º 41.
Segundo o Relatório de 1931, apresentado pelo prefeito Markus ao interventor Flores da Cunha, o saldo do exercício administrativo de 1931 foi de 137 contos de réis, bem acima da média dos saldos de 101 contos nos quatro anos anteriores, o que ele atribui à boa e regular arrecadação dos impostos, lembrando os tempos difíceis, desde 1929.
Quanto às despesas, é interessante observar que o município, em 1932, tinha 4 caminhões e um automóvel.
A remoção do lixo era feito em duas carroças.
São Paulo foi o primeiro Estado a reclamar o retorno à constitucionalidade, já em abril de 1931 e, em 6 de junho, João Neves criticou a demora para a convocação às eleições gerais. Por toda a parte as opiniões se dividiam. Os favorecidos apoiavam a ditadura. Os democratas exigiam uma Constituição.
A maioria da população estrelense tinha somente O Paladino para ser informar, normalmente com 4 páginas semanais, das quais metade ocupada com publicidade.
Na sua edição de 02/03/1932 encontramos a primeira menção do descontentamento de brasileiros pelo fato de Getúlio Vargas perenizar seu Governo Provisório. O semanário publicou o discurso do interventor Flores da Cunha, proferido em Caxias, em 28/02/1932: Somos, e temos a coragem de afirmar, pela constitucionalização do país! E, como é que agiu semanas depois?
Markus foi nomeado vitaliciamente pelo interventor federal Flores da Cunha como oficial do Registro de Imóveis.


Augusto Frederico Markus



Foi empossado em 21/06/1932.
Para isso, solicitou licença para afastamento de prefeito municipal, por 20 dias.
Criar um Justiça Eleitoral foi um dos objetivos de Revolução de 1930, visando pôr termo à fraude que campeava no regime anterior.
A Constituição de 1934 fez voltar à denominação de Câmara de Vereadores, em substituição ao Conselho Municipal.
Os representantes do povo retornaram a chamar-se vereadores, em vez de conselheiros.
O novo Código Eleitoral de 1932 dividiu o Estado em 44 Zonas Eleitorais, correspondentes às 44 Comarcas existentes.
Desta forma, a 18ª zona compreendia os municípios de Lajeado, Estrela, Encantado e Guaporé.
O sistema eleitoral vigente, que mediou de 1932 a 1937, dava direito ao voto às mulheres, pela primeira vez na história, e aos que tinham 18 anos de idade.
Antes só tinham direito ao voto os homens, com 21 anos completos.
Os mendigos, analfabetos e praças de pré (militares em serviço ativo, salvo os oficiais) não podiam ser eleitores.
Terminada a Revolução em 02/10/1932, anistiados os revolucionários, preparou-se o Brasil para a volta à constitucionalidade, reorganização dos partidos políticos.
Em 08/10/1932, foi fundada a Ação Integralista Brasileiro, sob a chefia de Plínio Salgado.
Entre seus militantes, em Estrela, destacava-se Aloysio Valentim Schwertner.
No dia 26, Getúlio Vargas marcou o dia 3 de maio de 1933 para as eleições à Assembléia Constituinte.
A notícia do fortalecimento da Frente Única Gaúcha, com a coligação do Partido Republicano Rio-grandense e do Partido Libertador, em 02/11/1932, também repercutiu no Vale do Taquari, bem como a fundação do Partido Republicano Liberal, por Flores da Cunha, em 15/11/1932.
O coronel Frederico Markus presidiu a reunião regional de prefeitos e chefes políticos do Partido Republicano Liberal.
Em Estrela, no domingo de 19/11/1932, seguindo roteiro preestabelecido pela interventoria federal, o prefeito convocou o funcionalismo público municipal, estadual e federal, da qual foi lavrada uma ata, em que ficou consignada a plena solidariedade de todos ao Partido Republicano Liberal.
Desse acontecimento o coronel Augusto Frederico Markus deu ciência, por telegrama, ao general Flores da Cunha, interventor federal no Estado e presidente do Partido.
Fica fácil entender: Derrotada a Revolução Constitucionalista, era preciso preparar as próximas eleições e garantir a eleição de representações fiéis ao governo, para eleger Getúlio Vargas no Colégio Eleitoral, de forma indireta.
Para assegurar a vitória no Rio Grande do Sul, nada melhor que criar um partido novo, que unisse republicanos e libertadores, um tipo de "frente única": Partido Republicano Liberal.
A fórmula também era simples: usar a máquina administrativa, mormente policial, fiscal, tributário e nomeação de pessoas de confiança aos cargos públicos.
Assim, o funcionalismo público municipal, estadual e federal foi encurralado em uma das salas da Prefeitura para aderir ao partido ou perder o emprego.
Aliás, este filme, aqui em preto e branco, já foi visto muitas vezes, de forma colorida...
Solenemente aberta ao público, em 28/12/1832, realizou-se no salão nobre da Prefeitura, a posse da Comissão Diretora do Partido Liberal deste município - conforme O Paladino, de 31/12/1932.
A posse foi presidida pelo major Oscar da Costa Karnal, prefeito de Lajeado desde 20/10/1932, e membro da Comissão estadual do partido florista.
Aliás, Flores da Cunha foi o alvo das atenções, notadamente pela sua atuação nos últimos acontecimentos que conturbaram a vida política do nosso Estado.
Karnal historiou longamente a brilhante cruzada liberal que teve como ponto de partida a arrancada memorável de 3 de Outubro e finalizou com um hino ao Partido Republicano Liberal e à personalidade ilustre do general Flores da Cunha.
A Comissão Diretora de Estrela estava constituída pelos personagens, há muito tempo bem conhecidos: coronel Augusto Frederico Markus, José Hauschild Filho, Ernestino Leopoldo Lautert, Clemente Affonso Mallmann e Ruben Lauer.
A ata estava assinada por 70 membros, cuja listagem O Paladino divulgou na mesma edição de 31/12/1932.
A par dos acontecimentos políticos, o prefeito dedicava seu tempo à administração, agora com mais responsabilidade, já que não havia mais o Poder Legislativo. Seu mandato, afinal, deveria ter terminado em 15-10-1932.
Um dos problemas era a água potável para a população, para impedir surtos epidêmicos, mormente o tifo.
A higiene era fundamental. Uma das últimas edições de 1932 d’ O Paladino noticiou o exame bacteriológico das águas usadas ali (Estrela) por algumas pessoas, acusando o referido exame uma quantidade elevada de coli-bacilos por cm³.
Assim, a água retirada do rio Taquari apresentava 1000 co-bacilos por cm³; a do poço municipal e do arroio Estrela mil e poucos e a de uma fonte de Santa Rita 10.000, além de grande quantidade de bactérias termógenas.
São informações d’ A Semana, de 02/01/1933.
O governo do Estado havia determinado a construção da “Rodovia Alto Taquari”.
Para isso, enviou o engenheiro Alfredo Waldeck, acompanhado de uma turma de trabalhadores, iniciando os trabalhos.
Tratava-se do prolongamento da velha e conhecida estrada Borges de Medeiros, que liga Estrela a Passo Fundo via Guaporé, A Semana, de 17-7-1933 botou a boca no trombone e criticou o discurso eleitoreiro de Flores da Cunha.
O prefeito de Estrela foi eleito presidente da Comissão Central do Partido Republicano Liberal, de caráter regional, segundo reunião feita em Lajeado e noticiada por A Semana, de 9-1-1933.
Foi muito aplaudido o discurso do prefeito de Encantado, coronel Armando Ribeiro Severo.
A edição de 24/04/1933 d’ A Semana deu notícias das duas grandes facções políticas: o Partido Republicano Liberal, fundado e liderado por Flores da Cunha, a Frente Única Gaúcha, formada pelo Partido Libertador, sob o comando de Assis Brasil e pelo Partido Republicano Riograndense, sob a direção de Borges de Medeiros.
Apuradas as urnas no RS, as eleições de 03/05/1933 deram 132.056 votos (73%) ao PRL e 37.155 (20%) para a Frente Única, restando 11.522 sufrágios não aproveitados.
Na região, a vitória do PRL foi muito mais ampla. Em Lajeado ultrapassou os 90%.
A utilização de chapas de cartolina foi um dos fatos pitorescos na eleição, denunciada por A Federação, de 09/05/1933, como expediente tendente a possibilita a identificação do voto, face a espessura do material utilizado.
O Tribunal Eleitoral concluiu inexistir violação do sigilo do voto, eis que ambos os partidos se valeram desse expediente.
Em 15/11/1933, foi instalada a Assembléia Nacional Constituinte.
Nesse meio tempo, em nível municipal, as atividades prosseguiam normalmente.
Na primeira semana de maio de 1934, Estrela participou da grande Exposição de São Leopoldo, em homenagem à integração do trabalhador alemão no desenvolvimento do Rio Grande do Sul.
A Indústria e Comércio de Relógios Públicos Schwertner Ltda. conquistou o Grande Prêmio.
Em 16-7-1934, foi promulgada a nova Constituição Federal e, no dia seguinte, Getúlio Vargas foi eleito Presidente da República por via indireta, com mandato até 3-5-1938.
Voltou o Brasil ao regime democrático.


Estrela em 1930



Preparavam-se os partidos políticos. Em 18/08/1934 reuniram-se no Hotel Ruschel, em Estrela, os libertadores e republicanos, para constituírem a Comissão Mista da Frente Única Riograndense para as próximas eleições.
O objetivo era derrotar os candidatos situacionistas.
Os 62 líderes que assinaram a lista aprovaram a seguinte diretoria do Comitê Misto: Presidente Manuel Ribeiro Pontes Filho, 1º vice-presidente Willy Müller, 2º vice Reinaldo Schwambach, 1º secretário Waldemar Jaeger, 2º secretário Henrique Schmidt, 1º tesoureiro Ari P. Brack, 2º tesoureiro Oscar Becker.
Vogais: Leopoldo Krabbe, Francisco Pires da Rosa, Roberto Goellner, Adolfo Lautert, Willy Kirst, Miguel Assis Ribeiro, Paulo Oscar Ruschel, Adolfo Faller, Carlos Schüll, Oscar Noll, Alfredo Schaumberg, Clemente Horn, Antônio F. de Azeredo, Frederico Drewes, Júlio Closs, Max Bentz, Amândio M. dos Santos, José Massing, Ernesto Oppermann, Cláudio Horn, Luís F. Kronbauer, João Petry, Wilimar Schneider, Osmar Maciel, Oto Francisco Stürmer, Francisco Goergen, Miguel Müller, Walter Zimmermann e Jacó Cláudio Leindecker.
Depois de brindes de cerveja em homenagem a Borges de Medeiros, Raul Pilla e outros, a reunião se encerrou.
No dia seguinte, receberam a visita de Cândido Carneiro Júnior, o famoso “general Candoca” que havia comandado em Soledade o levante constitucionalista em setembro de 1932.
Na edição seguinte do mesmo semanário lajeadense, na reportagem concedida por Pontes Filho e Darci Barcelos, ficou confirmada a escolha de 22 nomes de verdadeiras notabilidades, ou melhor, de juristas, para representarem a Assembléia Legislativa Estadual.
No dia 26 de agosto, foi organizada uma caravana de 6 automóveis – décadas depois denominada carreata – de Estrela para Canabarro e Teutônia.
Henrique Drimeyer, eleito presidente honorário do Comitê distrital da FU, discursou em alemão.
O Tribunal Eleitoral dividiu o Estado em 16 círculos eleitorais apuradores.
O 15º Círculo estava composto pelos municípios de Lajeado, Estrela, Arroio do Meio, Encantado, Soledade e Guaporé.
No plano político e de segurança, o ambiente nacional revelava-se tenso, encaminhando-se para o estado de sítio.
Decididamente, Getúlio Vargas, Flores da Cunha e outros tinham vocação mais para caudilhos e ditadores, sem educação para o exercício da democracia.
Nesse clima e nessa perspectiva é que se realizava a campanha eleitoral e as eleições.
Em 7 e 08/09/1934 realizou-se o 2º Congresso do Partido Republicano Liberal. Flores da Cunha é proclamado candidato único a governador.
Entre os candidatos ao Senado, Câmara dos Deputados e Assembléia Legislativa para o Vale do Taquari, destaca-se também Oscar da Costa Karnal.
Ele havia sido um dos que acusaram Manuel Ribeiro Pontes Filho, prefeito de Lajeado, ter apoiado os revolucionários constitucionalistas, sob o comando de Candoca.
Por essa razão, Karnal o sucedeu na prefeitura, de 20/10/1932 a 19/10/1934, saindo em campanha eleitoral. Karnal também não estava satisfeito com o PRL de Estrela, onde recebera poucos votos.
Em 14/10/1934, houve eleições para a Câmara dos Deputados e Assembléia Constituinte do Estado.
Novamente concorreram o Partido Republicano Liberal e a Frente Única. Sem expressão nas urnas, participaram a Liga Eleitoral Proletária, Ação Integralista Brasileira e o Trabalhador Ocupa Teu Posto. Para a Câmara dos Deputados, nenhum dos candidatos tinha vinculação com o Vale do Taquari.
Para a Assembléia Constituinte, o mais conhecido foi Oscar da Costa Karnal, eleito 2º suplente pelo PRL.
Pela FU, entre os candidatos conhecidos, foi eleito pelo quociente partidário Nicolau Snel, e suplentes: Adroaldo Mesquita, Camilo Martins Costa e seu irmão Dr. Décio Martins Costa (empossado em 10/05/1935) e Guilherme Ludwig.
Em nível regional, a Frente Única venceu as eleições, com larga margem, o que fez com que o interventor Flores nomeasse novos prefeitos e delegados, de sua inteira confiança.
O resultado destas eleições influiu para que o Cel. Markus renunciasse ao cargo de prefeito.
Não nos chegaram documentos acerca desta renúncia, mas o povo não deu a vitória eleitoral aos candidatos floristas, quer dizer, o eleitorado não apoiava mais o governo federal, estadual, nem municipal.


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela e Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Nossa História

PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO DO BAIRRO BOA UNIÃO




Segundo pesquisa feita por Ivo Leo Hammes, a Comunidade Católica da Boa União surgiu no início da década de 60.


PARÓQUIA SÃO CRISTÓVÃO



Inicialmente, o nome era Comunidade Sagrada Família; posteriormente, prevaleceu a denominação Comunidade Católica de São Cristóvão da Boa União.
Um padre rezava periodicamente missa no Grupo Escolar aí existente.
Consta que o Pe. Hugo Volkmer, foi o grande incentivador para que a comunidade de aproximadamente 50 famílias, residentes aí e nos arredores, construíssem uma igreja.
Para tal fim, José da Rocha doou uma área de terra situada no alto do quarteirão que, além do Grupo Escolar, já tinha diversos moradores.
Nas proximidades estava em obras a Estrada da Produção e aí, também, seria construído, futuramente, o Trevo, o principal acesso à cidade de Estrela e cruzamento da Rota do Sol com BR 386.
Dificilmente alguém poderia imaginar que esta área teria o visual de hoje, tão modificado em poucos anos.
A despeito de ter-se eliminado por completo o belo e exuberante bosque de variadas árvores nativas que aí existiam, o local tornou-se um magnífico cartão de visita para Estrela.
Consta que a comunidade teve que se mobilizar para que fosse modificado o primeiro traçado do grandioso trevo, pois as obras de terraplenagem se aproximavam poucos metros do frontão do templo recentemente edificado.
A igreja tem inscrito em sua pedra angular a data 03/02/1967, início da construção.
Passado um ano, já servia para as celebrações comunitárias.
No seu interior, ostenta quatro imensos quadros pintados, em 1972, pelo Irmão Nilo (da congregação dos Irmãos Maristas).
Na parede da entrada: a Sagrada Família; na parede do presbitério: o Natal, a Crucificação e a Ressurreição.
No início da década de 90, acrescentou-se uma torre ao prédio da igreja.
Já em 1969, foi fundada a Sociedade de Cantores Boa União, que tem estatuto autônomo, mas atua dentro da comunidade.
Desde os primeiros anos de existência, a comunidade realiza anualmente uma animada festa de São Cristóvão, que sempre inicia com uma concorrida procissão do santo padroeiro dos motoristas.
Para realizar suas festividades e outros eventos comunitários, em 1982, iniciou-se a construção de um amplo pavilhão.
Um de seus anexos tem um apartamento para servir de residência paroquial, um vez que se tinha em vista Boa União se tornar brevemente sede de paróquia.
Desde 1983, pleiteava-se um cemitério próprio. Este projeto, porém, só foi alcançado em 1988.
João Friedoldo Wathier e Evaldo Fiernkes doaram a área de terra, que está servindo de campo-santo.
Em 23/10/1988, em solenidade presidida pelo então arcebispo metropolitano, D. Cláudio Colling, foi instituída a Paróquia de São Cristóvão da Boa União.
Na mesma oportunidade, foi empossado seu primeiro vigário, Pedro Neori Theisen.
O segundo vigário foi o Pe. Aloísio Rech, que atuou na paróquia até início de 1996.
O Pe. Norberto Domingos Schmitz foi empossado no inicio de 1996 e, em agosto do mesmo ano, repentinamente faleceu quando celebrava missa numa comunidade.
Substituiu-o o Pe. Canísio Bays, que ficou até 1997. O atual vigário é José Frederico Rech.
Está empenhado na dinamização do novo modo de ser cristão, aproveitando o ensejo da conclusão do II Milênio da Era Cristã.
E para um melhor serviço pastoral, entendeu-se como necessária a construção de uma Casa Paroquial.
Atualmente, a paróquia se compõem de seis capelas: São José, Geralda Baixa, Santo Antônio, Colinas, Lenz e Novo Paraíso.
Mais alguns núcleos estão se formando. Todas estas comunidades pertenciam, anteriormente, à Paróquia Santo Antônio de Estrela.


Imagem gentilmente cedida por Luiz Carlos Freitag ao acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte Texto: Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Nossa História

ANDRÉ MARCOLINO MALLMANN




Coronel Mallmann - Nome incompleto de rua em Estrela, no Bairro Boa União, conforme Lei nº 555, de 24/11/1959.




André Marcolino Mallmann




Com 4 quadras de extensão, inicia na Rota do Sol, ligando-a à Rua Edmundo Müller, em diagonal a última quadra.
Deve-se supor uma homenagem de Estrela ao empresário comercial, André Marcolino Mallmann, advogado provisionado, coronel da Guarda Nacional, gerente do Banco Pfeiffer (v.), conselheiro municipal e intendente de Estrela.
Nas eleições de 07/09/1916, foi o conselheiro municipal mais votado, com mandato de 15/10/1916 a 15/10/1920.
Em 07/09/1920, foi reeleito conselheiro, o segundo mais votado, prosseguindo com o mandato até 15/10/1924, período no qual foi presidente da Mesa, até 15/06/1924,
para se lançar como candidato a intendente pelo Partido Republicano Riograndense, eleito em 15/08/1924, com mandato de 15-10-1924 a 15/10/1928.
Coube-lhe o mérito de patrocinar e publicar o Álbum Comemorativo do Cinqüentenário do Município de Estrela (v.), em 1926.
Foi gerente da agência do Banco Pfeiffer & Cia.
Voltou a concorrer como candidato a prefeito de Estrela nas eleições de 01/11/1951, sendo derrotado, com 2.963 sufrágios, ou seja, 43%.
Em Estrela, mantinha a sua Casa comercial na Rua Marechal Deodoro, com sortimento completo em fazendas, secos e molhados - conforme O Paladino, de 15/01/1922.
* 09/01/1885, em Arroio do Ouro, + 17/08/1955, f. Jacó Mallmann (* 15/11/1862, + 08/06/1926) e de Josefina Sulzbach (*11/07/1864, + 27/03/1941), casado com Paulina Ruschel (* 03/01/1888, + 15/11/1961).


André Marcolino Mallmann




ANDRÉ MARCOLINO MALLMANN
Intendente eleito
De 15/10/1924 a 15/10/1928


Ainda durante o seu governo, continuava o velho Borges de Medeiros como presidente do Estado.
Entre as cláusulas assinadas no pacto, após a Revolução Assisista, constava que também o intendente não podia mais ser reeleito e que o vice-intendente não podia mais ser nomeado, mas eleito.
André Marcolino Mallmann foi eleito em 15/08/1924, tendo como vice-intendente Helmuth Fett.
O Paladino, na edição da posse, enfatizou principiar uma administração sem solução de continuidade e prenhe de benefícios em prol do progresso e engrandecimento do município.
A programação da posse iniciou com a alvorada musical, às 5h, diante da Intendência, executada pela banda da Brigada Militar de Porto Alegre, com 24 músicos, sob a batuta de Justino Cardoso da Silva, seguiudo-se uma salva de 21 tiros de morteiros.
André Marcolino Mallmann começou seu governo sob as bênçãos de Deus.
Às 7h30min, achando-se a igreja matriz literalmente tomada por familiares e cavaleiros, realizou-se, com grande solenidade, uma missa em ação de graças pela nova administração a iniciar-se, oficiando o vigário da paróquia Pedro Hillesheim, acolitado pelos padres Balduíno Spengler e Estevão Hertz, tendo comparecido a estes atos religiosos as autoridades locais.


André Marcolino Mallmann


Empossados os novos conselheiros municipais, eleita a sua Mesa diretora, presidida por Frederico Neuhaus Filho, uma comitiva foi buscar os eleitos, intendente e vice-intendente, em suas residências, para a posse oficial.


André Marcolino Mallmann



Seguiu-se na praça a inauguração do obelisco comemorativo aos 100 anos da imigração alemã no RS.


André Marcolino Mallmann


André Marcolino Mallmann



No seu primeiro ano de governo, lamentou o surto de tifo, vitimando três pessoas em Estrela.
Também registrou dois casos de lepra em Teutônia e um na Barra da Seca, devendo os doentes isolar-se em suas casas, por falta de leprosário.


André Marcolino Mallmann André Marcolino Mallmann André Marcolino Mallmann



Durante seu governo houve as eleições presidenciais.
Os candidatos Washington Luiz Pereira e Fernando Melo Viana, respectivamente para presidente e vice-presidente da República, obtiveram em Estrela 1259 votos cada um, conforme O Paladino, de 07/03/1926, sem mencionar nomes e número de votos de outros candidatos.
Em nível de Estado, houve as eleições para presidente do Rio Grande do Sul, sendo eleito Getúlio Dorneles Vargas, empossado em 25/01/1928.



Coube a André Marcolino Mallmann a tarefa de festejar os 50 anos de Município.
O mais importante, o que perdura ainda hoje, é a publicação do Álbum Comemorativo do Cinqüentenário do Município de Estrela, com 204 páginas, elaborado por Achyles Guerra Diniz, em português e alemão.
É um Raio X perfeito de Estrela.
Eugênio Toth ilustrou a pesquisa, com 227 fotos.
O autor e o fotógrafo receberam 2:000$000, cada um.


André Marcolino Mallmann André Marcolino Mallmann André Marcolino Mallmann André Marcolino Mallmann



A comissão central tinha como presidente honorário o próprio intendente Coronel André Marcolino Mallmann e o presidente efetivo Luís Inácio Müssnich, sendo secretário Alberto Dexheimer, tesoureiro Afonso José Horn, auxiliados por um notável grupo de lideranças em várias comissões.
Em 20/05/1926, após a missa e o culto divino, foi plantada uma árvore dos 50 anos.
Estará lá hoje e identificada?


André Marcolino Mallmann



Às 17h, foi inaugurada a Exposição dos Produtos Municipais, nas dependências do Colégio Elementar, nos fundos da Intendência.


André Marcolino Mallmann



Para que pudesse atender às necessidades de mais luz e energia elétrica, a municipalidade inaugurou a segunda usina geradora, em 13/05/1927.
Custou mais de 180 contos de réis, elevando o patrimônio na Santa Rita para 330:336$200, incluindo as três estações transformadoras, inclusive todo o material elétrico e a rede elétrica.
No final de seu governo, na posse solene de seu sucessor, o juiz distrital Luís Guedes da Fontoura se estendeu em elogiosas considerações à fecunda e prospecta administração do Cel. André M. Mallmann, no quatriênio que findava, evidenciando as obras relevantes e duradouras de seu governo probidoso e progressista - conforme o ALTO TAQUARY, de 20/10/1928.


André Marcolino Mallmann André Marcolino Mallmann




As receitas públicas no período:
Nos anos de 1925 e 1926, a Receita das Mesas de Rendas e Coletorias estaduais tiveram um decréscimo em 52 municípios e um aumento em 33 municípios, entre os quais Estrela, em 4º lugar, pois o Estado arrecadou aqui 357:410$458, em 1925, e aumentou para 505:142$691 em 1926, o que correspondente a 37.5%, com um notável superavit de 147:732$233 na arrecadação.
No ano 50º aniversário de Estrela, a arrecadação da Exatoria Federal foi de 369:967$850 o que corresponde a 26.8% e os impostos municipais ajuntaram a receita de 482:013$900 equivalente a 35.7%.
A arrecadação da dívida ativa do Estado, em 1926, a ser procedida pelos exatores, revelou ser o estrelense fiel pagador de impostos: o total de 870$000, o segundo município menos endividado, depois de Nova Trento.
José Claro Viana era o cobrador da dívida ativa em Estrela, nomeado em 24/04/1919.
Os devedores de Lajeado alcançavam a cifra de 69:356$330, sem haver cobrador.
Talvez fosse o mesmo de Estrela.
A exportação de Estrela, em 1926, para fora do Rio Grande do Sul, resultou no total oficial de 3.420:222$730 em banha, para 1.515,546 toneladas, sendo mais de 85% só para o Rio de Janeiro.
Em 1926, a indústria de bebidas produziu 407.386 litros de cerveja, 251.686 litros de cachaça, 29.858 litros de refrigerantes, 25.000 litros de vinagre. 3.514 litros de licores 3.058 litros de Bitter e vermute, 2.400 litros de vinho1.512 litros de álcool e 940 litros de xaropes.
Quanto à produção de fumo, em 1926, Estrela industrializou 25.050 maços de cigarro, 1.000 sabonetes...


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela e Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Nossa História

09/10/2013 - João Lino Braun




João Lino Braun – Nome de rua no Bairro Boa União, em Estrela, a ex-rua General Osório.





Com 12 quadras de extensão, começa no início da Rota do Sul, junto ao Trevo da Cidade e termina junto à BR-386, onde entra na Estrada General Osório – RS-129.
É uma homenagem ao professor, jornalista e deputado federal.
* 1910, na Linha Glória, em Estrela.
Formou-se professor no Seminário de São Leopoldo, onde fez curso de filosofia, dedicando-se depois ao magistério, como professor de latim e português, bem como ao jornalismo profissional.
Lecionou no Ginásio Anchieta, em vários outros ginásios e na Faculdade de Comércio, anexa à Faculdade do Rio Grande do Sul.
Um dos fundadores do Partido Trabalhista Brasileiro em Estrela, foi eleito deputado constituinte pelo PTB, com mandato de 01/03/1947 a 31/01/1951, reelegendo-se, como deputado estadual, em 1951.
Pelo sua destacada atuação na Assembléia Legislativa, foi eleito duas vezes para a Câmara Federal, em 1954 e 1958, integrando a Comissão de Educação, Finanças e Orçamento.
Em 1962, ficou na suplência, assumindo o mandato, de 1963.
Um dos fundadores do Movimento Democrático Brasileiro em Estrela, voltou a ser candidato a deputado federal, pelo MDB, nas eleições de 15/11/1966, quando recebeu 3.668 sufrágios.
Ao todo, conseguiu que 52 dos seus projetos fossem aprovados na Câmara Federal, a maioria em defesa do pequeno produtor, dos suinocultores e da triticultura.
Na quarta Legislatura foi membro da Frente Parlamentar Nacionalista, embora não comungasse com os exageros de uma posição extremamente esquerdista, própria dos frustrados.
Foi um socialdemocrata e ideologicamente centrista. Parte dos seus investimentos investiu na agropecuária, por 18 anos, no cerrado, adquirindo, em 1963, a Fazenda Taquinina e, depois, a Fazenda Olhos d' Água, em Alto Paraíso, Goiás, onde gostava de passar seus anos de aposentado, cf Diário do Congresso Nacional, de 27/05/1978.
Faleceu em Brasília, com 67 anos de idade, em 11/01/1978, filho de Pedro Braun e Maria Wagner, casado com Maria Luíza Centeno Braun, tendo os filhos Tânia Maria, Vera Lúcia (Galvão), João Lino e José Luís (agropecuarista).


João Lino Braun


Imagem do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Data comemorativa do dia 10/10




Em 10/10/1912 iniciava suas atividades a Indústria de Bebidas Antártica Polar S/A




Indústria de Bebidas Antártica Polar S/A - Fábrica de Cerveja em Estrela, na Rua Pinheiro Machado, 347.
Iniciou em 10/10/1912, com a formação da Sociedade em Comandita Júlio Diehl & Cia. Conforme o Diário Oficial, de 31/01/1969, a razão social de Polar S/A - Indústria, Comércio e Agricultura foi alterada para Cervejaria Polar S/A.
Foi a época áurea da produção, especialmente com o lançamento da Polar Export.
O sucesso se deve aos técnicos, pai e filho, Petar e Dragutin Hirtenkauf.
A Companhia de Bebidas das Américas (American Bevery - AmBev) — detentora da marca da cerveja Polar — desmentiu, em 30/05/2000, a venda da fábrica de Estrela, na época com 205 funcionários e a produção mensal média de 775 mil dúzias de garrafas.
Ocupava o 3º, 2º, 1º e 1º lugar no ranking do valor adicionado do ICMS ano base, respectivamente, de 2002, 2001, 2000 e 1999 entre as 100 maiores empresas do Município.
Em maio de 2002, não tinha mais que 85 funcionários, apenas engarrafando a cerveja feita em Montenegro


Indústria de Bebidas Antártica Polar S/A



Nossa História

João Pedro Mallmann




João Pedro Mallmann João Pedro Mallmann


Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt
Imagem do acervo digital do site www.nossadica.com.br



Nossa História

Dr. Ernesto Emilio Welke




Dr. Ernesto Emilio Welke Dr. Ernesto Emilio Welke


Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt
Imagem do acervo digital do site www.nossadica.com.br



Nossa História

Dentista João Francisco Ruschel




Dentista João Francisco Ruschel


Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt
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