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Nossa História

Bazzilio Mezacasa - Campeão Estadul Individual de Bolão




Bazzilio Mezacasa


Em 1976 Bazzilio Mezacasa sagrava-se Campeão Estadul Individual de Bolão representando a Sociedade Ginástica de Estrela (SOGES).
Imagem do acervo digital do site www.nossadica.com.br



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Pastor Arthur Hans Wendt




Pastor Arthur Hans Wendt


Pastor Arthur Hans Wendt – Nome de rua em Estrela, conforme Lei nº 1.451, de 18/03/1976.
O prenome deve ser aportuguesado para Artur.
A denominação correta é Hans Artur Wendt.
Com duas quadras de extensão, liga a esquina final da Rua Arnaldo Balvé à Rua Balduíno Pedro Vier, no Bairro Oriental.
É uma homenagem ao quinto pastor da Comunidade Evangélica de Estrela, de 24/06/1951 a 31/12/1958, sendo também primeiro diretor do Colégio Martin Luther.
Veio de Criciumal.
Atendia também Bom Retiro do Sul, Taquari e o Asilo Pela e Betânia, aonde sua mãe (* 05/08/1912, em Linha do Rio, Candelária) veio a falecer.
No início de 1959 partiu para estudos na Alemanha, onde faleceu em 12/01/1967, em Niederhausen, onde foi pastor por três anos.
Estava casado com Elisabeta Wendt.


Pastor Arthur Hans Wendt


Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt
Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br



Nossa História

Aristides Cabanhas Machado




Aristides Cabanhas Machado


MEMÓRIA - Poucos dias atras o Jornalista Jam Brasil do site www.nossadica.com.br, publicou a foto de mais uma casa antiga sendo demolida em Estrela (foto abaixo), e ficou a questão: Qual a historia daquela velha moradia?
-Bem, um dos moradores daquela residência foi o ilustre advogado, Aristides Cabanhas Machado, nascido em 1901 na cidade de Dom Pedrito e falecido em 23 de junho de 1988 em Estrela.
Dr. Cabanhas, residia em Estrela desde 1939 assumiu como Delegado do Serviço Militar), adorava Estrela pois seu povo simpático e acolhedor e fez desta cidade sua verdadeira casa.
Durante anos, documentou por escrito fatos destacados da sua vida, notadamente sua participação na Revolução de 1930.
Foi colunista do Jornal NG, onde publicou diversos textos desta época, nos anos 70 e algum tempo depois passou a assinar uma coluna semanal.
Por seus relevantes serviços à Estrela, Dr. Cabanhas recebeu o título de CIDADÃO ESTRELENSE, seu corpo repousa no Cemitério Católico do Alto da Bronze.
Mas claro que ali um edifício novinho, não deixará pedra sobre pedra, da historia e das lembranças do passado e assim se faz o desenvolvimento no terceiro mundo.
Que ao menos deem o nome do Edifício a este grande homem.


Rua Borges de Medeiros


Texto e foto 1 extraido do Facebook de Antonio Barreto
Foto 2: João André Mallmann



Centro de Tradições Gaúchas Vinte (20) de Maio - Entidade tradicionalista em Estrela, fundado em 23/11/1954.
A primeira diretoria estava assim constituída: patrão, Dr. José Francisco Marques Conceição; 1º capataz, Calvino Reis; 2º capataz, Lélia M. da Rocha; sota capataz, José Belo; 1º agregado, Ivone Gausmann; 2º agregado, José Azambuja e 3º agregado, Dalila Ruschel. Conselho de Vaqueanos: Dr. Rui Paixão Cortes, Getúlio Azambuja, Arnaldo José Diel, Nemur Nery, Dr. Renato Alves de Oliveira, Dr. Aristides Cabanhas Machado e Heli de Azambuja Estrella.
As Invernadas: Social, Ceres Lopes e Lino Schwertner; Cultural, Lucy Lopes e Fernando S. C. Leão; Artística, Albino Müssnich, Romilda Vier e Adolfo G. F. Ziebel; Museu, Antônio Mesquita da Costa; Campeira, Luís Wagner e Alfredo J. Horn e Agregado das Falas, Helmuth Mallmann e Oswaldo Carlos van Leeuwen. conforme Voz do Alto Taquari, de 09/06/1955, noticiando sua participação nos festejos do 79º aniversário da emancipação.


Aristides Cabanhas Machado, - Advogado em Estrela, com escritório no Hotel Bentz, conforme o jornal O Alto Taquari, de 23/09/1945.
Foi líder do Partido Comunista do Brasil em Estrela.


Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Geraldo Nicolau Snel




Geraldo Nicolau Snel


Geraldo Nicolau Snel foi farmacêutico em Teutônia e Estrela.
Nasceu em 29/12/1850, em Amsterdã, filho de Gerbrand Nicolaus Snel e de Cristina Schmidt Snel.
Formou-se em 1870 em Farmácia na Universidade de Leyden, na Holanda.
Depois do serviço militar na Holanda, com 24 anos de idade, emigrou para o Brasil.
Estabeleceu-se em Teutônia, em maio de 1875.
Casou-se em 1876 com Maria Cristina Elisabeta Horst (nascida em 23/05/1851 e falecida em 01/09/1936), tendo os filhos: Geraldo Nicolau, Artur H., Dr. Alexandre Bernardo Frederico, Eugênio, Amanda e a filha casada com Oto Schmidt.
Como em Teutônia ninguém adoecesse, menos de três anos depois, Geraldo transferiu sua “Apotheke” (botica) para Estrela, em 1878.
Atuou como "médico", especialmente durante a epidemia da varíola, em 1892.
Foi nomeado vice-intendente, em 1903 e 1904, substituindo Francisco Ferreira de Brito, várias vezes.
A partir de 1913, como anestesista, auxiliou seu filho Dr. Alexandre, médico formado na UFRGS, em 1911.
Integrou o Clube Saca-Rolhas.
Sentindo-se mais velho, transferiu-se para Porto Alegre, segundo noticiou O Paladino, de 30/04/1922.
Vendeu sua farmácia a Eraldo Christ.
Sem ter sido lembrado com nome de rua.
Faleceu em 27/01/1933, em Santa Cruz do Sul, onde estava de passeio.
É homenageado com nome de rua em Teutônia.


Geraldo Nicolau Snel


Rua Coronel Flores - Ao fundo se vê o telhado do colégio Santo Antônio e na esquina a Loja A Teia.



GERALDO NICOLAU SNEL
Vice-intendente nomeado
De 1903 a 1904


Esteve à frente da administração local por ocasião em que o intendente de então, coronel Francisco Ferreira de Brito, entrara no gozo de uma licença – conforme O Paladino, 30/04/1922, ao noticiar sua transferência para Porto Alegre, em 26 de abril.
Segundo o Relatório de 15/10/1904, o intendente Brito informou ao Conselho achar-se acéfalo o cargo de vice-intendente, em virtude da renúncia feita pelo honrado major Dr. Geraldo N. Snel.


Clube Saca-rolhas - Sociedade de Estrela.
Seu presidente Dr. Geraldo Snel promoveu desfile de rua no carnaval de 1901, com carros alegóricos, banda de Laurindo Paraná, rainha, um grupo de gaúchos rio-grandenses, grupo de índios, rainha, bosque de fadas, alegoria ao Brasil e Argentina; uma fábrica de cargos, onde um Satan tirava de um moinho as diferentes profissões liberais - conforme O Alto Taquary, de 24/02/1901.


Farmácia e Clínica Médico-Cirúrgica de Dr. Alexandre Snel, em 1921, prédio ainda existente - Rua Coronel Flores.

Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br.
Fonte: Dicionário de Estrela e do Livro Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



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Bento Rodrigues da Rosa




Bento Rodrigues da Rosa


Bento Rodrigues da Rosa – Advogado provisionado, latifundiário, agrimensor, presidente da Junta Municipal de Estrela, primeiro intendente de Lajeado e conselheiro em Taquari. * 05/04/1852, em Harmonia, Montenegro, onde faleceu em 27/11/1926, f. José Luís e Leonora Rodrigues Machado, cc Antônia Maria de Oliveira Rosa, f. José Inácio de Oliveira e Florinda Mendes de Oliveira.
Tinha os filhos Otelo (* 18/07/1889), Jenny (* 04/08/1891) e Ester (* 20/11/1892).
Sua primeira função no Vale do Taquari foi como secretário executivo da Câmara de Vereadores, desde a instalação, de 21/02/1882 a 31/10/1882.
Em 09/07/1888, foi cofundador do Clube Republicano em Montenegro.
Na qualidade de presidente da 2ª Junta Municipal de Estrela, de 07/08/1890 a 26/02/1891, na sessão de 15 de agosto, sugeriu ao governo estadual a adoção oficial da Bandeira da República Rio-Grandense para o Estado do Rio Grande do Sul, como está hoje.
Presidiu a solenidade da instalação do Município de Lajeado, em 25/02/1891.
Desde o início de 1891, havia fixado residência em Taquari, com banca de advocacia, atendendo o foro de Santo Amaro e Estrela, segundo anúncio em O Taquaryense, de 04/01/1891.
Foi agrimensor e proprietário de extensas terras na região alta de Lajeado.
Em 05/08/1892, foi nomeado primeiro intendente de Lajeado, de 19/08/1892 a 07/06/1893.
Ao eclodir as hostilidades na Revolução Federalista, permaneceu em Taquari, deixando a administração municipal, em 07/06/1893, nas mãos do subintendente do 1º distrito João Matias Noschang. Na 13ª Legislatura de Taquari, foi o 3º conselheiro mais votado, com mandato de 19/12/1896 a 20/12/1900, eleito secretário da Mesa do Conselho.



Bandeira do Município - Foi adotada pela Lei nº 920, sancionando a Resolução nº 114/68 da Câmara de Vereadores, assinada pelo prefeito Adão Henrique Fett, em 19/12/1968: tem formato de um retângulo no sentido horizontal, composta de três cores assim dispostas: a parte superior junto à haste é azul e formada por um triângulo isósceles; o centro branco, por um hexágono; na parte inferior, a cor vermelha é igual ao triângulo que forma a parte superior; no centro da bandeira, o Brasão de Armas do Município.
A cor azul representa o céu sereno do Brasil, sob o qual nos abrigamos como pequena partícula do solo Pátrio.
A cor vermelha das rosas é nossa afirmação de fé e amor à doutrina cristã, ou como símbolo da liberdade e da República Federativa usada na Bandeira do Piratini (deve ser Rio-Grandense).
A cor de prata (branco) representa o caráter nobre, altivo e pacífico de nossa gente.
Os triângulos que encerram as cores, representam as três facetas do Dístico da Bandeira do Rio Grande do Sul, que por proposta de um estrelense (Bento Rodrigues da Rosa) passou a ser a Bandeira oficial de nosso querido torrão, o estado Farroupilha, oriundo da grande revolução: Liberdade, Igualdade e Humanidade.
Finalmente, a presença do Brasão do Município no campo branco arremata nosso pavilhão - conforme a Justificativa da supracitada Lei, citando a interpretação do autor dos desenhos do Brasão e da Bandeira, Dr. Lauro Reinaldo Müller.


Bento Rodrigues da Rosa


Bento Rodrigues da Rosa


BENTO RODRIGUES DA ROSA
Presidente nomeado da Junta Municipal
De 07/08/1890 a 26/02/1891
Em substituição aos renunciantes, foram nomeados Bento Rodrigues da Rosa e Henrique Hörlle, que, com Jacó Schüller, prosseguiram no colegiado administrativo, número enriquecido para cinco membros, com a posse, em 12-9-1890, de Pedro Ruschel e Carlos Stoll.
Por proposta de Luís Jaeger, Luís Pereira de Azevedo foi exonerado de suas funções de secretário geral, e substituído por Francisco Oscar Karnal, no mesmo dia 7 de agosto.
Um dos acontecimentos importantes, nesse período, foi o recenseamento de município de Estrela, com o total de 23.541 habitantes e 2.611 eleitores. O 1º distrito de Estrela: tinha 5.783 habitantes e 598 eleitores. O 2º distrito de Lajeado tinha 1449 eleitores (55,49% do total) e aproximadamente 12.784 habitantes (54,30% do total) e o 3º distrito de Teutônia tinha 564 eleitores e em torno de 4.974 habitantes.
O mais notável acontecimento histórico neste curto período da história de Estrela, foi a proposta indicada pelo presidente Bento Rodrigues da Rosa e aprovada por seus pares, na sessão de 15/08/1890, para que seja adotada a bandeira da República Rio-grandense de 1835 para o Estado do Rio Grande do Sul, como consta no Livro de Atas :
Considerando que cada Estado da República tem o direito de ter, subordinada à bandeira da Nação, a sua bandeira especial;
Considerando que a bandeira da República de 35 é para o povo deste Estado a mais preciosa relíquia de seu passado;
Considerando que esse passado de heroísmo, abnegação e sacrifícios constitui a mais brilhante página da história rio-grandense;
Considerando que o povo do Rio Grande cumpre o mais sagrado dever, adotando para sempre, como prova de respeito aos heróis da epopéia de 35, o pavilhão tantas vezes hasteado no campo de suas glórias,

Proponho:

Que se solicite ao General Governador do Estado, que seja adotada por Decreto seu, como bandeira do mesmo Estado, a da República Riograndense de 1835, invocando-se neste sentido o concurso de todas as Intendências Municipais junto ao mesmo Governador, que, auxiliado por esta espécie de proclamação, não porá dúvida em atender ao que se lhe pede. - Sala das Sessões, na Estrela, 15 de agosto de 1890 - Bento da Rosa.
Na Câmara de Estrela o pavilhão farrapo já tremulava, desde 23/11/1889.
Com a proposta de Bento Rosa, aprovada pelo governo estadual, tremula em todos os pagos e em todos os tempos, menos no período do Estado Novo, quando chamas do totalitarismo o chamuscou.
Talvez fosse "arrumador de osso" ou tivesse algum livro de receitas médicas ou vendesse e receitasse medicamentos homeopáticos, soubesse fazer algum curativo e mesmo algum procedimento de primeiros socorros, Francisco Albano Berlet requereu à Junta licença para clinicar na vila de Estrela, o que foi concedido, na falta de facultativo, em 21/01/1891.
O seu último ato administrativo, igualmente de repercussão histórica, foi presidir a solenidade da instalação do novo município de Lajeado, no próprio dia 25/02/1891, na véspera de entregar a administração municipal à nova Junta Municipal.


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Fonte: Dicionário de Estrela e do Livro Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



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Abrigo Municipal




Abrigo Municipal - Imóvel de alvenaria, construído pelo prefeito nomeado, de 31/07/1941 a 02/09/1943, Dr. Cláudio de Toledo Mércio, inaugurado em 01/05/1943, defronte à Prefeitura, na Praça Benjamin Constant.
Além de estação rodoviária, serviu também para abrigar a ACIE, Associação Rural de Estrela e, depois, a Rádio Alto Taquari de Estrela.
O grande público dele se serviu como ponto de referência, bar, restaurante e barbearia.
Em torno de três décadas depois, foi demolido.


Abrigo Municipal Abrigo Municipal Abrigo Municipal


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Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



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RAIO X




Raio X - Jornal crítico, humorístico e literário - Crítica sem ofensa - Humorismo são - Colaboradores diversos - conforme a edição de n.º 4, ano 1, de 11/09/1938, editado em Estrela.
Continha 4 páginas, de 23,5cm x 16,5cm, em três colunas, com dois anúncios publicitários.
O diretor foi Carlos Arnt.
Os colaboradores assinavam as matérias com pseudônimos literários.
Nada mais se sabe.


Raio X Raio X Raio X Raio X


Como se pode observar este exemplar era do Sr. Bertholdo Gausmann
Imagens gentilmente cedidas pelo professor Werner Hilgemann
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Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



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Edmundo Alfredo Steyer

Prefeito eleito de 04/01/1936 a 10/11/1937

Prefeito nomeado de 10/11/1937 a 04/01/1940




Edmundo Alfredo Steyer



Originário de família maragata, militante do Partido Libertador, que já tinha perdido uma eleição para a máquina republicana, a vitória de Edmundo Alfredo Steyer constituía uma resposta da oposição ao governo situacionsita.
A festa da posse foi no sábado de 4 de janeiro, o que O Paladino, de 11/01/1936 noticiou com a manchete na página 3: A posse do Primeiro Prefeito Constitucional do Município de Estrela - Presentes grande massa de moradores de todos os recantos do município, representantes de todas as classes sociais e dos municípios vizinhos, o presidente da Câmara de Vereadores, Sr. Carlos Mallmann, declarou aberta a sessão, nomeando Dr. Ito J. Snel secretário ad hoc no impedimento do secretário eleito, Sr. Guilherme Siepmann. Convidou a seguir para tomarem assento à mesa os Srs. Prefeito Municipal, Cel. José Hauschild Filho, Delegado de Polícia Tte. Laureano da Rosa Brasil, Cel. José Rodrigues Sobral, Dr. Rosauro Tavares, Dr. Ernesto Emílio Welke e os Revemos. Vigário Cônego Pedro Hillesheim, Padre José Junges e Padre Francisco Xavier Zartmann.
Uma comissão composta dos Srs. Cel. José Rodrigues Sobral, Carlos Willy Müller e Dr. Ito J. Snel foi encarregada de introduzir o prefeito eleito no recinto da reunião.
À sua chegada foi o Sr. Edmundo Alfredo Steyer recebido por uma salva de palmas.
Convidado pelo presidente da Câmara, S. S. proferiu o seguinte compromisso:
"Prometo cumprir e fazer cumprir a lei orgânica que for votada, as leis da União e do Estado e exercer o meu cargo sob as inspirações do patriotismo, da lealdade e da honra".
Após vários discursos, o novo prefeito proferiu uma bem curta oração que passamos a transcrever na íntegra: "Exmas. Senhoras. Ilmos. Senhores. Ilmos. Senhores Vereadores.
Agradeço a distinção que me foi conferida pelo Eleitorado do Município de Estrela, pelo comparecimento dos presentes e aos Senhores Vereadores pela minha posse no cargo de Prefeito deste Município. Durante a minha administração, terei em mira o progresso desta comuna, administrando sem cores partidárias, procurando satisfazer o que prometi ao eleitorado em meu programa vastamente divulgado antes das eleições, governando o município de acordo com a lei orgânica que for votada.
Ao terminar, o orador foi vivamente ovacionado.
A reportagem d' O Paladino concluiu com a informação de que, lá fora, na praça, foi feito um discurso em alemão, pelo médico Dr. Welke e, em português, discursou Dr. Rosauro Tavares.
A festa e o churrasco foi no capão Horn.
Apesar do violento temporal que sobreveio ao meio da festa e que afugentou uma parte dos manifestantes, esta prosseguiu em um ambiente de franca cordialidade até ao anoitecer, tendo falado ainda diversos oradores.
Steyer foi um político equilibrado, sobretudo prudente.
A dispensa dos cargos de confiança causaram, depois, muita polêmica, combatida pelo semanário estrelense.
Logo depois da posse, teve que verificar as contas, contabilizar as dívidas públicas, rever as receitas e arrumar a Casa.
Tentou Steyer dar um cunho empresarial à sua administração.
Afinal, era gerente de sua casa comercial na picada Clara, interior do distrito de Languiru, com filial em Porto Alegre, atendida pelos filhos.
Seu secretário geral de administração foi Paulo Eugênio Derrear, até 22/06/1937, ao ser substituído por Jacó Joaquim Reinaldo Müller.
Os partidários do Partido Republicano Liberal continuavam em ação. Aproximava-se a eleição presidencial.
Por ocasião do aniversário do governador Flores da Cunha, em 05/03/1937, os floristas fundaram o Grêmio Republicano Liberal "General Flores da Cunha".
O movimento político-partidário vinha de cima para baixo, chegando em Estrela tudo montado, com os estatutos aprovados na assembléia de 12/03/1937 e eleita a diretoria. Dinarte Vasconcelos explicou os fins da entidade. Augusto Frederico Markus propôs que fosse aclamado presidente Pompílio Fernandes, delegado de Polícia; Dr. Rodolfo Pierri, vice-presidente; Dinarte Vasconcelos, secretário; Hélio Mayer, tesoureiro e Antônio Cardoso, orador. Markus propôs ainda que os demais cargos fossem preenchidos por aclamação. O Paladino, de 13-3-1937, também traz a nominata, o que deixa perceber tratar-se de uma associação de funcionários públicos, comprometidos com o governo estadual situacionista, para não perderem seus cargos. O sistema é, pois, antigo...Talvez, pela primeira vez, estão incluídos nomes femininos, como Rita Ribeiro de Almeida, secretária do Clube, diretora do Grupo Escolar, e outras.
Para atrair mais sócios para o clube florista, foi instalada uma mesa de pingue-pongue na sede do Clube, em 27/03/1937, estando presente grande número de excelentíssimas senhoras, senhoritas e cavalheiros.
O orador e advogado Dinarte Vasconcelos, convidou Luci Markus e Dr. Pompílio Fernandes para jogar a primeira partida - conforme O Paladino, de 03/04/1937.
No Brasil a crise política aumentava. Dominada a Intentona Comunista, em 27/11/1935, Getúlio Vargas decretou o estado de sítio, prorrogado por mais 90 dias, em 24/12/1935.
Em 21/03/1936, decretou o estado de guerra, por 90 dias. Terminando este prazo, em 17/06/1936, foi autorizada a prorrogação da “ditadura” temporária, preparação psicológica do novo golpe de Estado que se avizinhava.
Em 03/01/1938, deveria realizar-se o pleito para presidente da República, deputados (4 anos) e metade do Senado (8 anos), segundo a Constituição de 1934.
O prazo para qualificação estava encerrado em 24-10-1937 e a inscrição, em 04/11/1937.
A campanha eleitoral reacendeu paixões e interesses também nos municípios da região, já no decorrer de 1936.
Ainda que no país, estados e municípios houvesse retornado o regime democrático, era preciso desarmar os ânimos.
Em 17/01/1936, foi assinada a Ata da Pacificação do Rio Grande do Sul, na sala de sessões da Assembléia Legislativa.
As lideranças tentavam encontrar um “modus vivendi” para o exercício da democracia.
Já no dia 13 de fevereiro Flores da Cunha declarava a intenção de renunciar ao Governo do Estado, pois não aceitava o estado de sítio, nem estado de guerra.
Enquanto isso, a Frente Única exigia o exercício pleno do regime democrático.
Em 30/08/1936, foi lançado o Manifesto da Frente Única Rio Grandense, cujo octólogo foi aceito por Flores da Cunha, com algumas restrições.
O Partido Republicano Liberal, com a maioria no governo estadual, estava se dividindo.
Lindolfo Collor deixou a Secretaria das Finanças, em 18/10/1936, e liderou a dissidência.
Em Estrela, o ex-delegado de polícia Leopoldo Miraflores, percorreu o município e a região pregando a dissidência, segundo A Semana, de 30/11/1936.
Bruno de Mendonça Lima chegou a expor o programa avançado do Partido Socialista Nacional.
Metade apoiava Getúlio Vargas. Outra metade apoiava Flores da Cunha.
Através da Aliança Nacional Libertadora - ANL, liderada por Luís Carlos Prestes, os comunistas pregavam a linha dura de esquerda e queriam o poder pelas armas.
A Ação Integralista Brasileira pregava a linha dura de direita.
Chegaram a promover o “Natal da Criança Pobre”, segundo A Semana de 23/11/1936, publicando a listagem de doadores, seus donativos e dinheiro, num total de 500$000.
Sua expressão política nas urnas era muito fraca.
Nas eleições para prefeito, em Estrela, os integralistas obtiveram apenas 40 votos nas urnas, dos quais 23 nas duas seções de Corvo e 12 sufrágios nas 7 seções da vila de Estrela.
Em 18/08/1936, foi preso o chefe municipal da AIB em Estrela, o que repercutiu na esfera estadual.
Uma das primeiras e mais importante das conseqüências foi a aproximação da Dissidência Liberal com a Frente Única.
O mês de maio de 1937 foi decisivo.
No dia 10, o Partido Republicano Liberal (florista) manifestou apoio público à candidatura de Armando Sales de Oliveira à presidência da República.
No dia 22, Plínio Salgado é lançado à mesma candidatura pela AIB.
No dia 27, a Frente Única e Dissidência Liberal (getulista) deu apoio à candidatura José Américo de Almeida para novo presidente da República.
Todos os acontecimentos repercutiam em Estrela e na região.
Enquanto Getúlio Vargas governava em estado de sítio e estado de guerra, Flores da Cunha organizava Corpos Provisórios armados pelo Norte do Estado, com a finalidade de construir estradas. Essa era a denúncia da oposição, feita ainda em 30-9-1936.
Na verdade, foi organizado o Batalhão Rodoviário, que construiu a estrada que liga a Capital ao Cristal.
De 1933 a 1937, dois Batalhões Ferroviários, da Brigada Militar construíram a Estrada de Ferro Severino Ribeiro e a da Capital à Belém Novo.
O prefeito E. Alfredo Steyer tomou conhecimento desses fatos porque não recebia auxílio do Estado: as finanças estavam literalmente quebradas.
A dívida interna, em 1930, era de 5 mil e 663 contos de réis.
Em 1936, estava em torno de 200 mil contos de réis, sem que Flores da Cunha tivesse feito muitas obras.
Estrela praticamente nada tinha recebido de retorno pelos impostos arrecadados.
Flores da Cunha ajudava seus amigos com aposentadorias ilegais.
Afastava do serviço ativo, com pesados ônus para o Estado, os homens pouco dóceis ao mandonismo imperante. E mais, os inativos, que em 1930 absorviam apenas 2.000 contos, hoje exigem uma verba superior a 8.000.
Da renda dos impostos cerca de 80% se despendem somente com o pessoal contos... segundo o Manifesto da Dissidência Liberal, publicado n’ A Semana, de 28/06/1937.
Os acontecimentos políticos se precipitavam inexoravelmente para o fim da democracia.
Enquanto o general Eurico Gaspar Dutra apresentava a Flores da Cunha a relação do material bélico que devia devolver ao Exército, em 2 de agosto, Daltro Filho assumia o comando da III Região Militar, em 17 de agosto.
Aparentando neutralidade, Getúlio Vargas não se empolgava com eleições, não apoiava oficialmente alguma candidatura, mas em 7 de setembro chegou a se despedir do povo como Presidente da República.
Foi uma palhaçada, pois 11 dias depois, propôs a Eurico Gaspar Dutra a preparação de um golpe de Estado.
No dia 28, Góis Monteiro ainda negou a veracidade dos boatos e no dia 30 é divulgado o Plano Cohen, projeto falso que cria um clima favorável à opinião pública para o golpe de Estado.
Assim, fica fácil a Câmara dos Deputados aprovar, em 1º de outubro, a mensagem do Executivo que pede a decretação de um novo estado de guerra, aprovado pelo Senado e assinado por Getúlio Vargas, no dia seguinte.
Retornou o país a mais um estado de exceção, o que João Neves denunciou na Câmara Federal, criticando a possibilidade de um 3º mandato presidencial de Getúlio Vargas.
Perseguindo esse roteiro, Getúlio exonerou por decreto o comandante da Brigada Militar e a federalizou no dia 14, entregando o comando ao general Daltro Filho.
Sem soldados para guerrear, Flores da Cunha renunciou ao cargo de governador no dia 17, exilando-se no Uruguai, em Rivera, bem na divisa com o Brasil...
No dia seguinte, o general Manuel de Cerqueira Daltro Filho é nomeado interventor do Rio Grande do Sul e supremo comandante da 3ª Região Militar.
Mas, talvez por mera coincidência, faleceu exatamente três meses depois.
Com rapidez, pois, se precipitavam os fatos, culminando com o golpe de Estado.
É curiosa demais a notícia que se lê no próprio Diário Oficial, de 10/11/1937, na véspera desse golpe.
O fotógrafo Manuel Flores havia inventado uma máquina de votar.
Segundo a sessão da Assembléia Legislativa, pela Lei 48, art. 13, s, competia ao Tribunal Superior regular o uso de máquinas de votar... Certamente não se tratava de urna eletrônica... Na verdade, não podendo mais fazer uso da velha “máquina” de fraudar eleições, o governo temia enfrentar as urnas da democracia.
Preferiu regressar à ditadura.
Finalmente, em 10/11/1937 foi dado o golpe e instaurado o Estado Novo. Voltava o Brasil à plena ditadura.
Em 18/11/1937, fechou o jornal Diário Oficial, surgindo em seu lugar o Jornal do Estado, cuja edição de 23/11/1937 publicava a extinção da Justiça Eleitoral, desnecessária num regime totalitário.
O Brasil adotava o modismo em alta na Alemanha, Itália, Espanha, URSS...


Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer



Imperava a censura nas correspondências e na imprensa.
O Paladino, em sua edição natalina de 1937, publicou na página de capa, em manchetes garrafais: Os Partidos Políticos e os Males Nacionais.
Era um Especial para O Paladino, assinado por Caetano Rossi Berlese. Quem terá sido ele? Perambulou em Estrela, por alguns dias.
Berlese escreveu que os partidos políticos foram os culpados da situação criada no país.
Não podíamos continuar como até ontem, quando todos mandavam e opinavam, sem proveito real para o progresso do Brasil.
Estava estabelecida a balbúrdia na família brasileira.
A política, responsável pelo atraso em que esteve mergulhado o País longos anos, devia ser destruída, na sua modalidade em agremiações.
Por isso, o totalitarismo e a ditadura do Estado Novo não sabiam conviver com agremiações e partidos políticos, isto é, com a democracia, e por isso, em 02/12/1937, dissolveu todos os partidos políticos, cujo decreto-lei O Paladino publicou na íntegra, na edição de 11/12/1937.
Nesta mesma edição, voltou Berlese a doutrinar os estrelenses para propagar o Estado Novo, como lei da evolução que tudo leva de roldão.
E mais. Operam-se assim verdadeiros milagres de ordem política, como acaba de suceder ao nosso amado país, que, em quase 50 anos de República, não realizou o que, em menos de um mês, o fez.
Foi preciso a etapa preliminar compreendida na revolução de 30.
Sem ela, o Brasil não suportaria o Estado Novo, sem uma reação conseqüente do seu progresso. Agora, como um sinal, providencial, eis nos na Terceira República.
Sobre Getúlio Vargas, o imortal Chefe Nacional, escreveu que é esse o homem feito para o seu tempo.
Ponderado e refletido, culto, tolerante, magnânimo e honrado. Homem cuja mentalidade multiforme exprime todas as facetas do caráter do povo brasileiro. Única qualidade que o teria possibilitado a realizar a monumental, ciclópica obra da Terceira República, o Estado Novo.
O Serviço de Divulgação da Polícia do Rio mandou para a Prefeitura desta cidade magnífico retrato oficial, de grande formato, do Senhor Presidente da República - cf O Paladino, de 02/04/1938.

A confecção e distribuição desses "retratos oficiais, de grande formato" para todas as prefeituras do Brasil, e de formato menor, para as repartições públicas, deve ter custado uma fortuna, cujas cifras se desconhecem.
Mas, o objetivo foi cultivar o personalismo, isto é, concentrar o prestígio do Chefe da Nação, a exemplo de outros países totalitários.
Sete anos depois da Revolução de 1930, com mais um "canetaço" Getúlio Vargas cassava todos os mandatos eletivos dos senadores, deputados federais e estaduais, governadores, prefeitos e vereadores: também os 7 vereadores e o prefeito tiveram seus mandatos cassados.
Edmundo Alfredo Steyer, a partir de 10/11/1937, permaneceu à testa do governo municipal, com o caráter de prefeito nomeado.
Durante o seu governo é que se fabricaram caminhões de carga cada vez mais potentes, velozes e pesados.
Como as carretas pesadas continuassem a trafegar as mesmas estradas, em dias de chuva provocavam traiçoeiros atoladores, o terror para os motoristas.
A colocação de cascalhos junto às rodas, facilitavam sua saída dos “tatus”, o que inspirou o prefeito Steyer a encascalhar as estradas racionalmente.
A primeira estrada foi de Estrela até picada Geraldo, rumo a Poço das Antas, visando a possibilitar a saída do município em veículo automotor mesmo em tempos de enchente, segundo Lothar Hessel em seu Município de Estrela, p. 61.

Como nas demais sedes municipais, em virtude do Decreto n.º 7.199, de 31/03/1938, entre os grandes acontecimentos deve ser mencionada a elevação de Estrela à categoria de cidade.
A solenidade da instalação ocorreu em 01/01/1939.

No mesmo ano de 1939 Estrela teve melhorado o serviço de fornecimento de energia elétrica.
Depois de três anos de reforma, foi inaugurada a nova usina termelétrica.


Edmundo Alfredo Steyer



Marcante foi a visita a Estrela do interventor federal Osvaldo Cordeiro de Farias, nos dias 19 e 20/07/1939.
Depois de visitar, desde o dia 15, Lajeado, Arroio do Meio, Encantado (Muçum?), foi recepcionado em Roca Sales, no dia 19, de manhã, saudado pelo Dr. José de Abreu Conceição.
O interventor respondeu dizendo que jamais vira, em todo o Brasil, um distrito rural tão adiantado.
Às 13h30min a caravana se dirigiu para Estrela.
Desde o Costão foi o carro oficial ladeado por uma coluna de motociclistas. Cerca de uma hora antes, os colegiais desta cidade e do interior do município já haviam tomado posição na rua Tiradentes, em toda a sua extensão, e, por esta ala formada pela juventude de Estrela, S. Excia. dava entrada na cidade.
De toda a programação, com fartos discursos, jantar-banquete, "Polonaise" marcada por Cordeiro de Farias no baile, visitas às indústrias, o fato marcante foi o lançamento da pedra fundamental do Grupo Escolar, hoje prédio da Escola Estadual de 2º Grau de Estrela, na Rua Coronel Müssnich, n.º 702.
Embora previsto para o dia 20, às 8h30min, na reportagem O Paladino, de 22/07/1939, não faz referência à inauguração de uma Usina Suplementar.
Ao que parece, trata-se da firma Alberto Fett & Cia. Ltda., destinada ao fornecimento de mais energia elétrica para a própria fábrica.
Como pela Constituição não havia sido eleito um vice-prefeito, em caso impedimento deste, devia a Câmara votar seu substituto, um novo prefeito, como ocorreu em Arroio do Meio, onde o prefeito eleito, Dr. Walmor Franke, havia renunciado, em junho de 1937, nomeado subprocurador interino da Fazenda do Estado do RS, sendo eleito pelos vereadores seu próprio presidente do legislativo municipal, Gustavo Wienandts, como novo prefeito.
No fim do ano, Steyer renunciou. A data exata não se sabe.
Talvez ao terminar seu mandato eleitoral.

1939 – Visita oficial do Interventor Federal do Rio Grande do Sul, Coronel Osvaldo Cordeiro de Farias.”
Um pouco de Cordeiro de Farias Osvaldo Cordeiro de Farias nasceu em Jaguarão, município ao sul do Estado gaúcho, em 16 de agosto de 1901 e faleceu em 17 de fevereiro de 1981.
Filho do militar, Joaquim Barbosa Cordeiro de Farias, cresceu na cidade do Rio de Janeiro, onde seguiu os passos do pai.
Cordeiro de Farias foi interventor federal do Rio Grande do Sul, de 1938 até 1943, período em que tornou-se general-de-brigada.
Além desses, assumiu vários cargos públicos e políticos.
Por duas vezes foi cogitado como candidato a presidente da República.
Durante toda a sua vida participou de atos revolucionários, como a criação da Coluna Prestes, a deposição do presidente Washington e o afastamento de Getúlio Vargas.


Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer



Associação Agro-Pecuária de Estrela – Registrada em 1938, era seu presidente Edmundo Alfredo Steyer, secretário Carlos Willy Müller e tesoureiro Adolfo Faller.
Tratava-se de um órgão de defesa e representação da classe rural de Estrela.
Em 28/03/1942, mudou a denominação para Associação Rural de Estrela (V.), sendo presidente Adriano C. Scheerer, com sede em Estrela.

Associação Rural de Estrela - Fundada em 11/07/1938, por 107 fundadores, com o nome de Associação Agro-Pecuária de Estrela, sendo presidente Edmundo Alfredo Steyer, Prefeito Municipal.
Ficou desativada por vários meses e reorganizada em 06/04/1941, com o nome de Associação Rural de Estrela, sendo presidente Adriano C. Scheren e secretário Nicanor Sudbrack.
De 211 sócios, aumentou para 910, em maio de 1942, sendo secretário geral Arnaldo Göllner.
Foi registrada no Cartório em 10/02/1961, assinando Arnaldo Goellner como presidente.
O objetivo do órgão é representar e defender a classe rural, com sede na cidade de Estrela, na Rua Venâncio Aires, sendo o escritório no nº 155 e a loja no nº 131.


Edmundo Alfredo Steyer Edmundo Alfredo Steyer



Cascalho – Pedra-ferro roliça encontrada no leito dos rios e arroios do Vale do Taquari, que serviam para fechar os atoleiros nas estradas.
O primeiro prefeito a usar deste recurso foi Edmundo Alfredo Steyer (v.), na Picada Geraldo, em 1938.




Edmundo Alfredo Steyer – Nome de rua em Estrela, no bairro dos Pinheiros, conforme Lei nº 1.728, de 26/10/1981.
Com 7 quadras de extensão, liga a esquina inicial da Rua Júlio Acosta à Avenida Guilherme Siepmann.
É uma homenagem ao coronel da Guarda Nacional, empresário comercial em Teutônia e primeiro prefeito eleito de Estrela.
Iniciou a vida ajudando e substituindo seu pai, quando ausente, comerciante na Linha Frank, perto da divisa com o Município de Poço das Antas.
Em 1907, já gerenciava, de forma autônoma, a filial da Casa Comercial na Linha Clara, tomando seu nome à firma, em 1915.
Em 1933, entrou como sócio na empresa Steyer, Lindemann & Cia. No pleito municipal de 15/08/1928, foi candidato perdedor a vice-intendente de Estrela, pelo Partido Libertador, com 348 votos.
No pleito seguinte, como candidato da oposição, desde a Proclamação da República, foi o primeiro prefeito eleito, em 17/11/1935.
Governou o município, de 08/01/1936 a 10/11/1937, quando teve o mandato cassado pela ditadura do Estado Novo, mas prosseguiu na Prefeitura como prefeito nomeado, até 08/01/1940, data em que terminaria seu mandato eleitoral, razão pela qual renunciou ao cargo.
Nesse período, sua Casa Comercial foi gerenciada pelo seu filho Helmuth.
Em fevereiro de 1951, o nome da firma foi alterado para Steyer & Filho, entrando Helmut como sócio, com uma filial em Porto Alegre, administrada pelos filhos. V. Koch, Steyer & Lindemann.
* 1891, + 08/05/1976, filho de Jorge Steyer.
Koch, Steyer & Lindemann - Empresa comercial, constituída pelos sócios solidários: Adelino João Koch, e Edmundo Alfredo Steyer, que compunham a firma anterior, Koch & Steyer, e mais o Sr. Alfredo Lindemann - conforme O Paladino, 06/07/1935.




Frente Única Gaúcha – Coligação partidária que unificou republicanos e libertadores pela candidatura de Getúlio Vargas (v.) à presidência do Estado do RS.
Em 23/07/1929, foi mantida para apoiar Getúlio Vargas à presidência da República, candidatura oficialmente lançada pela Aliança Liberal, três dias depois.
Nas eleições de 17/11/1935, a Frente Única 1.725 votos, ou seja, 60%, elegendo para Prefeito Edmundo Alfredo Steyer e quatro Vereadores: Dr. Ito João Snel, Guilherme Siepmann, Carlos Baltazar Mallmann e Jorge Carlos Trentini.
O Partido Republicano Liberal (v.) fez 1.172.


Imagens gentilmente cedidas por Werner Hilgemann
Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br.
Fonte: Dicionário de Estrela e do Livro Estrela, Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Reinaldo Schwambach




Reinaldo Schwambach



Reinaldo Schwambach – Industrialista e comerciante em Estrela, na Rua Borges de Medeiros, com esquina da Pinheiro Machado, onde estava a empresa Reinaldo Schwambach & Cia., com fábrica de licores e vinagre, Bitter Rio Branco, depósito e engarrafamento de aguardente e fábrica de café.
O novo prédio foi inaugurado em 18/09/1921 - conforme Jubileu Diamante Estrela - 1876 - 20 de Maio - 1951.

Presidente da Soges em 1925, 1930 e 1935-1936.
* 10/11/1885, + 12/07/1958.


Reinaldo Schwambach


Imagem 1 gentilmente cedida por Luiz Carlos Freitag
Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br.
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Nossa História


Pedro Lakus




Pedro Lakus Pedro Lakus


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br.
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Hans Schnitzler




Hans Schnitzler



Hans Schnitzler - Caixeiro viajante muito popular e benquisto em Estrela e na região, representante da Bromberg & Cia. de Porto Alegre.
Residia no Hotel Siepmann.

A foto acima mostra a lápide junto ao Cemitério Católico de Estrela feito por amigos de Hans.
* 08/06/1879, na Alemanha, + 28/11/1932, em Estrela, solteirão.
Em 1923, foi presidente do Clube do Caixeiro Viajante, fundado em 26/12/1885.
Embora seus restos mortais permaneçam no túmulo nº 1212, a pedra tumular foi removida em 2005, servindo a lápide para uma homenagem aos caixeiros viajantes.

A foto abaixo mostra o encontro anual dos Caixeiros Viajantes que era realizada anualmente e que culminava com um almoço.
A foto mostra a rua Júlio de Castilhos e mais a esquerda o Bazar Preussler (Hoje Caixa Econômica Federal), ao lado a Escola Católica (Hoje Casa Canônica), a Igreja Santo Antônio, a Prefeitura Municipal e mais adiante o Hotel Siepmann (Hoje Banco Bradesco).


Hans Schnitzler


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br.
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Há um ano o site www.nossaestrela.com.br era lançado



Nossa História
O site nossaestrela está "no ar" desde 09 de agosto de 2012.


nossaestrela










11/08/2012
Site com conteúdo para pesquisa é lançado em Estrela







Em clima de empreendedorismo, descontração e cercado por amigos, o jornalista e radialista João André Mallmann, oficializou o lançamento de seu novo site - nossaestrela.com.br - com coquetel na Padaria Bruxel, na noite de quintq-feira (09/08).
Na oportunidade o estrelense, apaixonado por suas raízes, falou sobre a iniciativa, que tem por objetivo servir a comunidade e demais interessados, fornecendo informações atuais e históricas sobre o município.
Os dados catalogados datam de 2007 e estão acessíveis cerca de 26 mil fotografias.
Segundo Mallmann, que já possui o site intitulado nossadica.com.br, o segundo vai funcionar como um arquivo, absorvendo as notícias que são substituídas no primeiro.
“Como faço atualizações a cada 20 dias, estarei lançando toda a informação, de forma completa e muitas vezes até com fotografias inéditas neste novo site, para que a população possa usufruir de conteúdo para pesquisas e leitura informativa”, explica.

O material disponibilizado é um resgate histórico e atual do panorama social, político, econômico e esportivo da cidade e para elaborar o site, Mallmann contou com a ajuda profissional dos amigos Airton Engster dos Santos e Luiz Carlos Freitag.








nossaestrela nossaestrela


João André Mallmann e sua filha Aline Cristine Mallmann
João recepcionou amigos para o lançamento do novo site
Texto: Graziela Muniz



11/08/2012 - No ar, um site com a História de Estrela




A partir de agora, Estrela conta com mais um site, e este, conta toda a nossa História, desde 2007.

Trata-se do endereço www.nossaestrela.com.br criado por João André Mallmann.

Este site é uma extensão do www.nossadica.com.br que desde 2007 noticia dirariamente os acontecimentos de Estrela, em todas as áreas.
O lançamento foi ontem (quinta-feira) à noite, no Café Bruxel, com a presença de João André Mallmann, sua filha Aline Cristine, Airton Engster dos Santos, Luiz Roque Schwertner, Graziela Muniz e Luiz Carlos Feita (Luca) – todos na foto.
O site pode ser acessado tanto no www.nossaestrela.com.br como entrando no www.nossadica.com.br, bastando então clicar na extensão logo à direita, na primeira página.
Neste endereço você encontra a história social/política do município de Estrela nos anos de 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012.
Trata-se de um relato histórico/jornalístico contendo aproximadamente 26.000 (vinte e seis mil) fotos com seus respectivos textos contando a história recente dos últimos cinco anos e meio de nosso município.
Este site servirá não apenas para registro de nossa história, mas também para consulta e registro do recente crescimento de Estrela.
Este site contem, dentre outras coisas, atos políticos, as atividades da Câmara de Vereadores, os registros das atividades de nossos CTGs, Sociedades, CDL, ACIE, Paróquias, Esportes, Lions, Rotary, Jeep Clube, Hospital Estrela, Estrela Futebol Clube, Estrela Multifeira, Parkchoppfest, Maifest, Expowink, LEFA, Associações de bairros, e Corredor Ecológico, contadas em ordem cronológica e as atividades de nossas escolas e da Faculdade La Salle também se fazem presente.


nossaestrela


Texto: Luiz Carlos Freitag



Cooperativa de Aguardente Estrela Ltda.



Nossa História
Entidade industrial e comercial em forma de cooperativa em Estrela, na Linha Delfina.


Cooperativa de Aguardente Estrela Ltda.


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br.
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Indústria de Alimentos Lautert Ltda



Nossa História
Indústria de Alimentos Lautert Ltda. - Empresa industrial e comercial em Estrela, na Rua Tiradentes, 77.
A fábrica de biscoitos estava em 33º lugar, em 1982, entre as 50 maiores empresas do município.


Indústria de Alimentos Lautert Ltda Indústria de Alimentos Lautert Ltda


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br.



Em novembro de 1968 uma tragédia abalava a comunidade estrelense



Nossa História
O Jornal Nova Geração anunciava na sua edição de 9 de novembro de 1968 o acidente junto a ponte do Stangler que vitimou quatro Irmãs Franciascanas.




Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas Irmãs Franciascanas



Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br.



Imagens das Festa de Maio (FEMAI)
Edições de 1966 e 1968



Nossa História

Em 1966 e 1968 Estrela comemorou seu aniversário com duas grandes exposições que foram realizadas no Parque 20 de Maio que se localizava no bairro Dos Estados, além de dois grandes desfiles realizados na rua Júlio de Castilhos.



FEMAI FEMAI FEMAI FEMAI FEMAI FEMAI FEMAI FEMAI FEMAI FEMAI FEMAI



Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br



Dia do Colono



Nossa História


Em 1962 a ZYN-9 Rádio Alto Taquari transmitia as comemorações do Dia do Colono em Estrela.



Dia do Colono



Foto do acervo digital do site www.nossadica.com.br



Cônego Pedro Hillesheim





Cônego Pedro Hillesheim






Nossa História
Cônego Pedro Hillesheim - Nome de rua em Estrela, no Alto da Bronze, conforme Lei nº 1.626, de 28/12/1979.
Com três quadras de extensão, inicia na Júlio de Castilhos e termina na Rua Salgado Filho.
É uma homenagem ao então padre Pedro Hillesheim, oitavo pároco de Estrela e o primeiro do clero diocesano, de 18/02/1923 a 31/12/1937.
* 04/06/1884, em Santa Cruz do Sul, + 1956, em Porto Alegre.
Ordenado sacerdote em 30/11/1908, iniciou o ministério em Taquara (08/01/1909), seguiu para Poço das Antas (21/05/1915), Encruzilhada do Sul (31/12/1917) e em Harmonia (12/07/1918).
No seu 25º aniversário de ordenação, em 27/11/1933, recebeu o título honorífico de Cônego.








Cônego Pedro Hillesheim

1934 - Pátio do Colégio Santo Antônio - Comunhão Solene

Ao centro o Cônego Pedro Hillesheim
Bem a esquerda está Leda Gauer
A terceira da esquerda para a direita é Dalia Abech
A quinta da direita para a esquerda é Ilma Hauschild
A esquerda do Cônego está a mãe da Renilde, casada com Egídio Mallmann
Ao lado direito do Cônego está Letícia Bentz (hoje morando no Hospital Estrela.
Ao lado da irmã Letícia está Geni Shossler
E a sexta a direita do Cônego é Maria Dexeimer



Fotos do acervo digital do site www.nossadica.com.br - foto 2 gentilmente cedida por Irmã Letícia Bentz
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Hotel Ruschel
Estabelecimento hoteleiro em Estrela




Nossa História
Hotel Ruschel - Mais antigo hotel de Estrela pertenceu ao capitão Miguel Ruschel, desde 24/06/1872, quando comprou o histórico sobrado de Antônio Vítor Sampaio Mena Barreto, hoje Rua Doutor Tostes, 320.
Na parte dos fundos, foi estabelecida a primeira fábrica de cerveja em Estrela.
Numa das extremidades da parte da frente, abriu uma casa comercial, com empório de compra e venda de produtos coloniais, armazém de secos e molhados.
Na outra extremidade, continuava a sala de aula provincial. No segundo pavimento, reservou parte das dependências para uma pousada, conhecida por Hotel Ruschel.
Comprava glebas de terras maiores e as dividia em lotes coloniais, recebendo no hotel os compradores e fregueses, enquanto erguiam provisoriamente seus ranchos.
O prédio de alvenaria era espaçoso.
A frente tinha quatro portas e quatro grandes janelas, no pavimento térreo.
No segundo piso frontal, havia oito janelas.
Para os fundos, havia três janelas nos dois pavimentos e mais duas janelas num puxado, o que permite um cálculo superior a 1.000m² de área construída.
Uma das salas serviu de primeira escola pública em Estrela, em 1871, um ano antes da vinda da família Ruschel.
Nessa ampla sala de aula, em 21/02/1882, foi instalado o município de Estrela, servindo por 5 anos de Intendência.
Mais tarde, o Hotel teve outros nomes, como Hotel Franke.
Passou por diversas gerências, como, por exemplo, Antônio Mário Kroeff, cc Eduviges Ruschel, mencionado pelo O Paladino, de 25/12/1931.
Posteriormente, assumiu Jean Hanquet, casado com Anita Ruschel. Surgindo em Estrela outros hotéis, em prédios mais novos e confortáveis, o Hotel Ruschel deixou de funcionar, passando o prédio a servir para outras finalidades.
A última serventia foi para nele funcionar a Manufatora de Couros Estrelense Ltda., a primeira empresa industrial de Estrela, para a fabricação de calçados, idealizada por Arnaldo José Diel.
Para isso, em 23/11/1945, Diel adquiriu por Cr$ 39.000,00 o sobrado, anexando à empresa o comércio de papel e uma pequena tipografia.
Não dando certo a industrialização do couro e fábrica de calçados, ampliou nele o parque gráfico, até ser transferido para Lajeado, em 1951, origem da Gráfica Cometa.
Sem maior serventia, com um custo muito elevado para a restauração, no ano seguinte, foi o sobrado demolido.
Em seu espaço, Diel construiu uma moderna moradia, adquirida e transformada em museu-residência da família Schinke, desde 1957.


Hotel Horn Hotel Horn


Fotos do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Hotel Siepmann
Estabelecimento hoteleiro em Estrela




Nossa História
Hotel Siepmann - Estabelecimento hoteleiro em Estrela, na Rua 13 de Maio, 318, na esquina defronte à Prefeitura, de propriedade de Guilherme Siepmann.
O segundo andar foi construído depois de 1927.
Com dois pavimentos, dispunha de 35 quartos, com água encanada, ar e luz diretos, banhos frios e quentes - Serviço de cozinha rigorosamente caprichoso - Garages, cocheiras e bom potreiro - segundo anúncios de 1936.
Em 1943, tinha 40 quartos, com ar e luz diretos - conforme o Jornal A Semana, de 31/07/1943.


Hotel Siepmann Hotel Siepmann Hotel Siepmann


Fotos do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Hotel Bentz
Estabelecimento hoteleiro em Estrela






Nossa História
Hotel Bentz - Estabelecimento hoteleiro em Estrela, na Rua Coronel Flores, 234.
Iniciou no final do século 19 com a padaria, denominada Beckerei Theodoro Bentz - Conditorei - Kaffestube - Beckerei - segundo foto de 1904, em prédio de dois pavimentos, numa esquina.
Num anúncio em alemão em O Alto Taquary, de 06/01/1908, anunciava a fabricação e comércio de uma variedade de pão fresco - biscoitos, chocolate e cacau, nacionais e importados - uma variedade de balas, bombons, cucas e doces - prepara tortas e confeitos - confortável sala para café colonial - estabelecimentos e potreiro para montarias e outras comodidades - o que indica a existência anexa de um hotel, conforme outra foto, de 1912.
Ampliou o seu espaço, construindo mais um andar, em 1927, oferecendo mais cômodos aos hóspedes.
Conformr anúncio no anuário Familienfreund, de 1931,
o Restaurant, Kaffee u. Konditorei tinha como lema um atendimento bom, rápido e barato.
Com o surgimento dos automóveis, não necessitava mais do "potreiro para montarias".
Para atender melhor os viajantes, na calçada fronteira ao prédio do seu hotel, Theodoro estabeleceu a bomba de gasolina Texaco, da Companhia Texas, conforme o jornal O Paladino, de 26/07/1930.
Vindo a falecer Teodoro, em 1932, sua mulher Leopoldina assumiu a administração do hotel, até seu falecimento, em 1947.
Nesse período de 15 anos, os filhos ajudavam a mãe, até que cada qual foi se emancipando, restando a administração para Teodoro Antônio.
Entretanto, a alma do hotel, por mais 30 anos, foi a dupla Célia Leoídia Bentz e Adolfina Ruschel, respectivamente, esposa e sogra de Teodoro Antônio, envolvido em outras atividades.
Com o falecimento de Teodoro Antônio, em 1968, a administração do hotel passou para o seu filho mais moço, Rodolfo.
Alguns anos depois, a viúva Célia alugou o estabelecimento.
Em 1980, vindo a falecer Célia, os herdeiros Fernando e Rodolfo continuaram a alugar o Hotel Bentz, até ser desativado, em 1983.
Grande parte da história política, econômica, social e cultural de Estrela ocorreu em suas paredes.
Como hotel dos viajantes, muitas autoridades e chefes políticos ali faziam reuniões e pernoites, tomando-se decisões históricas para Estrela e região.
Jantares do Rotary Clube, Lions International, Sociedade de Medicina do Alto Taquari e de muitas outras entidades realizaram-se nas suas dependências, sendo o Hotel Bentz um referencial histórico de quase um século em Estrela e na região.


Hotel Bentz Hotel Bentz Hotel Bentz Hotel Bentz


Fotos do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Arthur Francisco Preussler



Arthur Francisco Preussler
Um dos 11 sócios fundadores da Soges






Nossa História
Arthur Francisco Preussler - Nome de rua em Estrela, no Bairro Imigrantes, cf Lei nº 1.935, de 19/12/1986.
Liga a Rua Pastor Ernesto Dietschi à confluência da Rua João José Schonarth com a Rua João Welter.
O prenome deve ser aportuguesado para Artur. É uma homenagem ao empresário comercial em Estrela, um dos 11 sócios fundadores da Soges, em 26/05/1907, como mestre de ginástica, e seu presidente, em 1911.
Na década de 1920, sua loja vendia livros, discos, gramofones, brinquedos, louças e demais variedades.
Em foto muito antiga, da mesma época, indica o local da loja, ao lado do Colégio São Luís, onde hoje se encontra a Caixa Econômica Federal.
O único letreiro legível, na foto, é Tinta - e óleo.
Depois, foi gerente da Caixa Rural União Popular de Estrela, desde 16/10/1926 até fins de 1940, transformada em Banco Agrícola Mercantil, no ano seguinte.
* 1(?)/04/1885, + 17/01/1973, em Estrela.
Cc Erminda Luíza Schütz (* 13/09/1890, + 07/02/1972), ambos sepultados no Cemitério Católico de Estrela.
Não tiveram filhos.





Arthur Francisco Preussler Arthur Francisco Preussler Arthur Francisco Preussler Arthur Francisco Preussler Arthur Francisco Preussler Arthur Francisco Preussler


Fotos do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Foto 1 gentilmente cedida por Luiz Carlos Freitag
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



Nossa História

Helmuth Fett
Nome do Saguão I no Centro de Cultura e Turismo Bertoldo Gaussmann




Helmuth Fett



Helmuth Fett, sócio proprietário da empresa H. Fett & Irmão - Empresa industrial em Estrela, na subida da Rua Coronel Flores, com fábrica de banha, fundada em 23/04/1918, com um capital de 20 contos de réis, formada pelos irmãos Helmute e Alfredo Fett.
A firma foi agente correspondente do Banco Brasileiro-alemão, inaugurado em 30/04/1923.
Em 02/06/1923, entrou como sócio Augusto G. Fett, alterando-se a empresa para H. Fett Irmão & Companhia, aumentando o capital de 600 para 1.200 contos de réis.
Na primeira quinzena de junho de 1927, violento incêndio destruiu grande parte da fábrica.
Oto Hajeck – Engenheiro arquiteto em Estrela, imigrante alemão. Construiu a grande fábrica de refinaria de banha e manteiga H. Fett & Irmão


Helmuth Fett



Helmuth Fett – Nome do Saguão I no Centro de Cultura e Turismo Bertoldo Gaussmann.
O projeto da denominação foi do vereador Luiz Fernando Schneider.
A solenidade do descerramento da placa foi em 01/08/2003.
É uma homenagem ao empresário industrial e vice-intendente de Estrela, de 15/10/1924 a 15/10/1928 período em que André Marcolino Mallmann foi o intendente.
Membro do primeiro Conselho Consultivo de Estrela, empossado em 22/12/1931.
O prédio do citado Centro de Cultura e Turismo, na Rua Marechal Floriano, 433, foi construído pelo homenageado, em 1925, para servir de moradia, segundo desenho arquitetônico de Ernst Bodde.
Um dos prédios da fábrica de banha H. Fett & Irmão foi destruído por incêndio, em 1927. Em 14/03/1932, transferiu-se para Porto Alegre.
* 21/08/1899, em Lajeado, + 17/04/1984, em Florianópolis, cc Elvira Ruschel Fett (f. Nicolau Ruschel Sobrinho e Valentina Wallau), tendo dois filhos.


Helmuth Fett



Fotos: Acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela e do livro ESTRELA ONTEM E HOJE de José Alfredo Schierholt
Foto 3: Gentilmente cedida ao acervo digital do site www.nossadica.com.br por Luiz Carlos Freitag



Nossa História

12/07/2013 - Data comemorativa do dia 14/07




Em 14/07/1926 era instalado o primeiro relógio da Indústria e Comércio de Relógios Públicos Schwertner Ltda.
(de Bruno Schwertner)




Bruno Schwertner



Indústria e Comércio de Relógios Públicos Schwertner Ltda. - Bruno Schwertner, com pequena oficina de utensílios mecânicos, relojoaria e óptica, foi convidado pelo pároco de Santo Antônio de Estrela para acompanhá-lo a Porto Alegre e verificar um presente grego, ofertado pela Paróquia de Nossa Senhora das Dores.
Tratava-se de um antigo e grosseiro relógio público, que ninguém sabia consertar e considerado "ferro velho".
Bruno Schwertner deu a opinião de que fosse transportado a engenhoca pesada para Estrela, com a promessa de fazer o que fosse possível.
Teve que ampliar sua oficina mecânica, para desmanchar as peças e estudar sua reconstrução.
Os pesos de chumbo, acionadores da marcha e das batidas de horas, somavam 330 quilos.
Com substituições e melhoramentos, reduziu o acionador das badaladas de 200 para 60 quilos e o acionador da marcha, de 130 para 30 quilos.
Vendeu os 240 quilos que sobraram para Pedro Buchmann, obtendo recursos para pagar as despesas da reconstrução do relógio, colocado no alto da torre da igreja matriz.
Esta foi a origem da indústria de relógios públicos.


Bruno Schwertner


Em 1924, ampliou o espaço para a fabricação de relógios industriais de serventia pública, destinados a Igrejas e Intendências, com a denominação de Indústria e Comércio de Relógios Públicos Schwertner Ltda.
O primeiro foi instalado na igreja matriz de Taquari, em 14/07/1926, e o segundo, em Lajeado.
No Santuário de Santo Antônio em Estrela foi montado o relógio EAB 1, em 1941.
Na região, há os relógios também em Arroio do Meio, Colinas, Dois Lajeados, Encantado, Muçum, Nova Bréscia, Roca Sales, Relvado e Santa Clara do Sul.


Bruno Schwertner


O primeiro relógio, fora do Estado, foi instalado na igreja matriz de Laguna, em SC, em 1934.
Há dezenas de relógios espalhados pelo Brasil, nos estados de SC, SP, MG, BA, em Belo Horizonte, em Piracanjuba (Goiás).
Alguns se localizam em pontos destacados, como no alto do obelisco na fronteira Brasil Uruguai, nas cidades unidas de Rivera e Santana do Livramento.
Bruno legou aos filhos Francisco Alberto, Rudy Leonardo, Lino Silvério e Theobaldo Guido, o único que ficou com a arte desta indústria, que leva Estrela por tantos recantos brasileiros.
Sua última obra de arte é um relógio floral, destinado para a cidade de Igrejinha.

O último relógio, originalmente instalado na cidade de Igrejinha, foi comprado pela prefeitura de Estrela, na gestão Geraldo Manica, e instalado na rótula da rua Bruno Schwertner - no monumento idealizado para, também homenagear a obra.

Em 1998, montou um relógio que está exposto na entrada do Museu de Ciência e Tecnologia da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre.


Bruno Schwertner Bruno Schwertner



Fotos: Acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



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11/07/2013 - Data comemorativa do dia 13/07




Em 13/07/1989 era fundado o Núcleo de Cultura de Estrela




Núcleo de Cultura de Estrela - Fundado em 13/07/1989, foi registrado em 17/10/1989, sendo presidente Berenice Terezinha Anschau.
O objetivo era integrar, incrementar e desenvolver as atividades culturais do Município, em consonância com as diretrizes da área cultural do Estado, com sede em Estrela.



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11/07/2013 - Data comemorativa do dia 13/07




Em 13/07/1940 era fundado o Aero Clube do Alto Taquari - Acat




Aero Clube do Alto Taquari - Acat – Fundado em 13/07/1940 e registrado 17/12/1940, sendo seu presidente Adão Henrique Fett, vice-presidente Alberto Dexheimer, Aristides Hailliot Tavares e Dr. Adalberto Breyer. A grafia correta é Aeroclube.


Aero Clube do Alto Taquari Aero Clube do Alto Taquari Aero Clube do Alto Taquari



Os presidentes honorários foram Major Sabino Mena Barreto, prefeito de Estrela, e João Frederico Schaan, prefeito de Lajeado.
O objetivo era cooperar com as sociedades congêneres no desenvolvimento aeronáutico nacional, com a participação de pessoas de toda a região. São dados que constam no Cartório.
Em pesquisa publicada pelo Jornal de Lajeado, de 20/06/1975, constatamos que em 13/07/1940, na Soges, mais de 300 pessoas se reuniram para fundar a entidade.
Estrela foi escolhida como sede por centralizar a região, dispor de área para campo de pouso, hangar e morada do vigia e, certamente, por influência de seu primeiro presidente, aclamado por todos, Adão Henrique Fett, aviador civil.
O prefeito municipal Sabino Mena Barreto, de imediato, pôs a administração à disposição da entidade, o que podia fazer, por não depender de Câmara e de ninguém.
O mesmo fez seu sucessor Cláudio de Toledo Mércio.


Aero Clube do Alto Taquari


A ambos interessava a concretização do projeto, para que pudessem chegar com mais rapidez em Porto Alegre e dali rever seus familiares.
A amplitude do espaço aéreo e a origem da aviação brasileira serviram de estímulo ao programa do governo de Getúlio Vargas: a aviação é uma predestinação histórica dos brasileiros.
Aero Clube do Alto Taquari


Em dezembro de 1940, o prefeito de Lajeado, João Frederico Schaan, pôs à disposição da Acat um topógrafo e agrimensor para delimitar a área.
Em fevereiro de 1941, a VAE (Varig Aero-Esporte), de Porto Alegre, recebeu os primeiros alunos para instrução e ofereceu suas oficinas para a construção de um planador primário.
Em 06/03/1941, foi eleita Sônia Arnt a primeira rainha do Aero Clube Alto Taquari, estimulando 19 jovens a se matricularem na sua Escola de piloto, formando-se em 1944.
Em dezembro de 1941, José Wingen ministrou o curso de aeromodelismo, a etapa teórica, em Estrela e Lajeado.
Em 03/01/1942, a prefeitura comprou uma área de 27.204m², iniciando-se a terraplenagem, tendo a pista 1.500m de extensão, concluída a primeira etapa seis meses depois.
Em 09/07/1942, o presidente Adão Fett informou ao governo estadual que João Jacó Hauschild havia doado o terreno para a construção do hangar.
Obteve da prefeitura municipal todo o apoio. Assim, já em julho de 1942, concluído o aeromodelismo, deu-se o início das aulas de volovelismo, a etapa prática, com o planador "Bom Retiro".
Em 18/11/1942, foi concluída a segunda parte da pista, aterrissando um avião da FAB.
Pista e instalações são inspecionadas por autoridades do DAC.


Aero Clube do Alto Taquari Aero Clube do Alto Taquari Aero Clube do Alto Taquari



Em 04/12/1942, José Wingen entregou ao Centro de Reservistas do Exército (CRE) de Lajeado o planador secundário CRE, construído por ele em Estrela, para ser doado à Escola de Pilotos do Acat.
O próprio prefeito, Dr. Cláudio de Toledo Mércio, convidou o interventor federal, General Osvaldo Cordeiro de Farias, para a inauguração do ACAT, em 19/12/1942.

Aero Clube do Alto Taquari


Finalmente, depois do Natal, nos festivos dias 26 e 27/12/1942, foram oficialmente inauguradas a pista e as instalações, com o "batismo" dos planadores "Bom Retiro" e "CRE", vindo de visita várias autoridades e aviadores com seus aviões.
Em 10/02/1943, chegou o avião PP-TUV "Maurício Cardoso", doado ao Acat pelos israelitas do Brasil, por intermédio da Campanha Nacional de Aviação.


Com isso, deu-se a fase final do curso de Pilotos, sob a direção do Suboficial José Álvares, instrutor do Aero Clube de Santa Cruz, transferido para Canoas dois meses depois e substituído por Armando Falcão Peixoto Louro de Melo.
Em maio de 1943, são 45 os alunos matriculados, constituindo-se, no mês seguinte, a primeira turma de candidatos ao "Brevet" de aviador civil.






Em julho de 1943, foi iniciada a construção de uma segunda pista, facilitando a decolagem e aterrissagem de aviões, já que era grande o número de alunos.
Consta que a primeira mulher a receber "Brevet", em 02/09/1944, foi Dulce Mello Jaeger, hoje Dulce Jaeger dos Santos Chaves.
A escola de aviadores tinha muita despesa. Sua importância era reconhecida em todo o Estado e no Brasil, recebendo apoio de setores privados e públicos.
Segundo telegrama recebido pelo Aero Clube do Alto Taquari, foi doado pela Companhia Nacional de Aviação, mais um avião para treinamento dos seus pilotos e alunos – noticiou o “diário” O Alto Taquari, de 23/09/1945.
Aero Clube do Alto Taquari


– O novo aparelho que é do tipo “Paulistinha”, dos quais já possuímos um e tem o prefixo LOI, devendo até meados do mês de outubro estar em nosso Aeroporto, cumprindo a sua finalidade.
Estamos, pois, de parabéns, pela maneira com que a Diretoria de Aeronáutica Civil vem atendendo às necessidades de nosso Aero Clube, esperando-se para muito breve o recebimento de um aparelho para treinamento avançado dos nossos 30 pilotos, brevetados no curto prazo de dois anos e meio de atividade no Acat.
Na mesma coluna, o jornal noticia as visitas dos aviadores Carlos Spohr e Bruno
Ritter aos seus familiares. Ambos residiam em Porto Alegre, sendo o primeiro instrutor da VAE e o segundo piloto recém brevetado.
Depois de formar 18 turmas, a escola de pilotos foi fechada pelo Departamento de Aviação Civil, em 1961.
Em assembléia geral extraordinária de 02/07/1966 mudou o nome de Aeroclube Alto Taquari para Aeroclube de Estrela.
A alteração foi registrada no Cartório, em 29/07/1966, quando era presidente Paulo João Feyh e vice-presidente Bruno Behs.


Aero Clube do Alto Taquari Aero Clube do Alto Taquari



Fotos: Acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



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10/07/2013 - Data comemorativa do dia 11/07




Em 11/07/1989 era fundado a Associação dos Moradores do Bairro São José




Associação dos Moradores do Bairro São José – Fundada em 11/07/1989, foi registrada em 12/01/1990, sendo presidente Aldino Felipe de Almeida, com o objetivo de lutar para o bem comum, sob todos os aspectos, com sede na Vila São José, em Estrela.



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10/07/2013 - Data comemorativa do dia 10/07




Em 10/07/1989 era fundado a Associação dos Servidores Públicos Municipais de Estrela - Aspume




Associação dos Servidores Públicos Municipais de Estrela - Aspume – Fundada em 10/07/1989, foi registrada em 27/04/1990, sendo presidente Laci Gomes dos Santos e vice-presidente Luciana Pereira Frey, com o objetivo de representar os interesses individuais e coletivos dos funcionários públicos municipais, com sede em Estrela.
Com sede ao lado da Casa de Cultura Doutor Lauro Müller e a diretoria formada pela presidenta Juliana Jasper, secretária Silvana Moraes e tesoureira Denise Wagner, a entidade informatizou suas atividades, adquirindo um microcomputador e impressora, num investimento superior a R$ 2.300,00.



Em 10/07/1990 era fundado a União de Associações de Moradores de Bairros de Estrela - Uambe




União de Associações de Moradores de Bairros de Estrela - Uambe – Fundada em 10/07/1990, foi registrada no Cartório de Estrela, em 18/12/1991, sendo presidente Paulo Roberto Severo de Araújo e 1º vice-presidente Paulo Rogério da Silva e 2º, Paulo Alvício Link, com o objetivo de unificar, apoiar e orientar as reivindicações das associações dos moradores de Estrela, com o intuito de buscar soluções para os problemas que se defrontam.
A sede é em Estrela. Entre as lideranças que muito se empenha pela entidade está Antônio Albino Köhlel.
Sua Comissão de Justiça pediu o apoio da Administração municipal, para resolver a falta de efetivo nas polícias Civil e Militar - conforme Jornal do Vale, de 05/10/2001.
Sob a presidência de Pedro Pedroso, trouxe para Estrela o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Paulo Bisol, em 05/04/2002, para uma conferência e debates sobre a segurança na cidade e região.



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10/07/2013
Em 1990 foi comemorado os 70 anos do Vidal de Negreiros com uma placa




Vidal de Negreiros Vidal de Negreiros Vidal de Negreiros

Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br



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05/07/2013 - Construida em 1925
De residência de Hellmut Fett à Casa da Cultura




Casa da Cultura Casa da Cultura


Em 1999 ela passou por reforma, executado pela empresa Thomas Horn Arquitetos Associados, passando a ser a Casa da Cultura.

Casa da Cultura Casa da Cultura Casa da Cultura


Fotos: Acervo digital do site www.nossadica.com.br



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05/07/2013 - Data comemorativa do dia 10/07




Em 10/07/1948 Entrava "NO AR" a Rádio Alto Taquari




Liderada por Frederico Arnaldo Balvé, Adão Henrique Fett e outros, entrou no ar, oficialmente, às 9h30min, de 10/07/1948, a primeira emissora de rádio na região.
Estavam presentes na solenidade de abertura o governador Walter Jobim, o secretário Adail Moraes e o prefeito Oscar Leopoldo Kasper.
Os primeiros diretores foram Paulo A. Salgado e Dario L. Costa. Adolfo Ziebell e José F. Bello assumiram como primeiros gerentes - conforme o Jubileu Diamante Estrela - 1876 - 20 de Maio - 1951.
A primeira sede foi no 1º andar da Importadora Alto Taquari; mais tarde, mudou para o Abrigo Municipal da Praça Mena Barreto, e, por fim, na Rua Fernando Abbott, 427.


Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari



O primeiro transmissor esteve no Morro do Colégio Martin Luther, transferindo-se, em 1972, para a Chacrinha do Arroio do Ouro.
Mais tarde, foi criada a empresa Emissoras Reunidas Rádio Cultura Ltda., com mais de uma dezena de emissoras pelo interior do Estado.


A emissora já teve diversos prefixos e potências: ZYN-9, ZYH-81 e ZYK-241, na freqüência 820-AM.
Como em Lajeado a Rádio Cometa havia saído do ar, suas lideranças mantinham programas na Rádio de Estrela, como se lê na reportagem de Ney Santos Arruda na revista Idade Nova, edição de maio de 1950, editada em Porto Alegre, registrando a irradiação do programa A Voz da JMC (Juventude Masculina Católica), sob a direção de Nilo Scheid, sendo locutores Nestor de Conto e Ênio Rockenbach.


Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari



Foi a primeira emissora no RS e a segunda no Brasil que noticiou a morte de Getúlio Vargas, em 24/08/1954.
São muitos os nomes notáveis do jornalismo que passaram pela emissora.
Talvez o de maior destaque seja Oscar Chaves Garcia, que "revolucionou" a Região com uma característica toda própria que se identificou sobremaneira com o povo, através dos Kerb, das Gildas, dos Gols espichados, etc.
Foi, mesmo que esse termo não fosse usado, na época, um súper comunicador, um fenômeno. Ataíde Ferreira foi outra personalidade importante desta história.


Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari Rádio Alto Taquari



Waldir Sudbrack, que aqui assumiu a gerência com apenas 19 anos de idade, foi um exemplo de líder em promoções e programações de alto nível.
Osvaldo Carlos von Leeuwen, Petrônio Cabral, Sérgio Zambiasi, João Carlos Terlera, Walmor Bergesch, Antônio Carlos Porto, Érico Sauer, dezenas e dezenas de outros profissionais de grande destaque por aqui passaram contribuindo e aprendendo e, depois, continuaram destacando-se em outros órgãos de comunicação.


Fotos: Acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



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28/06/2013 - Data comemorativa do dia 01/07




Em 01/07/1948 Oscar Chaves Garcia o "Homem Rádio" iniciava sua carreira de repórter esportivo e locutor na Rádio Alto Taquari




Oscar Chaves Garcia - Nome do Ginásio Esportivo Municipal, em Estrela.
Repórter esportivo e locutor na Rádio Alto Taquari de Estrela, para onde veio desde sua inauguração, em 01/07/1948, até 17/01/1956, ao se transferir para a Rádio Independente.
Papito, como era mais conhecido, foi cognominado "homem rádio" - conforme a Voz do Alto Taquari, de 01/10/1959, ao ingressar como inspetor na POLAR S.A.
Casado com Maria Talita Eggers, pais de Marília (Martin) e Alexandre Garcia.
Faleceu em 24/03/1977, em Porto Alegre, sepultado em Lajeado.
Lajeado o homenageou com nome de um beco no Bairro Florestal.
Em Estrela, Oscar Chaves Garcia foi homenageado com o nome do ginásio da Escola Odilo Afonso Thomé.


Oscar Chaves Garcia

Celso Brönstrup (Ex-prefeito de Estrela) e Alexandre Garcia (Filho de Oscar Chaves Garcia) por ocasião da inauguração do ginásio que leva o nome de seu pai.


Oscar Chaves Garcia Oscar Chaves Garcia Oscar Chaves Garcia Oscar Chaves Garcia Oscar Chaves Garcia Oscar Chaves Garcia Oscar Chaves Garcia


Fotos: Acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



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26/06/2013 - Biblioteca Pública Municipal




Biblioteca Pública Municipal


Fotos: Acervo digital do site www.nossadica.com.br gentilmente cedida pelo professor Werner Hilgemann



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24/06/2013 - 1936 - Campeonato de ginástica em Estrela




Campeonato de ginástica em Estrela Campeonato de ginástica em Estrela Campeonato de ginástica em Estrela Campeonato de ginástica em Estrela


Fotos: Acervo digital do site www.nossadica.com.br extraidas do Álbum do Cinquentenário do Município de Estrela e do Memorial da SOGES



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24/06/2013 - Graf Zeppelin sobrevoou Estrela?




Graf Zeppelin


Foto: Acervo digital do site www.nossadica.com.br



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22/06/2013 - Autoridades reunidas para a despedida de Albano Müssnich




Autoridades se reuniram para a despedida de Albano Müssnich por ocasião de sua transferência para o Banco da província de Taquara.
A foto registra o momento da festa realizada junto ao restaurante da rodoviária que na época se situava na rua Tiradentes onde hoje se encontra a Loja Ponto Econômico, ao lado do Banrisul.


Despedida de Albano Müssnich Despedida de Albano Müssnich Despedida de Albano Müssnich Despedida de Albano Müssnich


A foto mostra o prédio em que na época funcionava o Banco da Província, hoje no local funciona a Secretaria do Meio Ambiente.


Fotos: Acervo digital do site www.nossadica.com.br



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22/06/2013 - Primeiros taxistas e agência Ford de propriedade do Sr. Ernesto Bohrer




Atende chamados por telefone a qualquer hora em casa do Sr. Pedro Lackus – como em 16/10/1921.
Ao que parece, foi um dos primeiros taxistas em Estrela juntamente com Artur Brenner.

Em anúncio em O Paladino, de 05/03/1922, informava: Se precisardes fazer uma viagem ou passeio, chame um auto na garagem de Artur Brenner – Telefone n.º 69 – Ensina-se a chaufeur por 50$000.
O empresário Ernesto Bohrer conseguiu firmar, em Estrela, na Praça Benjamin Constant, o comércio de automóveis, como agente da Ford The Universal Car.

Primeiros taxistas


Tratava-se de um veículo caríssimo. Por isso, no início, Bohrer oferecia algumas opções de compra.
Mas, a partir de 15/11/1926, as vendas serão feitas exclusivamente a dinheiro, sem exceção alguma - anunciava em O Paladino, de 14/11/1926 - Essa medida foi tomada em vista da grande redução nos preços de todos os artigos que tenho em estoque. Outrossim, comunico que acabo de contratar um mecânico competente, Sr. Antero Holmes, para melhor servir a minha distinta clientela.
Grande estoque de pneumáticos, câmaras de ar, gasolinas, óleos de diversas marcas, graxa patente, tintas de todas as cores, acessórios em geral e completo sortimento de peças FORD.
Um automóvel Ford, com arranque elétrico e pneus balão, posto em Estrela, a vigorar de hoje - 10 de junho de 1927 - custava 4:830$000 - o mesmo preço tinha o Chassis caminhão e Chassis comercial é 3: 770$000 - conforme O Paladino, de 12/06/1927.
No distrito de Roca Sales, a empresa Lengler & Gastmann, agentes autorizados da Ford, anunciavam grande redução nos preços em vigor, desde 10 de junho de 1927: "double Phaeton 4:650$000 - Voiturette 4:550$000 - Coupelet 6:400$000 - Sedan de 2 portas 6:600$000 - Sedan de 4 portas 7:000$000 - Chassis comercial 3:600$000 - Caminhão sem partida 4:650$000 - caminhão com partida 5:050$000 (posto no Rio Grande).
Além da revenda de carros Ford, Ernesto Bohrer também vendia peças, óleos e combustível. A caixa de gasolina custava 40$000. Parece que cada caixa continha duas latas de 18 litros, custando, pois, 1$11 o litro. Salvo melhor cálculo, um automóvel valia 4.347 litros de gasolina.
O desconforto de se abastecer o combustível enlatado acabou, somente, com a instalação de postos de gasolina, servidos de bombas. A primeira bomba de gasolina, na região, foi instalada em uma esquina da praça em Lajeado - onforme O Paladino, de 01/05/1927. Uns dias depois, foi instalada a primeira bomba em Estrela, em frente à agência Ford de propriedade do Sr. Ernesto Bohrer, na então Praça Benjamin Constant, inaugurado em 04/07/1927.
Com a venda da agência Ford para Spohr, Straatmann & Cia., sua sede se transferiu para Lajeado, conforme O Paladino, de 25/01/1930. O espaço foi ocupado pela empresa T. Cardoso, Irmão & Cia, para revenda de combustível Standard, com a representação e venda de caixas para transporte de ovos.
Em 07/04/1930, foi assinado novo contrato entre a Ford Motor Company, Euclydes B. Azambuja e Edvino Kilpp, a fim de estabelecer uma nova agência Ford em Estrela, abrangendo a praça de Taquari, através da razão social de Azambuja & Kilpp. De acordo com publicidade, no campeonato de jogos olímpicos em Estrela (1936), Azambuja & Kilpp, na rua Tiradentes, era a empresa agente da Ford, para os municípios de Estrela, Taquari e São Jerônimo.
Alvissareira foi a notícia que O Paladino deu na edição de 24/09/1927, com a manchete O álcool sucedâneo de gasolina: Foi descoberto pela firma Carlos Lyra & Cia, proprietária de uma grande usina no Estado de Alagoas, um sucedâneo de gasolina. "Usga" é o nome do novo combustível, que é feito de álcool e éter. - A usina produzia 130 toneladas, em 12 horas. - A mais de 600 automóveis de diversas marcas foram distribuídos, em um dia, na capital de Pernambuco, 8.500 litros de "Usga", a título de experiência - vendida pela metade do preço da gasolina.


Ernesto Bohrer Ernesto Bohrer



No mês de novembro de 1927, foram vendidos, em Estrela, os primeiros automóveis Chevrolet. O seu agente foi Euclydes Brito de Azambuja, cf O Paladino, de 24-12-1927.
Uma terceira opção, na época, era o automóvel Rugby. Guilherme Siepmann tinha uma agência em Estrela, inaugurando uma bomba para fornecimento de gasolina da Companhia Texas - cf O Paladino, de 17-3-1928.
Em 1930, eram agentes autorizados da Chevrolet, em Estrela e Taquari, Fett & Einloft, cf O Paladino, de 3-5-1930, representado por Adão Fett. Esta empresa também foi pioneira na distribuição da gasolina especial, denominada Benzina Russa - Fareis economia de 25% - proporciona maior quilometragem, mais força, aceleração mais rápida, arranque mais fácil, funcionamento mais suave e menos carbono, o que evitará batidos na câmara de explosão - cf O Paladino, de 19/07/1930.
Segundo O Paladino, de 30/10/1937, Schwertner & Diel foi a empresa comercial em Estrela, além de proprietária da gráfica e do jornal, concessionária dos motociclos e bicicletas "N. S. U." - da afamada marca alemã N. S. U. - NSU Quik é sinônimo de viveza, de fácil direção e muito maleável... Oferecia três modelos: de 3 cavalos de força - Consumo de combustível 2 litros 100 km - 55 km p. h. - motor monobloco a 2 tempo - 2 marchas - 48 quilos. - O 2º: 7 cavalos - Consumo 3 litros por 100 km - Velocidade 75 km p. h. - 115 quilos O 3ª: 8.5 cavalos de força - motor a 4 tempos - Consumo 2,3 litros por 100 km - motor monobloco - 4 marchas - Velocidade 90 km - 122 quilos.
Oferecia também bicicletas da afamada marca alemã "N.S.U."
O semanário estrelense noticiou o Raid de Motociclo, feito pelos jovens estrelenses Bruno Schwertner Sobrinho e Antônio Schwertner, que estão realizando um raid de motociclo, de Carazinho, onde residem, a Porto Alegre, tocando em Soledade, Ilópolis, Figueira, Muçum, Roca Sales, Bom Retiro e Montenegro, passando no dia 15/11/1937 por Estrela.
No decorrer de todo o ano de 1926, foi lavrada apenas 1 infração, em Estrela, sendo ainda improcedente, sem multa. É preciso esclarecer, houve em todo o Estado, o total de 137 infrações, das quais 73 foram procedentes e 59 multas líquidas, 11 multas em depósito e 13 em dívidas.
No Terceiro Congresso Nacional de Estradas de Rodagem, no Rio de Janeiro, em 1924, foi tomada a decisão da uniformização dos tipos de placas para automóveis no Brasil. Para o Rio Grande do Sul, ficaram as iniciais RS. Para a numeração, seguiu-se a ordem alfabética dos municípios, menos Porto Alegre, que recebeu o número 1. Para Estrela, coube o número 21. Encantado tinha o número 18, Lajeado 32 e Taquari, 70.
Durante a guerra, faltou gasolina. A solução engenhada foi a adoção do gasogênio, um mecanismo que produzia o gás, através da queima de carvão vegetal, em enormes tubos de ferro fixos junto à cabine do veículo ou na parte de trás do automóvel. O processo era um pouco demorado, dependendo das condições do carvão.
O combustível deixava o rendimento do carro mais lento, mas era muito mais barato. Muitas vezes, não se encontrava carvão em qualquer parte.
Para substituí-lo, usava-se achas de lenha. Provocava fumaça e fuligem. Sujava as mãos do motorista, com freqüência. Somente os taxistas recebiam pequena quota de gasolina. Nesse período de escassez, também faltavam pneus, pois eram requisitados para a guerra. A maioria dos usuários andavam com pneus bem carecas. Com qualquer chuva, o uso de correntes nas rodas era constante.


Fotos: Acervo digital do site www.nossadica.com.br extraidas do Álbum do Cinquentenário do Município de Estrela
Fonte: Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



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22/06/2013 - Em 1932 acontecia em Estrela o Congresso de Ação Católica



Congresso de Ação Católica


Fotos: Acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt