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Nossa História

25/03/2013 - Datas comemorativas de hoje, dia 25/03




Em 25/03/1963 era fundado a Sociedade Esportiva e Recreativa Arroio do Ouro




Sociedade Esportiva e Recreativa Arroio do Ouro - Fundada em 25/03/1963, sendo presidente José W. Mallmann, e registrada no Cartório de Estrela, em 18/10/1972, sendo presidente Rudi Hauschild e vice-presidente João O. Wendt.
Sua finalidade é a prática do futebol amador.
A sede é em Arroio do Ouro, com Ivair Spiecker na presidência.



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21/03/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 22/03




Em 22/03/1995 era fundado a Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales - Amturvales




Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales - Amturvales - Entidade fundada em 22/03/1995 para congregar prefeitos, vereadores e empresários no Vale do Taquari, com o objetivo de promover estudos e encontrar recursos, públicos e privados, que promovam o turismo na região.



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19/03/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 20/03




Em 20/03/1987 era fundado o Esporte Clube São Luís




Esporte Clube São Luís – Entidade esportiva fundada em 20/03/1987 e registrada em 23/10/1990, tendo como presidente Hilário Inácio Schneider e vice-presidente Mauro Antônio Thomé. O objetivo era a prática do futebol amador e demais atividades esportivas, com sede na Linha São Luís, em Estrela.



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18/03/2013 - Datas comemorativas de hoje, dia 18/03




Em 18/03/1997 era fundado o Conselho Comunitário Pró Segurança Pública - Consepro




Conselho Comunitário Pró Segurança Pública - Consepro – Fundado em 18/03/1997, foi registrado em 05/06/1997, sendo presidente Nestor Müller e vicepresidentes Marcos Antônio Balbinot e André Ramon Scheibel, com o objetivo de colaborar com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do RS, fornecendolhes recursos para seu órgão, com sede em Estrela.
A parceria entre a comunidade, leia-se Acie, o Município e o Estado deu um resultado favorável à segurança pública em Estrela.



Em 18/03/1991 era criado o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Estrela - Comdica




Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Estrela - Comdica - Órgão normativo, consultivo, deliberativo e fiscalizador da política de promoção e defesa dos direitos das crianças e jovens, criado em 18/03/1991, pela lei n.º 2.198.
É composto de seis membros: dois membros do Poder Executivo, indicados pela Secretaria de Educação e Cultura e Secretaria de Esportes e Lazer, e um membro das seguintes entidades: Poder Legislativo, Círculos de Pais e Mestres das escolas municipais, organização das entidades de classe e Serviço Social da Indústria.
Em maio de 2005, foi eleita nova diretoria: presidente Clênia Fermina Wülfing, vice-presidente Terezinha Machado Horst e a secretária Adriane Mallmann.



Em 18/03/1991 era criado o Conselho Tutelar de Estrela




Conselho Tutelar de Estrela - Instituição municipal criado pela Lei Municipal n.º 2198, de 18/03/1991, para garantir os direitos das crianças e dos adolescentes, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, segundo a Lei Federal n.º 8069, de 13/07/1990.
Os primeiros conselheiros foram eleitos em 20/05/1992.
Em 07/06/2004 tomaram posse para o triênio 2004-2007 os conselheiros José Carlos Bruxel, Marco Aurélio Wermann, Celina Maria Berti, Elda Blankenheimer e Luciana Cristina Goergen, tendo como suplentes Júlia Graciele Bender Diedrich, Rosane Rocha de Oliveira, Fabiane Zarth Ferreira, Elaine Maria Schneider e Cleni Neuhaus Klafke.



Em 18/03/1982 era criado o Departamento de Água Potável de Glória




Departamento de Água Potável de Glória – Fundado em 18/03/1982 e registrado em 20/10/1986, tendo como presidente Bruno Lautert. O objetivo era a distribuição de água potável para a população de Glória.



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16/03/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 17/03




Em 17/03/1997 era fundado o Círculo de Pais e Mestres da Escola Municipal de 1º Grau Arnaldo José Diel




Círculo de Pais e Mestres da Escola Municipal de 1º Grau Arnaldo José Diel – Fundado em 17/03/1997 e registrado em 07/05/1997, sendo presidente Vilson Beutler e vice-presidente Lauro Stein, o objetivo é proporcionar a participação da família na escola e a escola na comunidade, com sede na Linha Lenz, em Estrela.



Em 17/03/1990 era fundado a Escola Municipal de Educação Infantil Cantinho do Lar




Escola Municipal de Educação Infantil Cantinho do Lar - Creche na cidade de Estrela, na Rua João Alberto Rohenkohl, 727, Bairro Auxiliadora.
Fundada em 17/03/1990, com o nome de Creche Municipal Lar Infantil, iniciou com 17 crianças, distribuídas entre as turmas de Maternal e Jardim, sob a direção da educadora Haidy Brandão.



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15/03/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 16/03




Em 16/03/1990 era fundado a Associação dos Moradores do Bairro Pinheiros - Ambapi




Associação dos Moradores do Bairro Pinheiros - Ambapi – Fundada em 16/03/1990, foi registrada em 26/06/1990, sendo presidente Danilo Inácio Eidelwein, tendo como objetivo o desenvolvimento e bem-estar social do Bairro Pinheiros, em Estrela.



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14/03/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 15/03




Em 15/03/1959 era fundado a Escola Normal Rural Estrela da Manhã




Em 15/03/1959, a Arquidiocese de Porto Alegre inaugurou a Escola Normal Rural Estrela da Manhã, mantida pela Mitra Arquidiocesana, em convênio com o governo estadual.
Além do Arcebispo Dom Vicente Scherer, estavam também o secretário estadual de Educação e Cultura, deputado José Mariano de Freitas Beck, representando o governador Leonel Brizola, o prefeito Aloísio Schwertner e diversas autoridades.
Nos
discursos do Arcebispo, que rezou a missa campal e deu a bênção inaugural, do pároco de Estrela, Côn. Hugo Sereno Volkmer e de Armindo Heinen, secretário municipal.



Em 15/03/1920 era fundado a E. E. de 1º Grau Vidal de Negreiros




Em 15/03/1920 foi instalado o Grupo Escolar do Município de Estrela, hoje E. E. de 1º Grau Vidal de Negreiros.
Em julho de 1939, foi denominado de “Grupo Escolar Vidal de Negreiros” por sugestão da professora Robertina Pereira, então diretora e grande admiradora dos feitos de André Vidal de Negreiros, na Epopéia Holandesa, nome oficializado em 07/06/1940.



Em 15/03/1944 era fundado a Escola Municipal de 1º Grau Incompleto Maurício Cardoso




Escola Municipal de 1º Grau Incompleto Maurício Cardoso - Iniciou com o nome de Escola 10 de Novembro, localizada na linha Santa Rita (de Cássia), a primeira da localidade, fundada em 15/03/1944.
João Kern foi seu primeiro professor e diretor.



Em 15/03/1965 era fundado a Sociedade Esportiva Boa União




Sociedade Esportiva Boa União – Fundada em 15/03/1965 e registrada no Cartório de Estrela, em 05/12/1978, tendo como presidente Otelmar J. Diedrich e vice-Presidente Waldemar Francisco Hauschild.
Tinha como objetivo a prática do futebol, com sede no Bairro Boa União.



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11/03/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 12/03




Em 12/03/1951 era fundado o Círculo Operário Estrelense




Círculo Operário Estrelense – Fundado em 12/03/1951, o primeiro presidente foi Pedro Francisco da Costa.
Ao ser registrado em 02/07/1953, tinha como presidente João Antônio dos Santos e vice-presidente Joaquim Cardoso.
O objetivo é prestar todo o gênero de benefícios e defesa aos seus associados, com sede na cidade de Estrela, na rua Dr. Tostes, 87.




Em 12/03/1988 era fundado a Associação dos Moradores do Bairro Moinhos




Associação dos Moradores do Bairro Moinhos – Fundado em 12/03/1988, foi registrado em 15/09/1988, sendo presidente Clóvis Nascimento, objetivando o desenvolvimento cultural, esportivo e social dos moradores do bairro, com sede no bairro de Moinhos.



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09/03/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 10/03




Em 10/03/1990 era fundado o Centro de Tradições Gaúchas Raça Gaudéria




Centro de Tradições Gaúchas Raça Gaudéria – Fundada em 10/03/1990, foi registrado em 20/07/1990, sendo presidente Euclides Kummer e vice-presidente José Jorge F. Junqueira.
É uma entidade recreativa que proporciona entretenimento de cunho sócio-cultural, esportivo, voltado à cultura do povo gaúcho Com sede na BR-386, em Estrela, depois teve como patrão Elmo Luís Diedrich.



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04/03/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 05/03




Em 05/03/1996 era fundado a Associação de Defesa do Consumidor de Estrela - Adecom




Associação de Defesa do Consumidor de Estrela - Adecom – Fundada em 05/03/1996, foi registrada em 29/03/1996, sendo presidente Hélio Porto Sousa, com o objetivo de ativar a defesa do consumidor e do exercício da cidadania, com sede em Estrela.



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28/02/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 01/03




Em 01/03/1990 era fundado a Associação Comunitária e Esportiva dos Moradores do Bairro Imigrantes de Estrela - Acembie




Associação Comunitária e Esportiva dos Moradores do Bairro Imigrantes de Estrela - Acembie – Fundada em 01/03/1990 e registrada em 24/05/1990, sendo presidente Paulo Roberto Severo de Araújo, a sociedade tem caráter civil, representativa, educativa, beneficente e esportiva, com sede no Bairro Imigrantes, em Estrela.



Em 01/03/1895 era fundado o Centro Comunitário Linha Lenz




Centro Comunitário Linha Lenz – Fundado em 01/03/1895, foi registrado no Cartório de Estrela em 02/04/1975, sendo presidente Luiz Evaldo Sulzbach e vicepresidente Arno Lenhard.
A finalidade era manter uma escola primária em Linha Lenz e promover recreação para crianças jovens e adultos, cultura, arte e, especialmente, o canto, com sede em linha Lenz.



Em 01/03/1898 era fundado a Escola Municipal de Ensino Fundamental Pedro Jorge Schmidt




Escola Municipal de Ensino Fundamental Pedro Jorge Schmidt - Educandário municipal de 1º grau no distrito de Delfina, em Estrela.
Iniciou como Escola Particular Linha Delfina, mantida pela Sociedade Escolar Linha Delfina (V.), fundada em 01/03/1898, registrada apenas em 21/11/1973, quando era presidente Reinaldo Silvestre Mallmann.
O objetivo era construir o prédio, mobiliá-lo e pagar os professores da escola comunitária.
Na falta de fontes anteriores, a escola tem como data de fundação 19/05/1906, quando assumiu as aulas João Schmidt, seu primeiro diretor, até 1916, quando entregou a escola para seu filho Pedro Jorge Schmidt.
No ano seguinte, estava com 56 alunos. Em 1921, noutro turno, lecionava também na escola de Santa Rita, onde tinha 36 alunos.
Foi diretor por 38 anos, até 1954. Seguiram como professores e diretores: José Bertoldo Petter, de 1955 a 1960; Osvino Hauschild, de 1961 a 1962; Roque Plentz, de 1963 a 1965; Alfredo Inácio Barth, de 1966 a 1968; Harda Weidlich, de 1969 a 1970; Maria Gládis Mallmann, em 1970; Olga Maria Scheeren, em 1973; Olga Rejane da Silva Sanhudo, de 1974 a 1982; Elaine Teresinha Schmidt, de 1983 a 1986; Maria Beatriz Plentz, de 1987 a 1990; Lísia Maria Fell, em 1991; Beatriz Terezinha Collett, em 1992 e João Pedro Schmidt, de 1993 a 2001.
Em 03/09/1995, foram inauguradas as novas dependências da escola, tendo 308,60m².
Em 2002, atendidos por 12 professores e 7 funcionários, a escola abrigou o total de 248 alunos, provenientes das comunidades de São Luís, Figueira, Arroio do Ouro, Porongos, Santa Rita e São Jacó.
Além das aulas no Laboratório de Informática, faz parte do currículo aulas de técnicas agrícolas, com práticas em canteiros na horta e viveiros no pomar.
O objetivo é motivar a horta, jardim e pomar caseiros da família da comunidade escolar.
As hortaliças ainda abastecem a Cozinha Central do Município, enriquecendo a merenda escolar nas escolas e creches municipais.
Através de projeto do Meio Ambiente, os viveiros fornecem 75.000 mudas de flores e plantas, por ano, para o embelezamento das avenidas, ruas e praças da cidade, bem como pátios de escolas e creches.
A escola tem se destacado na região pela interação entre comunidade, professores e administração municipal.



Em 01/03/1955 era fundado a Escola Técnica do Comércio Cristo Rei




Escola Técnica do Comércio Cristo Rei - Educandário profissionalizante em Estrela, fundada em 01/03/1955, sob a direção dos Irmãos Maristas.



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27/02/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 28/02




Em 28/02/1963 era fundado a Sociedade Escolar São Luís




Sociedade Escolar São Luís – Fundada em 28/02/1963 e registrada no Cartório de Estrela, em 20/04/1971, tendo como presidente Gabriel João Klafke.
O objetivo da sociedade era manter uma escola primária na Linha São Luís.



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26/02/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 27/02




Em 27/02/1997 era fundado o Círculo de Pais e Mestres da Escola Municipal de 1º Grau Delfina




Círculo de Pais e Mestres da Escola Municipal de 1º Grau Delfina – Fundado em 27/02/1997, foi registrada em 05/05/1997, sendo presidente Sílvio Carlos Gregory, com o objetivo de colaborar na assistência e formação do educando por meio de aproximação dos pais, alunos e professores.
A sede é na Linha Delfina, em Estrela.



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25/02/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 26/02




Em 26/02/1988 era fundado a Associação dos Moradores do Bairro das Indústrias - Ambi




Associação dos Moradores do Bairro das Indústrias - Ambi- Fundada em 26/02/1988, foi registrada em 09/02/1989, sendo presidente Nardi Afonso da Silva e vicepresidente Ari Vognach, com o objetivo de desenvolver o bairro, o bem-estar social e proporcionar aos associados atividades cívicas, recreativas, culturais e assistenciais, com sede no bairro das Indústrias, em Estrela.



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20/02/2013 - Datas comemorativas de amanhã, dia 21/02




Em 20/02/1995 era fundado a Associação dos Vereadores do Vale do Taquari - Avat




Associação dos Vereadores do Vale do Taquari - Avat - A primeira tentativa foi em 21/02/1967, quando vereadores do “Alto Taquari” se reuniram no Parque de Exposições 20 de Maio, em Estrela, para mostrar ao governo que o Vale do Taquari não é só bom para arrecadar impostos e trazer votos em período eleitoral, mas que merece ser lembrado na composição do secretariado, postos governamentais e mais retorno em benefícios aos seus municípios.
Em ato presidido pelo vereador Renato J. Wagner, presidente da Câmara de Estrela, e secretariado pela vereadora Ledi Schneider, de Teutônia, a nova entidade foi fundada em 26/09/1986, em Estrela.



Vinte e um (ou 21) de Fevereiro



Vinte e um (ou 21) de Fevereiro – Nome de rua que ainda não existe.
É uma sugestão para lembrar 21/02/1882, quando foi instalado o Município de Estrela e iniciou sua autonomia administrativa, separando-se de Taquari.



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19/02/2013 - Data comemorativa de amanhã, dia 20/02




Em 20/02/1995 era fundado a Igreja Assembléia de Deus União Pentecostal




Igreja Assembléia de Deus União Pentecostal – Dissidência da Igreja Assembléia de Deus, fundada em 20/02/1995, com sede no Bairro de Moinhos, em Estrela.



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18/02/2013 - Data comemorativa de hoje, dia 18/02




Em 18/02/1991 era fundado a Sociedade de Abastecimento de Água São Luís




Sociedade de Abastecimento de Água São Luís – Fundada em 18/02/1991 e registrada no Cartório de Estrela, em 16/01/1992, tinha como objetivo distribuir água potável e prestar serviços da rede hidráulica.
Era presidente Anselmo Thomé, com sede na Linha São Luiz, em Estrela.



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03/02/2013 - Data comemorativa de hoje, dia 03/02




Em 03/02/1988 era fundado a Sociedade de Abastecimento de Água de Linha Delfina




Sociedade de Abastecimento de Água de Linha Delfina – Fundada em 03/02/1988 e registrada no Cartório de Estrela, em 19/02/1990, com Pedro Carlos Collet, como presidente, para distribuir a água potável aos moradores da Linha Delfina.



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02/02/2013 - Data comemorativa de hoje, dia 02/02




Em 02/02/1969 era fundado o Esporte Clube Cruzeiro




Esporte Clube Cruzeiro – Fundado em 02/02/1969, foi registrado em 17/12/1970, sendo presidente Ignácio Nicolau Hoss.
O objetivo era a prática do futebol, podendo estender suas atividades aos demais esportes, além de incentivar a cultura intelectual dos associados - conforme Diário Oficial, de 14/05/1970, com sede na Linha Novo Paraíso.




Em 02/02/1999 era fundado a Igreja Assembléia de Deus Pentecostal Unida do Brasil




Igreja Assembléia de Deus Pentecostal Unida do Brasil – Dissidência da Igreja Evangélica Assembléia de Deus, foi fundada em 02/02/1999, com sede no Bairro Marmitt.
É a mesma que Igreja Pentecostal Unida no Brasil



30/01/2013 - Limpeza no Zigue-Zague!




Esta semana esta sendo realizado o serviço de limpeza no antigo Zigue-Zague, área onde esta projetado a criação de uma praça.
No ano passado foi anunciado a revitalização da área, pela então Secretária da Cultura, Belkis Carolina Calsa, transformando-a em praça e aproveitando dois lances do antigo zigue-zague, preservando a nossa história.


Zig-Zag Zig-Zag Zig-Zag Zig-Zag Zig-Zag Zig-Zag Zig-Zag Zig-Zag


Assim era o Zigue-Zague



Zig-Zag

Zigue-Zague que iniciava junto a alfaiataria do seu André Scheibel (meu avô), no final da rua 13 de Maio, e terminava nos fundos da Polar, encurtando assim o acesso dos pedestres do centro para a praia (Rua Arnaldo J. Diel).


Texto e fotos: João André Mallmann
Foto Zigue-Zague do acervo digital do site nossadica



Nossa História SER Aimoré

09/01/2013 - Data comemorativa de amanhã, dia 10/01




Em 10/01/1958 era fundado a Sociedade Esportiva e Recreativa Aimoré




Sociedade Esportiva e Recreativa Aimoré - Entidade social e desportiva em Estrela, na Linha Delfina, fundada em 10/01/1958 e registrada no Cartório de Estrela, em 24/07/1984, tinha como presidente Auri Pedro Mallmann, com o objetivo da prática do futebol amador e recreação em geral.



Nossa História

Em 2005 a Casa de Cultura apresentava aos vereadores a proposta de criação de um Memorial




José Renato Schneider

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Nossa História

Balduíno Mallmann constrói Porto




Balduíno Mallmann


Balduíno Mallmann foi empresário comercial em Cruzeiro do Sul.
Nasceu em 24/02/1883, em Estrela, nono filho de Paulo Mallmann e Elisabete Kern.
Atravessou o Rio Taquari e montou uma Casa Comercial, na Linha Bom Fim, com comércio de produtos coloniais, trapiche e maxambomba, complexo conhecido por Porto do Mallmann.
Casou-se em 18/09/1900, em Estrela, com Matilde Scheibel, tendo 12 filhos: João Pedro (casado com Fridalina Scheeren, 12 filhos), Filippe Frontino (casado com Othília Schneider, 5 filhos), Carlos Francisco (casado com Paula Goetz, 4 filhos), Aloysio Antônio (casado com Hilária Eckert, 6 filhos), Arlindo Carlos (casado com 1 Helma Ely, 2 filhos, casado com 2 Iracema Eckert, 1 filha), Avelino Albino (casado com 1 Noêmia Schroeder, 2 filhos, casado com 2 Íris Geovanini, 2 filhos), Ana Maria (* 1905, casada com Lindolfo Wendt, 11 filhos), Josefina (casada com Arthur Eckert, 8 filhos), Cecília Olinda Maria (casado com Edgar Bohn, 3 filhos), Maria Lucia (casada com Loribaldo Mallmann, 2 filhos), Leonilda (casada com Edwino Marmitt, 4 filhos) e Otavio (faleceu criança). São dados de Orestes Mallmann.
Por alguns anos, os seis filhos se dedicaram ao mesmo comércio do pai, conforme foto de 1936.
Depois, estabeleceu a empresa Balduíno Mallmann & Filho, em 1944, em São Miguel. Este filho era o João Pedro.
Mais tarde, o porto foi adquirido por Torquato da Rocha Jacques.
O prédio, hoje, pertence ao Dr. José Sílvio Curvello.
Balduíno foi líder político do Partido Libertador. Participou da caravana de políticos em Tamanduá em 13/11/1935, testemunhando o assassinato de Orlando Fett.
Foi um crime de caráter político, praticado por Álvaro Clímaco Machado Ribeiro, um dos líderes do Partido Republicano Liberal, fundado por Flores da Cunha.
Balduíno faleceu em 29/04/1948, em Cruzeiro do Sul, onde é homenageado com nome de rua, na Vila Célia, conforme Lei municipal nº 71, de 25/10/1967.
Trata-se de uma travessa, ligando a Rua João Raphael Azambuja à Rua Adelino Lopes da Silva.


Foto: Seis filhos de Balduíno Mallmann: João Pedro, Filipe Frontino, Carlos Francisco, Aloysio Antônio, Arlindo Carlos e Avelino Albino, conforme revista Der Familienfreund, de 1936.
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Texto extraído do blog abrindobaudoschierholt.blogspot.com.br



Nossa História

Sanga e Salão dos Fell




Sanga dos Fell


Fell é o nome de uma sanga, cuja ponte está na foto, publicada no Vol. I do livro O Rio Grande do Sul, de Alfredo R. da Costa, em 1922, página 371.
Deve-se este nome a um dos pioneiros da localidade, talvez Pedro Fell.
Pedro Fell foi um dos pioneiros da Linha Glória, em Estrela, estabelecido lá por 1865.
Seus filhos Estêvão (nascido em 1853) e João (nascido em 1855) foram eleitores em Estrela, em 1890.
Situado junto à estrada que de Glória vai a Porongos, por muitos anos o Salão dos Fell promovia bailes e encontros familiares.
Talvez, seja o mesmo Pedro Fell, nascido em 1829, em Kollweiler, Alemanha, vindo ao Brasil em 06/01/1848, filho de Andreas Fell e de Elisabeta Urschel (casada em segundas núpcias com Jacó Lenhard), casado com Margarida Weber, falecido em 22/04/1900, em Maratá.

Ponte sobre a Sanga Fell, Estrela, em 1921.
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Texto extraído do blog abrindobaudoschierholt.blogspot.com.br



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José Alfredo Schierholt




José Alfredo Schierholt



Filho de Franz Wilhelm Schierholt e Anna Agnes Kloppenburg, ambos falecidos. Nasceu em 23-11-1934, em Bagé, distrito de Rio Negro, hoje Hulha Negra.
Concluído o primário em Rolante, cursou o seminário menor em Pelotas e Santo Ângelo, o noviciado em Maravilha (SC), filosofia e teologia em Passo Fundo, onde foi ordenado em 10/12/1961.
Exerceu o ministério em Santo Ângelo, Rolante e David Canabarro, onde ingressou no magistério estadual, em 1969.
Laicizou-se em 21/05/1971 e casou-se com Renê Alievi, em 08/12/1971, tendo os filhos Leandro, Saionara (advogados) e Andréia (estudante).
É licenciado em filosofia pela Universidade de Passo Fundo, com pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior pela UNISINOS.
Transferiu-se para Lajeado, em 05/04/1971, onde foi professor no Colégio Estadual Presidente Castelo Branco e na Escola Estadual Irmã Branca.
Lecionou Filosofia na Escola Madre Bárbara e História na Universidade de Passo Fundo, em cursos de extensão em Estrela, e na Universidade de Caxias do Sul, em cursos de extensão na FATES, onde atuou, de 1976 a 1994.
Aposentou-se em 10/05/1999.
Jornalista profissional nº 1375, em 1-1-1959, iniciou no DIÁRIO DA MANHÃ, em Passo Fundo, onde, no mesmo ano, fundou e dirigiu o jornal O UNIVERSITÁRIO.
Atuou no JORNAL DE LAJEADO, de 1973 a 1976. Fundou e dirigiu o JORNAL DA FATES, de julho de 1992 a agosto de 1994.
Em 01/06/1978, entrou em O INFORMATIVO DO VALE, onde tem a coluna semanal A Enciclopédia do Vale do Taquari, desde 15/03/2007.
Desde 29/04/2006, tem a página semanal Abrindo o Baú em A HORA do Vale.
Em 1999, foi produtor cultural na TVE.
Em 18/04/1986, fundou o Instituto Histórico e Geográfico do Vale do Taquari, seu presidente até 11/11/2007.
Em 1986, recebeu o Prêmio Alicerce Cultura, do Grupo Independente - e o Título de CidadãoLajeadense, como penhor de reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à comunidade lajeadense, conferido pela Câmara de Vereadores, em 20/12/1993.
Foi patrono da 5ª Feira do Livro, em 2010 e Pirâmide da Sesmaria Culturaal na 7ª Feira do Livro de Dom Pedrito, em 2011.
É sócio-correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul; membro da Academia de Letras dos Municípios do Rio Grande do Sul, na Cadeira 234, em 10/04/2003.
É sócio-fundador da Academia Literária do Vale do Taquari, em 4-10-2005, seu 1º tesoureiro, até 07/04/2010.


José Alfredo Schierholt publicou o livro Estrela Ontem e Hoje - História do município de Estrela, com 464 páginas e 23 fotos, em 2002.
E em 2005 lançou o livro virtual Dicionário de Estrela.


José Alfredo Schierholt

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Imagem da edição do jornal Nova Geração de 1981



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José Itamar Horn um carnavalesco e o seu trioelétrico




José Itamar Horn - Funcionário público municipal desde 1973, foi secretário municipal do Esporte e Lazer em Estrela, na primeira administração de Leonildo José Mariani e de Günther Wagner, tendo fundado a Banda Municipal de Estrela.
Atuando no setor de Engenharia, Biti, como é mais conhecido, fez o projeto do Parque Princesa do Vale, em fevereiro de 1995 e executou suas obras, desde a terraplenagem até a iluminação pública, inaugurada em 18/05/1996.
Biti sempre foi um carnavelesco atuante e no ano de 1989 surgiu com um carro alegórico que se apresentou em toda a região, que ele nomeu de "Som do Velho Biti" ou "Banda de Lá".


José Itamar Horn José Itamar Horn José Itamar Horn José Itamar Horn José Itamar Horn José Itamar Horn José Itamar Horn José Itamar Horn


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André Scheibel




André Scheibel André Scheibel André Scheibel André Scheibel

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Imagem de edições do jornal Nova Geração



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Rádio Farroupilha e Flávio Alcaraz Gomes em Estrela




Rádio Farroupilha

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Imagem da edição do jornal Nova Geração de 1981



Nossa História


Paulo Horn completa 80 anos




Quem não lembra do radialista Jacó, o Paulinho Horn, que fazia o programa Manhãs Alegres na rádio Alto Taquari junto com a Frida.
Pois nesta segunda-feira ele está completando 80 anos.
Parabéns Paulo Horn!!!


Paulo Horn Paulo Horn Paulo Horn

Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Foto 2 gentilmente cedida por Waldir Sudbrack ao acervo digital do site nossadica



Nossa História


Jacob Müller




Jacob Müller



Jacob Müller – Nome de estrada municipal em Estrela, conforme Lei nº 3.706, de 11/07/2003.
O prenome deve ser aportuguesado para Jacó. Quem é o homenageado?. A História de Estrela registra um Jacó Müller como primeiro agente de Correios em Estrela, nomeado em 24/02/1882, até 1888.
Seu homônimo foi seleiro em Estrela, conforme Livro dos Eleitores de Estrela, de 1890, líder federalista (1893-1895). * 05/12/1854, São Leopoldo, + 27/08/1932, f. Frederico Müller, casado com Hulda Müller (* 17/04/1887, + 02/11/1969), tendo os filhos: Jacó Joaquim Reinaldo, Alfredo F., Carlos Willy e Selma (casada com Ricardo Zuther).
Como se vê, este segundo Jacó (Joaquim Reinaldo), casado com Edite Helka Müller, é pai do Dr. Lauro Reinaldo Müller.



04/01/2014 - Acervo digital do site nossadica atinge o número de 11.000 fotos antigas de Estrela




nossadica



04/01/2014 - O ano de 2013 já pode ser visto na íntegra no site www.nossaestrela.com.br





A disposição da comunidade estrelense desde 2007, o site nossadica tem se notabilizado por uma comunicação social, praticamente em tempo real dos fatos e acontecimentos.
Trata-se de uma mídia onde as entidades de Estrela divulgam eventos e realizações, contando sempre com espaço para divulgarem sua atividades.
Tem sido também um ambiente onde o cidadão estrelense encontra história, cultura, esportes e lazer.
Buscando de maneira continua ampliar um conjunto de possibilidades para atender as crescentes demandas dos internautas o site www.nossadica.com.br criou no dia 9 de agosto de 2012, mais um produto na linha do site nossadica.
Trata-se do www.nossaestrela.com.br, um espaço virtual onde o usuário pode acessar e encontrar tudo que já foi disponibilizado pelo site nossadica, de 2007 até os dias atuais, transformando-se em alternativa para pesquisas.

E hoje foi atualizado com mais quatro meses, ampliando o material para consulta e se mantendo como uma fonte atualizada da nossa história recente.

Com a atualização de hoje o site www.nossaestrela.com.br
chegou a 40.000 fotos




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Nossa História


Júlio Carlos Lohmann o "Pai da Acácia"




Júlio Carlos Lohmann



Júlio Carlos Lohmann - Nome de rua em Estrela, conforme Lei nº 1.734, de 10/11/1981.
Paralela à Rua Edmundo Alfredo Steyer, com 7 quadras de extenção, liga a BR-386 à Av. Guilherme Siepmann, no Bairro Pinheiros.
É uma homenagem ao pioneiro da cultura da acácia-negra, em grande escala no RS, por isso cognominado "Pai da Acácia".
A existência de algumas árvores na propriedade do seu amigo Emílio Scharb, com a informação da procedência das sementes da África do Sul, uniu-se a Artur Buchmann para importar 10 kg de sementes de Natal, África do Sul, em 1929, conforme Correio do Povo, de 08/07/1970 e 30/08/1981.
As plantas se espalharam não somente na sua lavoura na Chacrinha, em Arroio do Ouro, mas por toda a parte, especialmente nas proximidades de curtumes, como Montenegro e Portão.
O primeiro corte se deu em 11/02/1935, o que barateou o processo de curtimento de couros.
Foi vice-presidente da União Colonial e membro da diretoria da Associação Rural de Estrela.
* 10/11/1879, em Novo Paraíso, Estrela, + 16/01/1941, em Tramandaí.
Filho de Friedrich Lohmann e Susana Regina Schnack.
Casou em 12/07/1905, com Anna Essig (* 16/05/1880, na Picada Filipe Essig, + 11/02/1937, em Estrela, filha de Filipe Essig e Ana Catarina Jaconine Jung).


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Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



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Nils Persson & Ltda. empresa que confeccionou a mesa do Prefeito




Nils Persson & Ltda. - Empresa industrial em Estrela, fundada em 1889, com fábrica de móveis de luxo.
A mesa no gabinete do prefeito municipal é sua obra de arte, em perfeito estado de conservação e uso.
Produzia armários, cadeiras, quartos, cozinhas, salas de jantar, varandas, carrocerias para caminhões e ônibus, moinhos hidráulicos.
Administrava construções de prédios, segundo uma revista publicitária das olimpíadas de Estrela, em 1936.
Eram sócios F. Leopoldo Dexheimer e Erick Persson.

Nils Augusto Persson – Escultor e especialista em móveis.
Ao vir da Suécia, instalou-se em Novo Paraíso, com uma fabriqueta de móveis, em 1889, transferindo-se para a vila de Estrela em 1912, fundando a empresa Nils A. Persson & Cia. - Fábrica de Móveis, Cadeiras, etc. - Movida à eletricidade - Fundada em 1912 - conforme Álbum Comemorativo do Cinqüentenário do município, 1916, página 119, onde grafa Person, com um s.
Em 1915, construiu a oficina de seu estabelecimento industrial, na Rua Coronel Brito, sendo seu sócio gerente. * 08/03/1862, na Suécia, + 15/11/1922.
Casado com Felisbina Trentini (* 12/01/1873, + 16/05/1951).
Por vários anos, os filhos mantiveram a mesma empresa.


Nils Persson & Ltda Nils Persson & Ltda


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Fonte: Dicionário de Estrela de José Alfredo Schierholt



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Em 1998 o Governador Antônio Britto veio a Estrela para inaugurar mais um Loteamento Popular




Loteamentos Populares Loteamentos Populares


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Imagens extraídas do jornal Nova Geração



Nossa História


Em 1998 o Cristo Rei torcia pelo Brasil na Copa do Mundo




Cristo Rei


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Saiba um pouco mais sobre a história do pórtico junto ao trevo de Estrela




Portico Portico Portico Portico Portico Portico


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Diversas imagens foram extraídas de edições do jornal Nova Geração



Nossa História


A foto de 1969 mostra o primeiro mercado IMEC em Estrela




Nenhum dos prédios que aparecem na foto ainda existem.
A esquerda aparece um pouco da residêrncia dos Vier (esquina da rua 13 de Maio com a rua Tiradentes, hoje um terreno baldio), o prédio da IMEC e ao lado (a direita) a residência de Nilo e Lori Ruschel.


IMEC


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Imagens extraídas de edição do jornal Nova Geração



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Em 1976 fusca tenta "escalar" poste




Fusca


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Em 1994 o árbitro de futebol Altemir Hausmann dava mais um passo importante em sua carreira




Altemir Hausmann


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Em 1994 Andreza Nunes doava uma tartaruga para o chafariz da praça Mena Barreto




Andreza Nunes


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Em 1993 protesto tentava impedir o asfaltamento da rua Júlio de Castilhos




Júlio de Castilhos Júlio de Castilhos Júlio de Castilhos


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Em 1993 Estrela realizava prova de Carro de Lomba




Carro de lomba Carro de lomba


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Em 1992 Estrela apresentava projeto de uma nova ponte sobre o Rio Taquari entre Estrela e Lajeado




Ponte Estrela/Lajeado Ponte Estrela/Lajeado


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Imagens extraídas de edição do jornal Nova Geração de 1992



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Imagens de Estrela




Estrela Estrela



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Teixerinha iniciou sua carreira em Estrela




Vítor Mateus Teixeira


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Vítor Mateus Teixeira – Músico, compositor e ator. * 03/03//1927, na Mascarada, em Rolante, de família muito pobre.
Por isso, não foi logo registrado seu nascimento, o que aconteceu depois, em Porto Alegre, quando já moço, para obter sua identidade.
Já na infância, duas tragédias o marcaram para sempre.
Aos seis anos de idade, perdeu o pai, vítima de um ataque cardíaco.
Quando tinha nove anos, sua mãe, que sofria de epilepsia, caiu sobre o fogo de chão e morreu queimada.
Criança, perambulou em casa de parentes, igualmente pobres.
Bem moço, iniciou a vida sozinho em Porto Alegre, vendendo balas, entregando viandas, trabalhando em pensões de estudantes, onde aprendeu a tocar violão e começou a cantar, escrever versos, declamar e trovar.
Com Gildo de Freitas, apresentava trovas em rádios do interior, vindo também para a Rádio Alto Taquari de Estrela, lá por 1954.
Dois anos depois, iniciou no Auditório da Rádio Independente, em Lajeado o programa As Manhãs Gaúchas.
O aumento da audiência em rádio o requisitava sempre mais.
Seu estouro foi em Passo Fundo, onde se casou com Zoraida em 1958, encarregada de cuidar da barraca de tiro ao alvo que ele comprara.
De lá, foi levado para São Paulo, no ano seguinte e lançou o drama vivido como órfão, em Coração de luto, de sucesso nacional, mas ridicularizado pela crítica de colarinho engomado.


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Fonte: Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



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Parque de Exposições




Em 1991 era anunciada a aquisição de área para Parque de Exposições


Parque de Exposições


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Imagens extraída do jornal Nova Geração



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Antigos nomes das ruas de Estrela




Antigos nomes das ruas de Estrela


Com pinta de cidade, houve uma importante alteração de numeração das casas em Estrela.
Durante décadas, a enumeração das casas numa rua era feito de acordo com a construção que ia surgindo.
Assim, por exemplo, a Fábrica de Cerveja Estrela estava na Rua Marechal Deodoro n.º 16, o que significava ser a 16ª construção naquela rua.
Cada nova construção alterava o número do endereço, fenômeno que ocorria também em outros centros urbanos.
Atribuir a numeração das casas pelo critério da metragem, desde o início da rua, com o número par à direita e ímpar, à esquerda, é modernização.
No decorrer dos seus 120 anos de sede municipal, efetivamente instalada, Estrela alterou a denominação da maioria de suas antigas ruas.
Quiçá tenha sido Pércio de Oliveira Freitas quem maiores alterações tenha feito, nessa área, pelo Ato Municipal n.º 20, de 18/04/1899, segundo Lothar Hessel.


Os primitivos nomes de ruas estrelenses eram:
Rua Pinheiro Machado - Rua da Praça
Rua Júlio de Castilhos - Rua da Igreja
Rua Fernando Abbott - Rua da União
Rua Tiradentes - Rua do Arroio
Rua Ernesto Alves - Rua São Miguel
A antiga rua da Ladeira ou rua da Praia passou a ser chamada rua Deodoro da Fonseca, mais tarde, substituída, felizmente, pelo nome atual de rua Arnaldo José Diel.
Nenhum desses personagens tinha algum vínculo com Estrela.
Mas, a ditadura castilhista impôs a denominação de seus líderes políticos, a maioria vivos e detentores do Poder, para que fosse cultivado o personalismo político, na época, denominado civismo.
Entre as supracitadas ruas que correm de norte a sul, havia uma rua da Entrada, que o intendente mudou para 18 de Outubro, denominação alterada em 1909 para rua Coronel Müssnich, em homenagem a Nicolau Müssnich, que havia falecido em 30 de setembro do mesmo ano, no cargo de intendente eleito.

Outras alterações ainda fazem parte de antigo núcleo urbano, de direção leste-oeste, como:
Rua Chachá Pereira - Rua Boa Vista
Rua Venâncio Aires - Rua Arroio do Ouro
Rua Marechal Floriano - Rua Novo Paraíso
Rua Coronel Flores - Rua Santo Antônio
Rua 13 de Maio - Rua Direita
Rua 15 de Novembro - Rua São Gabriel
Rua Geraldo Pereira - Rua São Jacó
Rua General Osório - São José
Rua 14 de Julho - Rua Santa Rita
Rua da Estrela - Rua 7 de Setembro, desde 1903, rua Doutor Tostes.
Praça Santo Antônio - Praça Benjamin Constant - hoje, Praça Mena Barreto
Quanto à denominação de logradouros públicos, algumas considerações podem ser feitas.
Segundo o mapa do perímetro urbano de Estrela, que nos foi entregue pela Prefeitura em 02/07/2001, há em Estrela 275 denominações de vias públicas, sendo oito praças, quatro travessas, quatro estradas e apenas duas avenidas: Rio Branco e Guilherme Siepmann.
Dentre as 275 denominações, apenas 18 homenageiam a mulher, e mais três nomes de santas.
A mulher estrelense tem apenas 7.5% dessas homenagens.


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Fonte: Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



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Praça "da Matriz"




Desde 1882, a praça denominava-se Praça Santo Antônio, alterado para Praça Benjamin Constant, em 1899.
Mena Barreto - O homenageado é o fundador da cidade de Estrela e de Linha Glória.


Cinema Hirtz - O primeiro cinema de Estrela e talvez da região.
Funcionava no Pavilhão Municipal, junto à Praça Benjamin Constant, hoje Mena Barreto, sob a direção de Albino Bohrer.
As exibições ocorriam nas quartas-feiras, sábados e domingos.


Carlos Leopoldo Schüller – Comerciante em Estrela, onde tinha um restaurante, na praça Benjamin Constant, com toda qualidade de bebidas, - confeitos, frios – cigarros – fumo – Chopp Centenário - conforme O Paladino, de 07/09/1922.


No decorrer dos anos teve Pontes Filho o cuidado de oferecer alguns melhoramentos na praça Benjamin Constant.
Na sua Mensagem Intendencial de 12/10/1921 mencionou a reforma e pintura de bancos, construindo mais 12 bancos novos no logradouro público, cada vez mais procurado pela nossa população urbana e onde os forasteiros se comprazem, freqüentando-o assiduamente.
Em 05/01/1924, inaugurou um Coreto na Praça Benjamin Constant, para execução de concertos e música ao povo.


Praça Praça Praça Praça



Conforme o Relatório do 2º ano de administração, AUGUSTO FREDERICO MARKUS, apresentado ao Conselho Municipal em 20/10/1930, com 74 páginas.
Ele fez a reforma da Segunda parte na Praça Benjamin Constant (hoje Mena Barreto), substituindo os velhos plátanos por árvores de ornamentação.


Praça Praça Praça



Abrigo Municipal - Imóvel de alvenaria, construído pelo prefeito Dr. Cláudio de Toledo Mércio, inaugurado em 01/05/1943, defronte à Prefeitura, na Praça Benjamin Constant.
Além de estação rodoviária, serviu também para abrigar a ACIE, Associação Rural de Estrela e, depois, a Rádio Alto Taquari de Estrela.
O grande público dele se serviu como ponto de referência, bar, restaurante e barbearia.
Em torno de três décadas depois, foi demolido.


Praça Praça Praça Praça Praça Praça Praça Praça Praça Praça



Na Praça Benjamin Constant, defronte à igreja matriz de Estrela, foi inaugurado o monumento em homenagem a Antônio Vítor Sampaio Menna Barreto, em 21/05/1988.
Obra dos artistas plásticos Wik e Branca Sulzbach, o monumento lembra o fundador da cidade de Estrela.
A Associação Estrelense de Porto Alegre sugeriu que o nome da praça fosse alterado, sugestão aprovada pela Câmara de Vereadores, cujo presidente Renato Wagner leu na solenidade de inauguração o teor da lei que denomina Praça Antônio Vítor Sampaio Menna Barreto ao logradouro público.
O descerramento da placa alusiva foi efetuado pelo juiz de Direito Dr. Aramis Nassif e pela professora Hilda Menna Barreto, neta do homenageado.


Praça Praça



Vistoso é o monumento na mesma praça, diante da Prefeitura Municipal, lembrando os 75 anos de emancipação política de Estrela, inaugurado em 21/05/1951.
É uma homenagem dos municípios de Lajeado, Arroio do Meio e Encantado, emancipados de Estrela.
Foi esquecido Guaporé, por desconhecer a história.

Praça



Outros "monumentos" também devem ser mencionados, como o memento em homenagem à Mãe estrelense, com as seguintes inscrições:
E aquela menininha, sem mãe, perguntou: Para que servem as mães? Responderam-lhe: as mães servem para dar, as mães dão, dão tudo, dão sempre, sem pensar em si mesmas. As mães simplesmente dão-se...
Homenagem à mãe - 11/05/1958 - Rotary Club de Estrela.
Noutra placa, logo abaixo:
Mãe, és eterna, és um pouco de todos - És a vida - És mulher, Mãe de Deus e Mãe dos homens - Obrigado, mãe!
Rotary Clube de Estrela - 12/05/1991


Praça Praça



Na mesma praça, há também um marco comemorativo do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha - 20 de setembro 1835 - 1985. - Gabriel Aloysio Mallmann, Prefeito Municipal - Clóvis Antônio Schwertner, Vice-prefeito municipal.
Na parte frontal do memorial, numa pedra em forma geográfica do Rio Grande do Sul, há a inscrição: A luta pela terra virá pelos ideais farroupilhas.
Em 1981, também foi recordado os 60 anos do jornal O Paladino.
Na administração de Hélio Musskopf foi gravada essa comemoração, numa pedra de granito e plantado um ipê.


Praça Praça Praça Praça Praça Praça


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Diversas imagens foram extraídas de edições do jornal Nova Geração
Fonte: Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Nossa História


Imagens de Estrela




Estrela Estrela Estrela Estrela



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Joaquim Xavier


Joaquim Xavier




Nossa História


O primeiro intendente de Estrela, Joaquim Alves Xavier, foi nomeado.

Joaquim Xavier – Nome incompleto de rua de duas quadras asfaltadas.
Inicia no muro de proteção da Coronel Müssnich, atravessa a Rua Ernesto Alves e faz esquina com a Tiradentes.
Joaquim Alves Xavier, seu nome completo, foi o primeiro intendente de Estrela, vereador e delegado de Polícia.
Sua profissão era “proprietário”, dono de muitas terras, especialmente em Travesseiro, cuja herança causou desentendimentos com seu cunhado José Altenhofen.
Em 08/01/1887, foi empossado como vereador municipal eleito.
No ano seguinte, foi delegado de Polícia.
Indicado pelo Conselho, na sessão de 22/06/1892, foi nomeado pelo governo estadual, em 14/10/1892, como primeiro intendente de Estrela, empossado 4 dias depois.
Chegou a promulgar a Lei Orgânica Municipal, mas o período pré-revolucionário que se vivia no Estado, não permitia um governo capaz de promover o bem-estar no Município.
Ao saber que a Vila estava sendo invadida pelas forças maragatas, dando-se início às hostilidades da Revolução Federalista, na região, preferiu fugir para Taquari, na madrugada de 26/05/1893.
Sabia que sua pessoa era o alvo principal, pois tinha acerto de contas com seu cunhado José Altenhofen, um dos chefes revoltosos.
Sua fuga jamais foi perdoada pela população da época.
* 1831 + 19/03/1908, em Taquari.
Em 1887, registrou o inventário de Maria Patrícia Ribeiro.












PODER EXECUTIVO

No município de Estrela, o Poder Executivo foi exercido por nove presidentes da Câmara, da Junta Municipal e do Conselho Municipal.
Teve 11 intendentes municipais, dos quais um nomeado e dez eleitos ou reeleitos, todos substituídos, eventualmente, por subintendentes ou vice-intendentes.
Assumiram 27 prefeitos municipais, dos quais 11 foram nomeados e 15 foram eleitos, com mandato popular, substituídos, eventualmente, por vice-prefeitos e presidentes da Câmara de Vereadores.
Eis a listagem, com seus títulos e datas de posse:


Presidentes da Câmara, Juntas e Conselho
Tristão Gomes da Rosa - presidente da Câmara: em 21/02/1882
Henrique Teodoro Rohenkohl - presidente da Câmara: em 08/01/1883
Bento Manuel de Azambuja - presidente da Câmara: em 08/01/1887
Luís Paulino de Morais - presidente da Junta Municipal: em 18/01/1890
Bento Rodrigues da Rosa - presidente da Junta Municipal: em 07/08/1890
Joaquim Alves Xavier - presidente da Junta Municipal: em 26/02/1891
Júlio May - presidente do Conselho Municipal: em 30/11/1891
Luís Paulino de Morais - presidente da Junta Municipal: em 09/01/1892
Júlio May - presidente do Conselho Municipal: em 22/06/1892


Intendentes municipais
Joaquim Alves Xavier – intendente nomeado: em 18/10/1892
- Pércio de Oliveira Freitas – subintendente nomeado: em 26/05/1893
Pércio de Oliveira Freitas - intendente eleito: em 15/10/1896
Francisco Ferreira de Brito – intendente eleito: em 15/10/1900
- Ernesto Zietlow – vice-intendente nomeado em 1901 (?)-1903
- Dr.. Geraldo Nicolau Snel – vice-intendente, nomeado em 1903 - 1904
Francisco Ferreira de Brito - intendente reeleito: em 15/10/1904
- Manuel Ribeiro Pontes Filho – vice-intendente, nomeado em 31/12/1904
Nicolau Müssnich – intendente eleito: em 15/10/1908
- Manuel Ribeiro Pontes Filho – vice-intendente nomeado em 30/09/1909
Manuel Ribeiro Pontes Filho - intendente eleito: em 25/11/1909
- Fernando Erdmann Scheeren – vice-intendente, nomeado em 07/05/1910
Manuel Ribeiro Pontes Filho - intendente reeleito: em 15/10/1912
Manuel Ribeiro Pontes Filho - intendente reeleito: em 15/10/1916
Manuel Ribeiro Pontes Filho - intendente reeleito: em 15/10/1920
- Frederico Neuhaus Filho – vice-intendente, nomeado em 10/01/1921
André Marcolino Mallmann – intendente eleito: em 15/10/1924
- Helmuth Fett – vice-intendente, eleito para o mesmo período
Augusto Frederico Markus – intendente eleito: em 15/10/1928


refeitos municipais

Augusto Frederico Markus - prefeito nomeado: em 17/12/1930
- Eugênio Ruschel - subprefeito: nomeado para o mesmo período
Cel. Martin Leonardo: prefeito nomeado: em 29/10/1934
José Hauschild Filho – prefeito nomeado: em 07/02/1935
Edmundo Alfredo Steyer – prefeito eleito: em 04/01/1936
Edmundo Alfredo Steyer - prefeito nomeado: em 10/11/1937
João Sabino Mena Barreto - prefeito nomeado: em 04/01/1940
Cláudio de Toledo Mércio – prefeito empossado em 31/07/1941
Acelino Pauletti – prefeito empossado em 02/09/1943
Augusto Frederico Markus – prefeito nomeado: em 14/07/1945
Dr. Luís Amado de Figueiredo: prefeito nomeado: em 19/11/1945
Acelino Pauletti – Prefeito nomeado: em 17/12/1945
Augusto Frederico Markus – prefeito nomeado: em 01/03/1946
Oscar Leopoldo Kasper – prefeito eleito: em 09/12/1947
- Augusto Driemeyer - vice-prefeito, eleito para o mesmo período
Adão Henrique Fett – prefeito eleito: em 31/12/1951
- Fredolino Stapenhorst - vice-prefeito, eleito para o mesmo período
- Alberto Schmitz – presidente da Câmara de Vereadores, em 16/07/1953
- Dr. Ito João Snel - Presidente da Câmara de Vereadores, em 1955
Aloysio Valentim Schwertner – prefeito eleito: em 31/12/1955
- Alfredo Driemeyer - vice-prefeito, eleito para o mesmo período
- Aloysio Pedro Knecht – presidente da Câmara de Vereadores, em 16/03/1959
Bertholdo Gaussmann – prefeito eleito: em 31/12/1959
- Carlos Baltazar Mallmann - vice-prefeito, eleito para o mesmo período
Adão Henrique Fett – prefeito eleito: em 31/12/1963
- Aloysio Valentim Schwertner - vice-prefeito, eleito para o mesmo período
Bertoldo Gaussmann – prefeito eleito: em 31/01/1969
- Dr. Rogério Nonnenmacher - vice-prefeito, eleito para o mesmo período
- Günther Ricardo Wagner - Presidente da Câmara: de 19/06/1970 a 29/06/1970
Gabriel Aloysio Mallmann – prefeito eleito: em 31/01/1973
- Aloysio Valentim Schwertner - vice-prefeito, eleito para o mesmo período
Hélio Musskopf – prefeito eleito: em 31/01/1977
- Orlando Schäffer – vice-prefeito eleito: em 14/05/1982
Gabriel Aloysio Mallmann – prefeito eleito: em 31/01/1983
- Clóvis Antônio Schwertner - vice-prefeito, eleito para o mesmo período
Leonildo José Mariani - prefeito eleito: em 01/01/1989
- Celso Brönstrup - vice-prefeito, eleito para o mesmo período
Günther R. Wagner - prefeito eleito: em 01/01/1993
- Alfredo Inácio Barth - vice-prefeito, eleito para o mesmo período
- Carli Reinoldo Rücker: presidente da Câmara: de 13/04/1995 a 24/04/1995
- José Inácio Birck: presidente da Câmara: de 31-1-1996 a 02/03/1996
Leonildo José Mariani - prefeito eleito: em 01/01/1997
- Hedo Thies - vice-prefeito, eleito para o mesmo período
Geraldo Fernando Mânica - prefeito eleito: em 01/01/2001
- José Inácio Birck - vice-prefeito, eleito para o mesmo período.
Celso Brönstrup - prefeito eleito: em 01/01/2005
- Drª Irene Teresinha Heim Veloso da Silveira - vice-prefeita, eleita para o mesmo período
Carlos Rafael Mallmann - prefeito eleito: em 01/01/2013
- Valmor Griebeler - vice-prefeito, eleito para o mesmo período






Imagem do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela e Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Pércio Freitas


Pércio Freitas




Nossa História

O primeiro intendente eleito, foi Pércio de Oliveira Freitas.

Pércio Freitas - Nome de rua em Estrela no Alto da Bronze.
Com 5 quadras de extensão, inicia na final da Rua Tiradentes e termina depois de ultrapassar o Beco Afonso Bruno Eckert, ficando sem saída, numa área verde.
É uma homenagem a Pércio de Oliveira Freitas, seu nome completo, intendente e subintendente nomeado do 1º distrito de Estrela, em exercício de intendente, desde a fuga do titular, Joaquim Alves Xavier, em 25/05/1893.
Em 12/01/1895, foi nomeado intendente.
Nas as eleições municipais de 07/09/1896, candidatou-se e foi eleito intendente, empossado em 15/10/1896, entregando o cargo ao seu sucessor, Francisco Ferreira de Brito, em 15/10/1900.
Foi escrivão do Cartório de Órfãos, em Guaporé e permutou com Raul Villeroy, fixando-se em Encantado, segundo O Paladino, de 14/05/1922.
No mesmo período foi escrivão da Coletoria Estadual de Encantado. * 23/06/1860, em Taquari, e + 23/08/1926, em Encantado, sepultado em Lajeado.
Cc em primeiras núpcias com Maria Cândida de Oliveira Canabarro, cujo falecimento foi noticiado pelo O Taquaryense, de 25/07/1889, e, em segundas núpcias, com Olívia Porto Freitas (* 08/02/1872), tendo 8 filhos.
Seu filho homônimo foi chefe da Companhia Siderúrgica São Paulo e Minas S/A, conforme A Semana, de 27/02/1943.

PÉRCIO DE OLIVEIRA FREITAS
Subintendente do 1º distrito
De 26/05/1893 a 12/01/1895
Intendente nomeado
De 12/01/1895 a 15/10/1896
Intendente eleito
De 15/10/1896 a 15/10/1900


Enquanto governava no Rio Grande do Sul o presidente Júlio Prates de Castilhos (de 25/01/1893 a 25/01/1898), coube a Pércio de Oliveira Freitas governar o município, por 7 anos e mais de 4 meses.
Como não houvesse vice-intendente, iniciou como subintendente do 1ª distrito, nos difíceis anos da Revolução Federalista.
Em 12/01/1895, ainda no período revolucionário Pércio saiu da interinidade e foi nomeado intendente titular.
Nas eleições municipais de 07/09/1896,foi confirmado pelas urnas, como primeiro intendente eleito de Estrela.
O município de Estrela era um imenso campo de lutas fratricidas.
Por essa razão, o Álbum do Cinqüentenário, na página 80, registra: O intendente Pércio, na impossibilidade de efetuar a cobrança de impostos relativos aos exercícios de 1890 a 1894, por falta quase que absoluta de escrituração, propõe ao Conselho a anulação das respectivas taxas.
Estando Antônio Augusto Borges de Medeiros na presidência do Estado, desde 25/01/1898, pelo Ato n.º 13, de 18/05/1898, Pércio criou o distrito de São José dos Conventos Vermelhos, nome alterado para Roca Sales, dois anos depois.


Imagem do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela e Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



AVIAÇÃO




Nossa História


A história da aviação, no RS, teve um passo de capital importância com a fundação da Viação Aérea Rio-grandense - Varig, em 07/05/1927.
No grupo pioneiro estava Otto Ernst Meyer, ex-oficial da Força Aérea Alemã na I Guerra Mundial e Ruben Berta, lembrado com nome de rua em Estrela.
Nos anos de 1929 e 1930, às vezes, nos céus de Estrela e da região, apareciam enormes vultos estranhos, depois identificados por "aeroplanos".
O Paladino, de 08/02/1930, registrou a passagem de um aeroplano, na terça-feira última (dia 4), às 12h15min, mais ou menos, passou por esta vila, voando sobre a praça Benjamin Constant, bem baixo, um aeroplano do qual jogaram um pacote de Correio do Povo... da altura de 2.000 metros.
Três meses depois, a manchete foi mais alvissareira para os estrelenses: uma linha aérea, via Alto Taquari - Pretende inaugurá-la a VARIG - A empresa de navegação aérea VARIG, cuja fusão com a Condor Syndicat dar-se-á brevemente, incumbiu ao engenheiro Sr. Dr. Eugênio F. Link, seu consultor em questões de campo de aterrissagem, e que estava aqui, contratado pela municipalidade, para proceder a estudos nas usinas hidrelétricas, de conseguir nos subúrbios desta vila, um campo para aterrissagem de seus aparelhos, visto que tem em vista inaugurar, breve, uma linha para Marcelino Ramos, via Alto Taquari. - Mais adiante, informou que o local ideal é o Oriental, ou outro, nas imediações desta vila, deixando encarregado de procurá-lo e avisar aquele engenheiro, caso o encontre, o Sr. Adão Fett, representante, nesta praça, da General Motors do Brasil. Isso foi em maio de 1930.
Em 29/06/1934, conforme Zero Hora, de 19/08/2001, página 54, e de 21/03/2002, página 40, o dirigível D-LZ Graf Zeppelin, em sua viagem entre Berlim e Buenos Aires, sobrevoou Porto Alegre e São Leopoldo. Como um dos objetivos era propagar a tecnologia alemã e a ideologia nazista, o navio aéreo teria sobrevoado também Estrela e Lajeado, segundo uma foto assaz conhecida, da Foto Schröder.
Por lamentável coincidência, as edições de O Paladino e de A Semana, daquele período, não existe.
Raras pessoas lembram ter visto o monstro no espaço, como Walter Schlabitz, em Lajeado, na época com 12 anos de idade, sem saber que o tamanho do balão motorizado tinha duas quadras e meia de extensão e 35 m de diâmetro, a uns 200 metros de altitude.
Consta que o fotógrafo Schröder era um exímio artista no seu estúdio, sabendo fazer montagens artísticas... O nome se originou de Graf Ferdinand von Zeppelin (* 08/07/1838, em Constança, + 08/03/1917, em Charllotenburg), general e inventor alemão de um dirigível mais leve que o ar, rígido, em forma de balão horizontal.


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O pioneirismo da aviação em Estrela e no Vale do Taquari se deve a Adão Henrique Fett.
Influenciado pelo serviço militar prestado em Santa Maria, onde foi sargento na Aeronáutica, Fett desenvolveu o gosto pela aviação civil, sua mecânica e comunicação por rádio.
Liderou em Estrela o movimento para ser fundada uma escola de formação de pilotos, através do Aero Clube Alto Taquari.
A aviação civil, interiorizada pelo Rio Grande do Sul, contagiou lideranças de Estrela e Lajeado.
Tomaram a decisão de fundar um clube similar, a nível de região. Fett tomou a iniciativa.
Segundo O Manche, no Clube Ginástico Estrela, em 13/07/1940, reuniram-se 300 empresários e pessoas interessadas, estrelenses e lajeadenses, para fundar o Aero Clube do Alto Taquari - ACAT.
Três meses depois, iniciou-se a votação para a escolha da "Madrinha" do Clube, cuja apuração foi feita em 06/03/1941, eleita Sônia Arnt (depois Abichequer).
Em dezembro de 1940, o prefeito de Lajeado, João Frederico Schaan, pôs à disposição da ACAT um agrimensor, para demarcar e nivelar a área da pista de pouso.
O Paladino, de 18/01/1941, deu a notícia, fornecida pelo presidente da entidade, Adão Henrique Fett, de que até o fim do mês em curso, ficará pronto o planador encomendado pela entidade local às oficinas da V. A. E., em Porto Alegre.
O aparelho em construção é do tipo de alto rendimento e virá para esta região, logo após o término das obras.
Sob os cuidados do Sr. Adão Fett, continuam na praticagem, em Porto Alegre, os nossos jovens conterrâneos Herbert Persson e Arno Dexheimer.
Em fevereiro de 1941, em Porto Alegre, a VAE (Varig Aeroesporte) recebeu 19 alunos e alunas do ACAT (entre as quais Sônia Arnt) e oferece as suas oficinas para José Wingen construir um planador primário.


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Em 04/12/1941, sob a direção de José Wingen, abrem-se os cursos teóricos de Aeromodelismo em Estrela e Lajeado, subvencionados pelos seus respectivos municípios.
Os empresários de Estrela e Lajeado conseguiram envolver seus respectivos prefeitos, Dr. Cláudio de Toledo Mércio e João Frederico Schaan.
Ambos se comprometeram a formar um capital de Rs 32:061$200, a ser divido entre os dois municípios, para indenizar a desapropriação de 155.260 m² de terras.
Em 03/01/1942, a prefeitura de Estrela adquiriu 3.5 km² de terras para a pista, por preço simbólico, dos seguintes proprietários: 6.339,2 m², de João Sulzbach; 15.702,4 m², de Nicolau Sulzbach; 10.462,8 m², de Pedro Theobaldo Sulzbach; 93.199,2 m², de José Sulzbach Sobrinho; 10.944 m², de João Jacó Hauschild; 7.795,2 m², de Antônio Hauschild e 10.462.8 m², de Miguel Raymundo Sulzbach.
Estrela e Lajeado, pois, se uniram para o mesmo objetivo.
Da parte de Estrela, a autorização para adquirir 50% desta área foi assinada em 29/12/1941, pelo Decreto n.º 12.
O ACAT recebeu o apoio também de populares.
Em Estrela, funcionários públicos municipais, estaduais e federais deram um dia do ordenado de abril de 1942 ao ACAT, bem como os cinemas de Estrela e Lajeado, em maio, doaram a entrada de um filme no cinema e, em setembro, o Coro Santa Cecília, de Estrela, sob a batuta de Wendelino Dewes, destinou a entrada de dois concertos vocais em Estrela e um Lajeado aos cofres do ACAT.
Também o comércio e a indústria de toda a região assinaram o Livro de Ouro, destinando auxílio financeiro ao ACAT.
Em julho de 1942, com as obras da pista praticamente concluídas e os cursos teóricos do Aeromodelismo terminados, deu-se início às aulas práticas do Volovelismo, com o planador "Bom Retiro".
O ACAT recebeu a visita do sub-oficial José Álvares, da Força Aérea Brasileira - FAB, instrutor do Aero Clube de Santa Cruz do Sul.
O Aeroporto foi construído pelo prefeito Dr. Cláudio de Toledo Mércio.
Para isso, assinou o Decreto-Lei n.º 6, em 19/09/1942, autorizando a si mesmo, como prefeito sem Câmara de Vereadores, a construção do Aeroporto Municipal.
Para essa finalidade, destinou o crédito especial de 20:000$000 (vinte contos de réis) - conforme A Semana, de 26/09/1942.


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No Dia do Aviador - 1942 - Grande festa e inauguração do retrato do Presidente Getúlio Vargas, na sede provisória.
Em 18 de novembro foram concluídas as obras da pista e no dia 24, aterrissou aqui um avião da FAB, conduzindo pessoas da família do Dr. J. Pegas, vítima de um atentado à bala, no interior de Encantado.
No dia seguinte, aterrizou o avião "Chuy", da Base Aérea de Canoas, trazendo o Major Homero Souto, para inspecionar a pista e instalações do ACAT.
Em 04/12/1942, foi entregue o planador secundário "CRE", construído em Estrela por José Wingen, pela firma Rath & Wingen, e doado ao ACAT pelo Centro de Reservistas do Exército - CRE de Lajeado.
As instalações foram inauguradas em clima de grande festa, nos dias 26 e 27/12/1942.


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De Canoas vieram oficias da Aeronáutica. Da VAE chegaram o comandante Carlos Ruhl e vários pilotos, em três aviões.
Desceram ainda cinco aviões, representantes de Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, Bagé, Júlio de Castilhos, Santa Maria e o planador "Gaivota", de Porto Alegre. O prefeito de Arroio do Meio, Jaime Trindade Coimbra, hasteou a Bandeira.
Cônego Reinaldo Juchen, pároco, deu a bênção.
Depois do churrasco, foi inaugurado o planador "Bom Retiro".
Às 16h, a senhorita Sônia Arnt, rainha do ACAT, fez sua revoada, prosseguindo-se vôos de outros novos pilotos.
Seguiram-se a janta e baile, no próprio hangar.
No dia seguinte, Aira Mello Christ, derramando champanha, "batizou" o planador CRE.
Doado ao ACAT pelos israelitas do Brasil, por intermédio da Campanha Nacional de Aviação, em 10/02/1943, chegou o avião PP-TUV "Maurício Cardoso", pilotado por Adão Henrique Fett, comboiado pelos aviões PP-TLD "Casimiro de Abreu" e PP-TQB "Vale do Paraíba", do Aeroclube de Santa Cruz, trazendo os alunos Milton Rodrigues e Frederico Goldmann.
Na mesma semana, iniciou o Curso de Pilotagem sob a direção do Sub-oficial José Álvares, instrutor em Santa Cruz e Estrela.
Com sua transferência para Canoas, três meses depois, foi substituído pelo instrutor Armando Falcão Peixoto Louro de Melo.
Em maio, havia 45 alunos matriculados.
Em junho, constituiu-se a primeira turma de candidatos ao "Brevet" de aviador civil.


Aviação



Em julho, iniciaram-se as obras de uma segunda pista de pouso, realizadas pelo DAER, sob a direção de Dante Campana, engenheiro chefe da Sub-Residência em Lajeado, e Kurt Lux, engenheiro chefe da Residência de Santa Cruz.
Grande parte destes dados históricos foram extraídos do Manche, órgão de imprensa do ACAT, e publicados pelo Jornal de Lajeado, de 20/06/1975.
Ao primeiro presidente, sucedeu Teodoro Antônio Bentz.
Sempre havia representantes de várias cidades da região entre os membros da diretoria.
Em 31/01/1952, foi eleito presidente José Armindo Müller e vice-presidente Ivo V. Ruschel. Com Adão Fett se transferindo para Lajeado, regressando para Estrela, retornando a Lajeado, entrou a política do bairrismo.
Retirando-se os lajeadense da assembléia, aproveitaram os associados estrelenses para aprovar uma cláusula, pela qual somente podia tomar parte da diretoria os residentes em Estrela... Por isso, foi fundado o Aeroclube de Lajeado, em 15/11/1955, com 225 sócios fundadores.
Durou pouco tempo.
Teodoro Antônio Bentz foi reeleito presidente do ACAT, em 19/11/1945.
Entre os primeiros pilotos formados no ACAT devem ser mencionados, além de outros, de Estrela: José Wingen, Theodoro Antônio Bentz, os irmãos médicos Dr. Telmo e Dr. Ito João Snel, Ivo Vicente Ruschel, Armindo Müller, Arno Ruschel, Danilo Lauer, Rudolfo Maria Rath e Aloysio Valentim Schwertner; entre os primeiros lajeadenses: os irmãos Bruno (formou-se em agosto de 1943), Walter e Werner Born, Antônio José Alfredo Spohr, João Alvor Müller.
Entre os formandos da segunda turma havia duas moças: Erna Wagner, hoje Göll, e Dulce Jaeger, hoje Dulce dos Santos Chaves, brevetadas em setembro de 1944.
As três formandas: Sônia Arnt, Erna Wagner e Dulce Jaeger abandonaram a aviação quando se casaram.
Examinando-se a "carteira de aviador" n.º 62, de Aloysio Schwertner, sabe-se que foi admitido como aluno piloto em 15/05/1945, brevetando em 09/05/1947.
Lá constam suas horas de vôo.
O trajeto Estrela - São Leopoldo era feito em 55 min; Estrela - Porto Alegre, em 45 min; Estrela - Cruz Alta, em 1h20min; Estrela - Osório, em 1h30min.
A duração destes trajetos variavam muito, de acordo com o vento.
Seu último vôo foi registrado em 22/03/1949.
Quem recorda o movimento e desenvolvimento da aviação na ACAT é Fernando Bentz, filho de Theodor Antônio.
Informa que foi através da Campanha Aérea Nacional, liderada pelo senador Joaquim Pedro Salgado Filho (lembrado com nome de rua) e Assis Chateaubriand, que foram entregues ao ACAT os aviões aqui relacionados, brasileiros: 7 aviões Cap-4 e 2 aviões Al-6, de asa baixa.
Recebeu aviões importados: 1 Piper I-3, primeiro avião do ACAT; 1 Piper PA-18; 1 Piper PA-20, com 4 lugares e 13 aviões Moss - asa dupla, de fabricação alemã.
Como prefeito na primeira gestão, em 1955, Adão Fett projetou e executou a ampliação do campo de pouso do Aeroporto, o que foi concluído pelo seu sucessor, Aloysio Schwertner.
A pista media 1.400 metros, comportando pouso para aviões DC-3 e Curtiss Comando.
A solenidade de inauguração se deu em 12/05/1957.
Depois da missa campal, a comitiva oficial aterrissou num Douglas da VARIG: Alberto Hoffmann, presidente da Assembléia Legislativa; Eduardo M. Gonçalves, representando o governador e vários representantes de secretarias de Estado.
Mozart Cordeiro, representando a 5ª Zona Aérea, cortou a fita simbólica de inauguração. Uma esquadrilha da FAB realizou evoluções e acrobacias.
Em nome da Prefeitura, falou Antônio Mesquita, seguindo-se vários oradores durante o churrasco de confraternização.
O ACAT sempre esteve em comunhão com outros clubes e escolas de aviação.
Seu campo de pouso estava na rota, para provas finais de novos aviadores de outras cidades.
Nas décadas de 1950-1960, anualmente, o ACAT realizava revoada com seus aviões para a Argentina e Uruguai, sob o comando de Theodoro Antônio Bentz, mais conhecido por Bubi.
Estrela também ficou na rota do projeto "Dai Asas ao Brasil", que destinou os aviões do Táxi Aéreo Guarani S/A, fundado em 13/08/1948.
Dezenas de pilotos civis foram instruídos por Theodoro Antônio Bentz.
Ele mesmo foi piloto profissional do Táxi Aéreo, entre Estrela e Porto Alegre, com saídas diárias às 8h e retorno às 18h, durando o percurso 28 minutos.
Levava 4 passageiros, geralmente empresários da região, uma vez que o ônibus perdia 11 horas, ida e volta.
Sua pista chegou a receber a visita de um DC-3, um Douglas da VARIG.
O ACAT, por volta de 1959, chegou a seu auge, quando iniciou-se o declínio progressivo, até a cessação total de suas atividades em 1963, com a interdição feita pelo Departamento da Aeronáutica Civil - DAC, por motivos pouco conhecidos até o presente.
O governo militar de 1964, de inopino, chegou em Estrela e levou todos os aviões do ACAT, num ato de força, para Caxias do Sul, sem que se saiba, até hoje, aos interesses de quem.
O Vale do Taquari não mereceu qualquer explicação.
A ditadura, instrumento de força da elite dos grandes centros, sempre soube desprezar interesses comunitários menores.
Mais tarde, surgiu o Aeroclube Vale do Taquari, a fusão do Aero Clube Alto Taquari e Aeroclube de Lajeado.
Em fevereiro de 1967, recebeu a visita de Silvestre Calmon, inspetor do Departamento de Aeronáutica Civil, do Ministério da Aeronáutica, para verificar as condições de funcionamento da entidade.
Em 23/02/1967, o Ministro Eduardo Gomes autorizou seu funcionamento.
Em 02/09/1975, o aeroporto de Estrela foi interditado pelo comando da 5ª Zona Aérea, por estar localizado na área que foi desapropriada pelo DEPREC, para a construção do Entroncamento Rodo-hidro-ferroviário, segundo o comunicado feito ao então prefeito Gabriel Mallmann, pelo major-brigadeiro Leonardo Colares Teixeira.
Se a prefeitura desejasse construir outro aeródromo, as despesas de projeto e construção ficarão a cargo dessa prefeitura municipal - determinou a autoridade militar.
A Prefeitura havia recebido do DEPREC apenas 14 mil cruzeiros quando da venda da área.
Embora o prefeito Gabriel Mallmann afirmasse que Estrela não precisava mais de um aeroporto, alguns anos depois, voltou ele a procurar outro local, na Linha São José.
Propôs a 11 agricultores alugarem parte de suas terras, mas quando os colonos viram as máquinas iniciar a terraplenagem para um aeroporto, entraram na justiça, acusando a Prefeitura de ter invadido suas propriedades, conforme o jornal Correio do Povo, de 20 e 29/12/1983.
Na reunião de 08/07/1985, o diretor Donald Sebastião Johann informou que uma pista está sendo usada eventualmente por conta e risco do usuário, o que surpreendeu o secretário estadual dos Transportes.
O projeto era estabelecer o Aeroporto Regional do Vale do Taquari.
Localiza-se na linha São José, na margem esquerda do Rio Taquari.
Inicialmente, foram adquiridos 5.3 ha de área, considerada insuficiente.
A Câmara autorizou a compra de 19,2 ha, de 17 proprietários.
A escritura foi assinada em 15/02/1985.
Seguiram-se anos de intriga política, o que não merece registro.
Em 05/08/1998, a AMVAT entregou o pedido de R$ 500.000,00 ao Estado para ampliação, aterro de 500m, asfaltamento, galeria e conclusão da obra.
Em 2000, a pista de saibro de 570 metros podia ser duplicada para 1.200 metros, permitindo a aterrissagem e decolagem de aviões de porte médio, mas o município foi impedido de realizar o projeto, por medida judicial.
O aeródromo do Vale do Taquari passa a ser administrado pela Prefeitura de Estrela.
O convênio de concessão para administração, operação, manutenção e exploração do complexo foi aprovado recentemente pelo diretor geral do Departamento de Aviação Civil (Dac), major brigadeiro do ar Venâncio Grossi - conforme o jornal Folha Popular, de 29/08/2001.


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



DAER - Rodovias - pontes




Nossa História


A ponte mais antiga em Estrela é a que está sobre o Arroio Estrela, na cidade.
Primitivamente, lá havia uma pequena ponte de madeira, arrasada pela enchente de 1873.
Reconstruída em madeira, mais alta e forte, foi novamente levada pelas águas, talvez em 1897.
A população reivindicava uma nova ponte, o que durou por mais de um decênio.
O intendente Manuel Ribeiro Pontes Filho tomou a decisão de investir quase 10 por cento de orçamento municipal de 1912 para a atual ponte de alvenaria, construída por Hildebrando Gomes Vilarinho.
As bases receberam o batismo de resistência nas enchentes de 1911 e 1912.
A assim chamada Estrada Mussum (com “ss” na época em vez de “ç”) – conforme a primeira edição de O Regional, de 14/07/1912, foi reclamada pela coluna O que precisamos, repercutiu na região e no Estado: pedimos ao benemérito Governo do Estado a construção do trecho d’ estrada de rodagem que venha a ligar o povoado de Roca Sales com o povoado de General Osório, de há muito projetada e sobre o qual existem os estudos preparatórios na Secretaria das Obras Públicas.
O aludido secretário, com presteza, informou ao intendente Pontes Filho, que prometia iniciar a construção desse grande melhoramento, fator principal para o bom desenvolvimento da zona colonial por essa via atravessado e, que extraordinariamente facilitará aos municípios limítrofes a exportação de seus produtos, e principalmente ao de Guaporé – como foi transcrito na edição de 28/07/1912.
Se o leitor for curioso e procurar a evolução histórica e legal de nossas estradas, poderá estar lembrado de que, além dos primitivos trilhos dos aborígines, usados também por tropeiros, ervateiros e serranos, existiam os piques, abertos pelos agrimensores e donos de terras a serem colonizadas.
Com o tempo, os piques foram alargados pelo uso das carretas.


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A ponte mista sobre o arroio, nas proximidades da casa comercial de Edmundo Fritscher e cidade de Bom Retiro, foi reconstruída pelo intendente de Estrela, Manuel Ribeiro Pontes Filho, conforme O Paladino, de 17/06/1923.
Também é chamado por Arroio Arenoso.
Sua foz faz a divisa com Estrela.

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Surgindo o veículo motorizado, os intendentes tiveram que alargar as estradas.
Quais as normas e leis? Qual a largura das estradas? Finalmente, o governo do Estado unificou a legislação, em 11/11/1924, através do artigo n.º 2104, de 11 de novembro de 1924, que determina: "As estradas da campanha terão a largura mínima de 40 metros, subsistindo, quanto às da serra a largura mínima de 30 metros e a pavimentação de 6 a 10 metros.
Mesmo assim, muitos proprietários invadiam as margens das estradas com suas cercas.
Pela Circular n.º 427, de 25/03/1927, a Secretaria das Obras Públicas exigia dos intendentes a observância da legislação em vigor, conforme O Paladino, de 17/04/1927.


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Em 1963, o prefeito Bertoldo Gausmann conseguiu recursos do governo estadual para a construção da ponte nova sobre o Arroio Estrela, na Rua Coronel Müssnich.
A conclusão da obra, com a colocação de muito aterro, com quase 5 meses de trabalho, coube ao seu sucessor Adão Henrique Fett, inaugurando a ponte em 18/04/1970.
A enchente de agosto de 1997, levou o aterro e abalou um dos pilares de sustentação.
A reconstrução do vão, de 31 metros, foi feita pela Cótica Engenharia Ltda.
O Estado pagou R$ 436.000,00 e coube à Prefeitura 1.732 cargas de aterro, 1.049 cargas de pedra para o muro de arrimo e mais 520 metros cúbicos de pedra para o muro de contenção.
A ponte foi re-inaugurada, em 08/05/1999.
A enchente de 24/07/2001 levou, novamente, parte do aterro, interrompendo o trânsito até 31/08/2001, quando meia pista foi liberada, por alguns dias.
Com mais R$ 250 mil do governo federal, a ponte poderá estar pronta em outubro de 2002.


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A primeira fonte documentada que fala sobre uma ponte entre Estrela e Lajeado está no semanário O Regional, de 27/07/1913, com a matéria Nova Ponte – Consta-nos que breve serão iniciados os trabalhos de uma nova ponte de arame, sobre o rio Taquari, ligando a vila da Estrela com o município de Lajeado.
A casa Bromberg & Cia foi quem iniciou a planta, conforme vimos na casa comercial de Dexheimer e Müssnich nesta vila.
A ponte ficou no papel, durante meio século.
Nova Ponte faz supor a existência de uma ponte anterior.
Não há documento que registre o fato. Talvez, sonhos muito intensos... da população ou de políticos.
Muito antigo também foi o sonho de uma estrada de rodagem, que ligasse o Vale do Taquari a Passo Fundo e a Porto Alegre, via Montenegro, a BR 386.
Quando surgiram os primeiros boatos de uma estrada, projetada pelo Engenheiro Ildo Meneghetti, ligando São Leopoldo e São Sebastião do Caí a Passo Fundo, passando por Nova Vicenza (hoje Farroupilha), Bento Gonçalves, Alfredo Chaves (hoje Veranópolis), Lagoa Vermelha e outras localidades da respectiva zona - conforme A Semana, de 21/05/1934, os prefeitos de Estrela, Lajeado e Montenegro se reuniram para elaborar um novo traçado, passando pelo Vale do Taquari.
Serviram-se de Ernesto Zietlow, antigo morador de Estrela, então engenheiro da Diretoria de Obras e Viação do Município de Montenegro, que organizou o croquis publicado pelo Diário de Notícias e defendido na grande Exposição de São Leopoldo, de 1º a 24/05/1934, em homenagem ao Trabalho Alemão no Rio Grande do Sul.
O sonho dos três prefeitos e de seus munícipes foi se tornando realidade, duas décadas depois.
Aliás, no início do século passado, foi projetada uma ferrovia que deveria ligar Taquari, Estrela, Lajeado, Soledade e Passo Fundo.
Engenheiros percorreram o trajeto, no final do século passado e início deste.
Pelo que se sabe, a única vantagem foi o surgimento de Vila Fão e descoberta da região alta do vale, colonizada por migrantes italianos.


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Mais de meio século depois, engenheiros percorrem quase o mesmo trajeto, para a construção da BR-386.
O primeiro projeto parece ter sido elaborado em 1955.
Em julho de 1957, a Federação das Empresas de Transportes Rodoviários do Rio Grande do Sul concluiu o projeto do “Terminal da Estrada da Produção”, de Lajeado a Porto Alegre, via Rio Guaíba, entrando pela Sertório.
O percurso de 184 quilômetros seria reduzido para 107, com economia de 42%.
O governador Eng.º Leonel de Moura Brizola iniciou a obra, em 1961, de forma acelerada.
Já havia outras grandes pontes sobre as mesmas águas.
A primeira, foi construída em 1909, na Volta do Barreto, para via férrea.
Décadas depois, foi construída a ponte Ernesto Dorneles, na Rodovia BR-470, ligando Bento Gonçalves a Veranópolis.
Em Mariante, foi construída a ponte Engenheiro Lüderitz.
Após um século de travessia lenta e enfadonha por balsas, barcas e canoas, estrelenses e lajeadenses vibraram com a construção da grande ponte sobre o Rio Taquari.
Rastreando-se diversas fontes primárias para documentar essa vibração e expectativas da população do Vale do Taquari, encontramos a primeira menção de uma ponte sobre o rio Taquari, ligando Lajeado-Estrela, nas reuniões da Associação Comercial e Industrial de Lajeado - Acil, na sua sessão de 31/03/1953.
O prefeito Bruno Born havia procurado o presidente da Acil para colher a opinião da classe acerca da construção da ponte em destaque, pois lhe constara que pessoas de responsabilidade se teriam mostrado contrários à iniciativa, por prejudicial aos interesses de Lajeado, sendo que já se achava aberto um crédito de Cr$ 1.300.000,00 para o início das obras.
A primeira impressão que se teria era de que a única opinião contrária deveria ser a do barqueiro ou dono da barca, que faturava, dia e noite, no transporte de passageiros e veículos.
Iniciando a discussão do assunto, o Sr. Otávio Trierweiler disse que ia expor o seu ponto de vista, acentuando que não defendia interesses pessoais; entendia que a ponte não era de interesse para Lajeado e nem favoreceria este município em ponto algum; entendia que Lajeado não deveria exigir do erário federal o enorme dispêndio que a ponte representaria, quando inúmeros outros problemas, de maior urgência e de mais interesse para Lajeado permanecem sem solução.
Mais adiante, apontava a necessidade de uma barragem em Bom Retiro, sobre a qual deveria ser construída a ponte.
Bruno Born contestava essa argumentação, dizendo que o Ministério da Viação dispõe de Cr$ 3.500.000,00 para a construção da ponte, em verba orçamentária, manifestando-se pelo aproveitamento da verba já votada.
O projeto dessa ponte, pois, existia antes do projeto da BR 386.



A fim de assinar o ato de abertura da concorrência para a construção dessa ponte, chegou à região o governador Engº Leonel Brizola, em 15/10/1959.
O churrasco para 1.300 convidados foi no Clube Tiro e Caça. O local escolhido para a ponte foi no antigo Passo de Estrela.
Estava-se em plena campanha política, muito acirrada.
O governador Leonel Brizola apressou as obras da construção da Estrada da Produção e antecipou a inauguração da ponte, marcada para o dia feriado de 20/09/1962, data farroupilha, 17 dias antes das eleições.
Como a Voz do Alto Taquari, único jornal no Vale, estivesse sob a direção de líderes do Partido Social Democrático, na edição do próprio dia 20 de setembro, como manchete, uma notícia negativa ao Partido Trabalhista Brasileiro e a notícia da inauguração da ponte ficou em penúltimo lugar, perdido e soterrado na página: Hoje: Inauguração da ponte Lajeado-Estrela Com a presença do presidente João Goulart e do governador Leonel Brizola deverá hoje, com grande solenidade, ser oficialmente inaugurada ponte Lajeado-Estrela. Autoridades estaduais, municipais e uma grande massa popular deverá comparecer aos atos inaugurais dessa obra que constitui uma das velhas e justas reivindicações da região do Alto Taquari.
Na edição seguinte, a manchete principal foi sobre Meneghetti, candidato do PSD a governador.
Nenhuma notícia sobre a inauguração, a não ser, na edição do dia 11, com a manchete da vitória de Meneghetti nas eleições! Francisco Merino, o popular Paquito, em sua coluna Sem título, finalmente comentou a inau guração da ponte, documentando alguns dados.
Apesar do lodaçal nos aterros dos acessos, com três dias de chuva, a população veio prestigiar os atos de inauguração.
O comércio fechou as portas, no turno da tarde.
As bandas marciais dos Colégios das Dores e do Rosário, de Porto Alegre, vieram abrilhantar os festejos, cuja cadência assustou técnicos da ponte, com estrutura em alvenaria em fase de secar, o que pode ter influído em rachaduras precoces e problemas posteriores.
Com a Revolução de 1964, a placa de bronze, que documentava a inauguração da ponte, foi arrancada pela ditadura militar. Onde estará a placa, hoje?
Os primeiros sinais de construção mal feita da ponte apareceram logo depois.
Em 1966, enormes rachaduras obrigaram a interrupção do trânsito e reforma da ponte, por longos e inacabáveis meses.
Comentários velados indicavam ter havido desvio de material de construção de primeira qualidade, diminuição e troca de ferragens, índice menor de cimento na concretagem.
Técnicos desaprovaram o uso antecipado da ponte, para passagem de pesadas máquinas, destinadas para o prosseguimento de obras da mesma rodovia.
O concreto da ponte não estava suficientemente seco e adequado para o trânsito pesado e contínuo.
Comentando matéria publicada na Zero Hora, de 10/06/1991, Wolfgang Collischonn lembrou a apresentação das citadas bandas marciais, em marcha cadenciada, sobre a ponte, na festa da inauguração, o que também poderia ter provocado problemas na estrutura da ponte.
Efetivamente, três anos depois, veio a primeira longa interrupção.
Nova Geração, de 10/02/1966, se reserva o direito, aliás justificável, de protestar contra a demora demasiada na retificação dos defeitos que impedem o tráfego.
Quatro meses depois: Entrou em colapso o sistema de transporte rodoviário - conforme Nova Geração, de 11/06/1966.
A passos de tartaruga, a ponte foi liberada em 1967.


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No decorrer dos anos, muitas vezes o trânsito foi interrompido para a realização de reformas.
A ponte foi interditada, definitivamente, em 26/07/1994.
Uma nova ponte foi recentemente construída, dentro do projeto maior da duplicação da BR-386, especialmente entre Lajeado e Estrela.
A implosão da velha ponte não foi tão simples. A reconstrução da ponte, como segunda pista, foi feita pela empresa mineira M. Martins.
A lentidão da obra foi por conta dos parcos recursos do governo federal.
Finalmente, foi inaugurada quase 39 anos depois, em 14/09/2001.
No palanque oficial, montado na cabeceira da ponte, em Estrela, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, anunciou a conclusão das obras de duplicação do trecho Estrela-Tabaí.
O projeto desta obra já está em fase de conclusão. Até o final do ano abriremos a licitação para escolha da empresa que fará o trabalho - conforme O Informativo, de 15/09/2001, provocando a pressão de toda a comunidade regional pela sua concretização.
Preocupado com o alastramento do comunismo no continente americano, além de Cuba, o governo norte-americano injetou recursos através da “Aliança para o Progresso”, em apoio ao governo militar instaurado no Brasil, em 1964.
Com dólares ficou mais fácil a construção da subida de 12 quilômetros, até Pouso Novo e dali até Soledade, a partir de 1965.
Por esta razão, a RS-13 passou a ser chamada “Rodovia Presidente Kennedy”, até Sarandi, inaugurada em 10/11/1970.


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Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Diversas imagens foram extraídas de edições do jornal Nova Geração
Fonte: Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



NAVEGAÇÃO




Nossa História


Singrando pelas águas do Rio Pardo até o porto de Triunfo, os primeiros povoadores e colonizadores prosseguiam a viagem pelo Rio Taquari, rumo às fazendas e colônias férteis do seu Vale. Foi este, por mais de um século, o único caminho.
Os irmãos João e José Inácio Teixeira, em 1794, estabeleceram em Porto Alegre uma sociedade imobiliária.
Em 30 anos, ambos tinham adquirido uma fortuna em bens. 300 escravos, dezenas de casas, chácaras, sesmarias e fazendas, entre as quais a Fazenda da Estrela, com seus pertences do tráfego, o que supõe a existência da navegação como seu meio de transporte.
No distrate dessa sociedade, assinado em 10/09/1824, estão citados os nomes de algumas embarcações, como a "Canoa Velha", o iate "Especulação", "Canoa Nova" e outro "iate" sem nome, com os respectivos marinheiros escravos Só pela navegação fluvial pelos rios Taquari, Jacuí, Caí, Sinos e estuário do Guaíba os irmãos Teixeira conseguiam transportar a madeira de lei, erva-mate e demais produtos de seus latifúndios.
O barco à vela trazendo em 25/07/1824 os primeiros imigrantes alemães no porto de São Leopoldo é uma imagem da importância que tinham os rios como caminhos de comunicação. Pelo Rio Taquari, desde a fundação do povoado de São José do Taquari, a navegação era totalmente privada, de forma irregular.
Sumacas eram as embarcações pequenas, de dois mastros. Os iates e brigues tinham dois mastros, dos quais o maior estava inclinado para trás.
Patachos e escunas eram embarcações mais rápidas, também com dois mastros, mais conhecidos por "canoas" grandes, nos rios Taquari e Jacuí, mais compridas que os iates lacustres nos Patos e Mirim.
Quando faltava o vento, a navegação era penosa, especialmente na subida do rio. Escravos empunhavam os remos ou varas de empuxo.
Também se serviam dos galhos de árvores na barranca. Na estiagem, os marinheiros tinham que usar embarcações mais leves e dividir as cargas.
Ao aportar em Porto Alegre, em 1832, a primeira embarcação a vapor, de tamanho maior, sem velas e remos, rápido e seguro no timão, foi um alvoroço no porto.
Era comparável com os veículos motorizados em relação às carroças. Entretanto, O Paladino, de 10/10/1936, informa que no dia 7 de outubro de 1862, efetuou-se, no Rio Grande do Sul, a primeira viagem de navegação a vapor.
Os primeiros vapores eram lentos e pesados. O combustível era carvão e lenha. Grande parte do espaço nas embarcações estava ocupado por pilhas de lenha.
No triste decênio da Guerra dos Farrapos, a navegação quase estacionou, mas nos demais portos brasileiros os barcos a vapor foram se aperfeiçoando, diminuindo o incômodo das cargas de lenha.
Paulo Xavier, no Suplemento Rural do Correio do Povo, de 01/11/1974, informou que em 1873 duas embarcações ligavam Porto Alegre-Taquari: “Pedro II”, pertencente a Mariano José do Canto e “Estrela”, de Antônio Vítor Sampaio Mena Barreto.
Com a fundação das colônias dos Conventos e Estrela, em 1855, foi necessária uma linha oficial e regular.
O capitão-dos-engenheiros, Antônio Augusto de Arruda, em 1860, tinha sido encarregado pelas Obras Públicas da Província, de explorar a navegabilidade do Rio Taquari, especialmente, entre o porto de Estrela e o de Santa Bárbara, o mais distante e setentrional do rio Taquari, a partir de onde as águas tomam o nome de rio das Antas.
O interesse do governo era estabelecer o binômio rio-estrada, aproximando a comunicação entre Porto Alegre e Lagoa Vermelha.
No ano seguinte, Arruda apresentou ao governo um relatório rico em dados. Entre as 31 cachoeiras existentes no citado trajeto, estão as de Moinhos, Lajeado, Conventos e Criminosa.
O terror dos marinheiros era a cachoeira de Lajeado, cujas lajes enormes, lisas e minadas de cascalhos roliços deram origem ao nome de Lajeado à cachoeira, ao arroio que ali tem sua barra, à primitiva fazenda, ao distrito e ao município.
Entre os arroios tributários do rio Taquari, Arruda citou, à margem direita: Moinhos, hoje Saraquá, não navegável; Forqueta, navegável; Forqueta Brava, hoje Rio Carreiro, navegável.
As 11 corredeiras e itaipavas, localizadas entre a barra do Arroio Castelhano e a antiga sede da Fazenda de Conventos, hoje Carneiros, fizeram com que Arruda aconselhasse o governo a abrir uma estrada paralela ao rio Taquari, na distância de três léguas, pois, na estiagem, a navegação era impossível.
O governo imperial subvencionava a navegação fluvial, como a Companhia de Navegação Jacuí, dos empresários José Inocêncio Pereira e Abel Corrêa da Câmara.
A Lei n.º 344, de 06/02/1857, concedia a subvenção anual de três contos-de-réis à embarcação que navegasse, de forma regular, até às sedes das colônias de Estrela e Conventos, o que foi aproveitado pelos mesmos empresários.
Desta forma, o governo estimulava a colonização privada.
Os fundadores das colônias de Estrela e Conventos-Lajeado tinham seus barcos próprios.
Antônio Fialho de Vargas havia adquirido o lanchão “Especulação”.
Antônio Vítor de Sampaio Mena Barreto possuía o vapor “Estrela”, em 1860, e o “Temerário”, comprado 14 anos depois, seguindo-se o vapor “Flecha”.
Imigrantes alemães também investiram em transporte fluvial: Inácio Rasch, em 1828, e Jacó Blauth, no Rio dos Sinos; Henrique Schmitt e Pedro Ludwig, no Rio Caí e Cadeia; Jacó Schilling, no Rio Caí; Jacó Becker, em 1856, com seu “Dampfer-Becker”; Frederico Haensel, no Rio Guaíba, sendo citado ainda Jacó Michaelsen.


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O de maior influência, aqui, foi Jacó Arnt, ao fundar em Taquari, em 1875, a Companhia de Navegação Rápida do Alto Taquari, origem da poderosa Companhia Navegação Arnt.
Com 22 anos de idade, Jacó Arnt, de carroceiro em Teutônia, adquiriu, com 10 colegas, o velho vapor “Flecha”, rebatizando-o, após onerosa reforma, com o nome de “Taquari”. Quase nonagenário, 66 anos depois, Jacó administrava uma frota de 60 embarcações, das quais 10 vapores, de 12 a 45 toneladas. Transportavam, na média, 2.000 toneladas de cargas e 10 mil passageiros por mês e umas 100 mil malas postais por ano, segundo dados de Wolfgang Hoffmann Harnisch. Mais detalhes nos dá Gino Ferri, num capítulo especial, em sua História do Rio Taquari-Antas.
Em 10/07/1892, O Taquaryense publica os estatutos reformados da Companhia Navegação Alto Taquari, gerenciada por Joaquim José de Brito, tendo como sócio o maragato João Marques de Freitas.
Em Estrela, também se destacou a Navegação Irmãos Ruschel.
Nilo Ruschel, em Correio do Povo, de 22/05/1966, lembrou que seu pai Alberto ingressou na navegação de seus primos, com 18 anos de idade, como comandante do vapor “Estrela”.
Sofreu também os azares do rio. Mandara construir, nas oficinas de Alberto Bins, em Porto Alegre, o vapor “Guaporé”, cujas máquinas vieram da Alemanha.
Pronto o barco, sobreveio uma seca de três anos, que lhe causou duro revés.
Teve de desfazer-se do vapor. Associou-se depois a Jacob Arnt, continuando, assim, na atividade da navegação.
A Revolução Federalista não impedia o desenvolvimento do transporte fluvial.
Luís Guedes fundava, na época, a empresa que depois tomou o nome de Navegação Aliança e, em 1894, surgia a Companhia Navegação Arroio do Meio.
No porto de Estrela, estabelecido em definitivo no final da década de 1860, aportavam todas as embarcações.
A cada ano se consolidava como um empório de intenso movimento comercial, especialmente, após a sua instalação como município, em 1882.


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As agências das principais empresas de transporte construíram no porto de Estrela grandes armazéns, trapiches e maxambombas. Como a barranca do rio atingia, por vezes, de 12 a 15 metros, até chegar no convés da embarcação, foi criado um mecanismo próprio, registrado nos dicionários como maxambomba, característica do Vale do Taquari.
Era constituída de dois troles ou pequenos vagões descobertos, montados sobre trilhos estendidos de alto a baixo, empuxados através de espia de aço em torno de um cilindro de madeira, movido à tração animal, em forma circular, como as moendas de cana.
Enquanto um vagão subia, outro descia, para carga e descarga. Entre os trilhos havia uma escadaria para os pedestres e passageiros.
No porto de Lajeado chegou a funcionar cinco maxambombas, cujas ruínas ainda se encontram sob as águas represadas do rio.
Dados estatísticos de 1911 revelam que nos portos de Estrela e Lajeado estavam se movimentando 8 vapores, 10 gasolinas, 5 lanchões, 10 lanchas e chatas, 30 botes e batelões, sem contar dezenas de canoas.
O semanário local O Alto Taquary, de 01/01/1905, anunciava a viagem do “Taquari”, sob o comando de Luís Jaeger, todas as terças-feiras, quintas-feiras e sábados, entre Lajeado e Porto Alegre, com saída às 7h30min.
O “Monarca”, comandado por João Job Filho, ligava Lajeado e Estrela ao porto de Mariante, nas quartas-feiras e sábados.
O “Rio Taquari”, timoneado por Augusto Jaeger, fazia o transporte entre Porto Alegre e Estrela-Lajeado.
O mesmo percurso era feito pelo “Caçador”, pilotado por Leopoldo Jacó Arnt.
Várias vezes ocorriam acidentes graves no rio Taquari, como noticiou O Alto Taquary, de 22/01/1905, ao se quebrar o vapor "Colônia e Meia", da firma Ruschel, & Irmão, na famosa Cachoeira do Ouro.
Perdeu toda a carga de banha e demais produtos coloniais.
O relatório estatístico municipal, de 1911, informa que Estrela-Lajeado tinha comunicação rápida por via fluvial, através da Companhia Navegação Arnt, com os vapores “Taquari”, “Brasil”, “Taquara”, “Rio Grande do Sul” e outros, e da Companhia Jaeger, com os vapores “Boa Vista”, “Rio Taquari I”, “Rio Taquari II” e outros.
Com sede em Taquari, filial em Porto Alegre, no Armazém C 1, junto ao Mercado Público e Palácio do Comércio, a Navegação Arnt tinha sua agência também em Estrela.
O prédio da agência em Lajeado, hoje, está abrigando a empresa Marquardt Scherer SA Comércio, Indústria e Agricultura.
Em Estrela, a empresa de transporte pluvial Fava, Rosa & Cia. estabeleceu na barranca do rio Taquari o Trapiche Oriental, como agência da Navegação Liberdade e da Standard Oil Co. of Brazil.
Segundo anúncio em O Paladino, de 07/09/1921, tinha anexo um Armazém de Secos e Molhados, com compras de produtos do país e vendiam a afamada gasolina “Metano” e querosene Brindila.
O cais do antigo Porto de Estrela foi inaugurado em 15/10/1924.
Era uma obra de arte, o mais belo porto da região.
A hora de embarque e desembarque de passageiros, a área portuária era movimentada.
Ao seu lado, estava o cais do porto privado da empresa H. Fett Irmão & Cia. - Exportadores Industriais - Refinação da banha "Neblina" e fabricantes da manteiga "Jockey" e "Preciosa".
A Fábrica de Sabão, de Jacó Herrmann Filho & José Costa, também tinha o seu trapiche próprio.
Mais acima, no bairro Oriental, estava o porto particular da Companhia Navegação Liberdade, de Pedro Izírio & Cia. Ltda.
Em 1925, atracavam no porto de Estrela os barcos “Garibáldi”, “Taquari”, “Teutônia” e “Osvaldo Aranha”, movidos à roda d’ água.
O vapor “Lajeado” era de luxo, muito comentado nos idos de 1939. Parou em 1941.
Depois da famosa enchente de 1941, a navegação prosseguiu irregularmente, com barcos de calado 2.50m, até o porto de Taquari, de 2.0m até Mariante e de 1.50m até Bom Retiro.
Para a construção da Barragem de Bom Retiro, a Navegação e Comércio Lajeado Ltda., em 14/11/1967, solicitou do governo estadual um projeto, que demorou anos para ser concretizada.
A Navegação Beleza foi fundada em 1907, em Arroio do Meio. Seus barcos também ancoravam no porto de Estrela.
Dados estatísticos municipais, de 30/06/1917, informam que possuía 22 embarcações: vapor “São Gabriel”; as gasolinas “Beleza”, “Normando”, “Flor da Primavera”, “Lula”, “15 de Novembro” e “Nucki”; as chatas “Boca Negra”, “Belezinha” e “Veneza”; os botes “Garibáldi”, “Estimada”, “Charuto”, “Escaravelho” e “Vagalume”; a lancha “Cecília”; as canoas “Aninha”, “Querida”, “Maro”, “Tubarão”, “Penudo” e “Nicki”.
Toda esta frota mercante estava sob a gerência de Frederico Sudbrack Neto. O semanário O Imparcial, de 06/06/1931, tem um anúncio publicitário da Navegação Beleza, de propriedade da empresa Sudbrack, Fett, Slongo & Cia. Ltda., navegando pelo Rio Jacuí e Taquari até o Passo Dalóglio, na época pertencente ao município de Alfredo Chaves.
A novidade anunciada era a lancha-motor “Lajeado” para passageiros, com saídas de Porto Alegre às 16h30min de segundas, quartas e sextas-feiras e retorno de Porto Alegre , às 17h de terças, quintas e sábados.
Anos depois, a Navegação Beleza se fundiu com a Navegação Aliança, destacando-se os barcos “Rio Claro” e “Serro Branco”.


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Em 1928, a Companhia de Navegação Aviadora, de Cananea & Garcia, com sede no porto de Venâncio Aires, se estabeleceu, por contrato, no Armazém e Trapiche de Carlos Inácio Bennemann, levando passageiros e cargas a Porto Alegre, duas vezes por semana, conforme anúncio no semanário Alto Taquari, de 24/04/1928.
Lá por 1932, surgiu a Navegação Capital, com os barcos “Dita” e “Eliseu”, e a Navegação Defesa, de Ritter& Cia, com os barcos “Iolanda”, “Gelsi” e “Lili”, todos só para cargas.
Com a organização e oficialização do Sindicato de Navegação Fluvial do Rio Grande do Sul, as companhias Arnt e Aliança, que exploravam o transporte de passageiros e cargas na zona do rio Taquari, passaram a constituir uma só empresa, sob a denominação de Cia. Arnt-Aliança Ltda.”, como noticiou A Semana, de 7-1-1934.
Todos os representantes do Comércio e Indústria da região se uniram para solicitar o apoio do interventor federal à fundação da Sociedade Cooperativa de Navegação Alto Taquari, lutando especialmente para a suspensão da taxa hidrográfica, para se obter o barateamento e uniformização dos fretes, pleiteando os mesmos favores concedidos ao Sindicato de Navegação Fluvial, informou A Semana, de 14/05/1934.
A gasolina “Serro Branco” inaugurou a linha entre Muçum e Porto Alegre, lê-se no semanário estrelense O Paladino, de 01/09/1934.
Um dos primeiros negociantes em Arroio do Meio, Cristiano Fleck, ampliou seus negócios. No início da década de 1920, lançou as bases da Navegação Minerva, com dois barcos, para frete de produtos coloniais.
A Navegação Costi possuía só duas embarcações de frete: “Califórnia” e “Valoroso”.
A Navegação Goergen se estabeleceu em Bom Retiro do Sul. Seu único barco, “Taquara”, levava passageiros e carga.
No porto de Estrela também atracavam os barcos da Navegação Lajeado, surgida em 1942, dirigida por Otávio Trierweiler, até 1954, passando a denominar-se “Navegação e Comércio Ltda.” Seus primeiros barcos de carga chamavam-se “Fandango” e “Joanita”.


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Primeiro motor-home


Primeiro motor-home




Nossa História


O "carro-residência" de Henrique Uebel, o conhecido "Homem Jazz" - conforme O Paladino, de 11/11/1939, pode ser considerado o precursor dos Motor-Home.
Além de servir como moradia, carregava todos os seus instrumentos musicais, partituras e tudo quanto necessitava para apresentar os seus shows.
Temos lembranças pessoais de Henrique Uebel (Übel), nos idos de 1944, em Rolante, onde os alunos do Colégio Sagrada Família foram também apreciar suas apresentações, tocando sete instrumentos musicais, ao mesmo tempo.
O seu conjunto instrumental se encontra no Museu Municipal de Teutônia.



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Nascido agricultor em Estrela, e, ainda moço, por motivos de saúde, deixou a agricultura, para dedicar-se à música.
Ele mesmo fabricou o aparelho para tocar 7 instrumentos musicais, simultaneamente.
O “Homem Orquestra” notabilizou-se na estréia com seu aparelho durante a Exposição do Centenário Farroupilha, em 1935.
Com os dedos dos pés, tocava piano; com o peito do pé e o joelho direito, a bateria; com o outro joelho, puxava o fole do acordeão, cujas teclas tocava com a mão esquerda.
Com a mão direita, manejava a flauta, enquanto as teclas do pistom eram acionadas pelo antebraço. Com o queixo, selecionava oito gaitas de boca, ao mesmo tempo em que um violino e um violoncelo ficavam fixos sob um arco preso ao corpo - confore Jornal do Brasil, de 19/02/1973, página 5, noticiando o seu falecimento, aos 72 anos de idade.
Viveu no Vale do Taquari, mas estendeu suas fronteiras nas principais cidades do Rio Grande do Sul.
Em 1955, apresentou-se na TV em São Paulo e depois no Rio, além de Paraná e Santa Catarina. Apresentouse na Argentina e no Paraguai.
Em 1956, convidado pelo governo alemão, passou seis meses na Alemanha. Fez uma turnê pela Europa, de julho a novembro de 1959, surgindo em redes da TV da Alemanha, Áustria, Suíça, França, Bélgica, Holanda, Dinamarca e Luxemburgo.
Chegava a tocar até 12 instrumentos, embora só tocasse sete, simultaneamente.
* 22/08/1906, na Linha Schmidt, hoje Westfália, f. Augusta Lizete e de Adolfo Übel.
Em 1939, casou-se com Vilma Rex (* 26/11/1909, + 21/07/1998), tendo os filhos Herbert, Íris e Erno.
+ 08/01/1973, sepultado no cemitério evangélico de Estrela.


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Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Dicionário de Estrela e Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Primeiros Concursos de Beleza




Nossa História


A primeira menção de concurso de beleza feminina, em Estrela, encontramos em O Paladino, de 09/04/1922, quando a Revista da Semana e o vespertino A Noite, do Rio de Janeiro, promoveram em Taquari um concurso de beleza, para saber qual a mulher que devia ser chamada rainha da beleza brasileira.
Como o município de Estrela não tomasse parte nesse plebiscito, devido não termos correspondência direta com os promotores, o próprio jornal local promoveu um “plebiscito” entre a população estrelense, cuja beleza feminina é compatível com a de qualquer centro do Estado.
Para maior lisura na apuração, designaremos previamente uma comissão de pessoas idôneas para procedê-la, cujo resultado será publicado semanalmente. Cumprida a promessa, o resultado final deu 5.370 votos para Célia Veloso, 5.057 para Gabriela Ruschel, 1.796 para Helma Becker, 926 votos para Célia Ramos Morsch, 660 para Olga Petter, 507 para Maria Bittencourt Ruschel e mais de uma centena com menor número de votos, num total de 16.905 votos, conforme O Paladino, de 09/07/1922.
A edição de 07/09/1922, em papel couchê, publicou as fotos das duas mais votadas.
Célia Veloso conquistou o coração de Dr. Eraldo Christ, com quem casou, em 01/03/1924.
Gabriela casou-se com Waldemar Jaeger, em 01/12/1924, mas teve um destino cruel, marcado pela tragédia.


Primeiros Concursos de Beleza



Em 1929, o Diário de Notícias promoveu um concurso de beleza estadual, para a escolha das mais belas do Rio Grande, foi eleita por 1823 votos, nesta vila, a Exma. Srta. Cléa Lautert, estremecida filha do Sr. Ernestino Leopoldo Lautert.
O 2º lugar, com 1.760 votos, coube a Exma. Srta. Alice Porto, dileta filha do Sr. Cap. Antônio Carlos Porto - Conforme O Paladino, de 09/03/1929.
A vencedora, Cléa Lautert, Miss Estrela, na quinta-feira do dia 07/03/1929, seguiu para Porto Alegre, participar do concurso de beleza.
Venceu Bela Ortiz, Miss Uruguaiana.
No decorrer das décadas, a beleza da mulher estrelense brilhou sempre nas passarelas e concursos.
Naturalmente, a beleza da mulher estrelense na praia do rio Taquari, com a escolha da Miss Cascalho, a imprensa não registrava.
Eram brincadeiras sadias. Cada verão em Estrela era um período esperado e inesquecível.
No decorrer dos anos, os concursos de beleza se tornaram cada vez mais sofisticados, com trajes cada vez mais reduzidos.


Para rainha do Jubileu de Diamante de Estrela, em 1951, foi eleita Romilda Vier, com seis princesas: Maria Beatriz Porto, Otília Müssnich, Íria Schneider, Gertha Ahlert, Isoldi Orlandini e Eunice Ribeiro Lopes, a mais bela do Alto Taquari que coroou a rainha - conforme João Oliveira Belo, em O Alto Taquari - Aspectos de seu Desenvolvimento.


Primeiros Concursos de Beleza Primeiros Concursos de Beleza


Em 1954, Miss Estrela Otília Müssnich participou de um certame estadual de beleza, na Festa da Uva em Caxias do Sul, a única a desfilar sem chapéu.
Casou-se com Dr. Gustavo Simon, dois anos depois.


Primeiros Concursos de Beleza Primeiros Concursos de Beleza Primeiros Concursos de Beleza



Em 1966, Aneli Fuchs, nascida em Corvo, eleita rainha do Rotary, entre cinco representantes da sociedade estrelense, foi escolhida a rainha da Femai e foi indicada para representar Estrela no concurso Miss Rio Grande do Sul, em 14/06/1968, colocada em 4º lugar, sagrando-se princesa.

Primeiros Concursos de Beleza Primeiros Concursos de Beleza Primeiros Concursos de Beleza Primeiros Concursos de Beleza



Ane Elizabeth Horst, em 1974, eleita Rainha das Praias do Taquari e Princesa das Piscinas do Rio Grande do Sul.
Em 1976, ela conquistou o título de Miss Rio Grande do Sul e Miss Simpatia do Brasil.

Primeiros Concursos de Beleza Primeiros Concursos de Beleza


Em 1991, Juliana Wülfing foi eleita a mais bela mulher de Estrela.
Em março do ano seguinte, conquistou o título de Miss Rio Grande do Sul.


Primeiros Concursos de Beleza


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



Primeiros Carnavais




Nossa História


A mais antiga menção de festejos carnavalescos em Estrela, documentada em fontes primárias, está no jornal Der Pionier, de 11/03/1897, citado por Lothar Hessel.
A casa comercial de João Carlos Wallau, além de outros produtos, vendia confetes, grande variedade de máscaras e enfeites de carnaval, para damas e cavalheiros.
O mais antigo grupo carnavalesco de Estrela, documentado, é o Clube Saca-rolhas no desfile de rua, no Carnaval do século 19.
A banda de Laurindo Paraná animava os folguedos, enquanto em carros alegóricos desfilavam um grupo de gaúchos rio-grandenses, grupo de índios, rainha, bosque de fadas, alegoria ao Brasil e Argentina; uma fábrica de cargos, onde um Satan tirava de um moinho as diferentes profissões liberais'' - conforme O Alto Taquary, de 24/02/1901.
Outra menção é de 1908: O folgazão Momo visitou esse ano a nossa região, recebendo em homenagem animadas festas.
Na vizinha vila da Estrela formou-se alegre préstito composto de crítica, Zé-Pereira e garboso esquadrão de cavalarianos - conforme O Alto Taquary, de 03/03/1908.


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Pelo visto, Zé Pereira era antigo e as alegorias carnavalescas preferiam as críticas humorísticas.
Um dos mais antigos blocos burlescos foi o Grupo Mephistófeles, fundado em 24/02/1924.
Uma foto desse grupo está no Álbum Comemorativo do Cinqüentenário do Município, página 88, diante do Hotel Central, no Carnaval de 1926.
Grupo carnavalesco “Zé Pereira” animava os bailes de carnaval, também, na segunda década do século passado, segundo foto de 1926, integrado por Sadi de Azambuja Pontes, Olinto Fontoura, Albino Müssnich, Eugênio Kasper, J. Beno Schütz, João Carlos Wallau Filho e Maximiliano Lauer.
O nome mais completo era Zé Pereira Oxford - conforme O Paladino, de 06/03/1927.
O Paladino, de 19/09/1926, cita dois blocos atuantes: o Bloco Amantes do Choro veio tomar parte da festa de posse da primeira diretoria do Bloco dos Intrometidos.
Em 04/10/1926, ambos os blocos se fundiram num só, tornando os "Intrometidos" mais fortes.
A edição seguinte, do dia 26, mencionou o Bloco Saudades, que havia promovido um animado baile no salão da Sociedade Ginástica.
Além do Bloco das Tesouras e do Mal-me-quer - conforme O Paladino, de 20/02/1927, havia o Bloco dos Gaúchos, fundado anexo ao Salão Oriental, no bairro do mesmo nome, mantenedores de uma orquestra.
Na semana passada, foi fundado por distintas senhoritas do Oriental o "Grupo das Caturritas" - noticiou O Paladino, de 21/01/1928, - que fará galharda estréia no próximo carnaval, concorrendo para o seu brilhantismo.
Contemporâneo foi, igualmente, o bloco Dois Cometas, participando João Heidrich, A. Maisonna, José Carlos Maurer, Albino Müssnich e Aníbal Carlos Kessler.
Na década de 1930, havia também o bloco Zé dos Intrometidos. No mesmo período, um grupo de caixeiros-viajantes e seus familiares se organizaram para fundar o bloco carnavalesco denominado Gafanhotos, insetos que não param de pular e comer.
Não só animavam festas burlescas em Estrela, mas também participavam de folguedos em lugares vizinhos.
A Semana, de 20/02/1933, noticiou que o carnaval de Estrela está animadíssimo, tendo o Zé dos Intrometidos feito diversos assaltos, assim como também os cordões ali formados.
Na reportagem de 25/02/1933, O Paladino mencionou a promoção da Sociedade Carnavalesca dos Intrometidos, em matéria assinada por Rumara.
Rudolfo Maria Rath, seu autor, usa de enigma futurista: O Zé, então, nem se fala.
Na edição de 06/01/1940 O Paladino menciona a ditadora do carnaval, senhorita Clélia Spalding.


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt



PRIMEIRAS LEGISLATURAS




Nossa História


Nos primeiros 10 anos e oito meses de história, o poder executivo foi exercido sob a antiga legislação do Brasil Império, com ligeiras e inexpressivas alterações, sem que houvesse nítida distinção entre as atribuições dos poderes.
Por isso, a presidência do Poder Legislativo fica inserido no início desse capítulo do Poder Executivo. Não existia a figura do "chefe do executivo".
PRIMEIRAS LEGISLATURAS


A Câmara atendia às necessidades do Município e pedia ao governo provincial os recursos e autorizações.
A administração municipal de Estrela nasceu sob o governo provincial de Francisco de Carvalho Soares Brandão, quando lhe faltavam 6 dias para entregar o governo ao seu sucessor, em 27/02/1882, José Leandro de Godói e Vasconcelos.
Já em 28 de outubro, foi empossado José de Antônio de Souza Lima; em 16/07/1883, José Júlio de Albuquerque Barros; em 28/10/1885, Henrique Pereira de Lucena; em 09/01/1886, Miguel Calmon du Pin e Almeida; em 25/01/1887, Bento Luís de Oliveira Lisboa; em 27/01/1888, Rodrigo de Azambuja Vilanova; 08/12/1888, Joaquim Galdino Pimentel e, em 24/07/1889, Gaspar da Silveira Martins, o último presidente da Província no Brasil Império.
Assim, em quase 8 anos de regime monárquico, Estrela sofreu a instabilidade administrativa de 10 nomeações de presidentes provinciais.
Havia no Paço Municipal estrelense um procurador-contador, para atender as finanças; um fiscal, para cuidar da arrecadação; um arruador, para alinhar as construções de casas; um porteiro, que atendia os munícipes e um secretário, para elaborar as atas das reuniões, redigir ofícios e cuidar do expediente interno.
Todos atuavam sob a coordenação do presidente da Câmara.





PRIMEIRAS LEGISLATURAS



TRISTÃO GOMES DA ROSA

Presidente eleito da Câmara de Vereadores
De 21/02/1882 a 08/01/1883


Na terça-feira de 21/02/1882, com a instalação do novo município de Estrela, sob a presidência de João Caetano Pereira, presidente interino da Câmara Municipal de Taquari, foi empossada a primeira Câmara de Vereadores, composta por 7 vereadores.
Reunidos na mesma data, por quatro votos, foi escolhido Tristão Gomes da Rosa como primeiro presidente da Câmara. Segundo a legislação imperial em vigor, além das atribuições legislativas, acumulava o presidente também atribuições executivas, como hoje o presidente da Câmara em exercício de "prefeito" municipal.
No dia seguinte, foram nomeados os primeiros funcionários públicos municipais:
1º) - Secretário geral: Bento Rodrigues da Rosa, cargo que ocupou até 31/10/1882, esporadicamente substituído por Virgílio Pereira da Silva, João Lourenço Dexheimer e professor Nicolau Müssnich. Assumiu esta função João de Deus Mena Barreto.
2º) - Procurador e contador: João Lourenço Dexheimer. Fazia as vezes de secretário da Fazenda. Seu fiador foi Valentim Schwingel, aceito pela Câmara.
3º) - Fiscal: João Ubaldo Nery.
4º) - Porteiro: Antônio Joaquim Martins. Além de receber e orientar as pessoas na Intendência, buscava e levava correspondências.
5º) - Arruador: Félix Gomes da Silva. Tinha a seu cargo o alinhamento das construções nas ruas.
Na reunião do dia 23, os vereadores estrelenses pediram a autorização da Câmara de Taquari para que Estrela pudesse pôr em execução o seu Código de Posturas. Para tudo se pedia licença e informações, seja a Taquari, seja ao governo provincial.
O fiscal e o arruador não sabiam, por exemplo, se deviam ou não guiar-se pelo Código de Posturas de Taquari.
Recorreram ao governo provincial para que fossem fornecidos os padrões de pesos e medidas do sistema métrico francês visto não poder à sua custa fazer tal aquisição. Pediu também autorização ao governo para no pagamento de seus empregados e mais despesas necessárias, regular-se pelo orçamento de despesa da Câmara Municipal de Taquari neste exercício.
Dois dias depois, a Câmara resolveu felicitar o Coronel (Antônio) Vítor (Mena Barreto) pela instalação deste município, agradecendo seus esforços por ele feitos e pedindo que continue a dispensar seus serviços.
O governo provincial foi rápido em atender os vereadores de Estrela.
Em 01/03/1882, o recém empossado presidente Dr. José Leandro de Godoy e Vasconcelos autorizou a Câmara de Estrela adaptar seu Código de Posturas, na parte que for aplicável, ao Código de Taquari.
Autorizou também a Câmara a alugar uma sala do prédio de Miguel Ruschel para a administração municipal.
Na falta de um Regimento próprio, podia servir o Regimento n.º 35, de 08/10/1858.
Enquanto vigorasse o orçamento para 1882 de acordo com o estabelecido no ano anterior pela Câmara de Taquari, no que coubesse ao distrito de Estrela, a primeira providência da nova Câmara foi montar o primeiro Orçamento da Receita e Despesa para o exercício de 1883, calculado em 9:373$332, bem como o primeiro Código de Posturas.
Os dois projetos foram remetidos à Assembléia Legislativa Provincial para estudo e aprovação, em 14/03/1882.
O Código de Posturas foi transformado em Lei, de número 1.367, em 09/05/1882.
Como a administração municipal funcionasse no histórico sobrado de Miguel Ruschel, a Assembléia Legislativa aprovou, pela Lei 1.390,de 01/06/1882, a emissão de apólices até o valor de 16 contos de réis, para a aquisição de um edifício próprio para a Câmara. O juro foi de 7% ao ano.
Uma das grandes empresas industriais em Estrela, no último quartel do século 19, era o engenho de Fernando Ehlers. Para realizar alguns melhoramentos, requereu ao governo provincial para que encaminhasse uma petição ao governo geral do Império, solicitando garantia de juros para estabelecer um engenho central neste município, sob o capital de oitocentos contos; resolveu (a Câmara) informar - declarando ser de suma conveniência a realização de tal melhoramento visto que toda a região deste município é em extremo favorável à cultura da cana.
Nas primeiras reuniões da Câmara os vereadores se deparam com o problema da desanexação da colônia de Teutônia. Lideranças e moradores de Teutônia enviaram um abaixo-assinado ao governo provincial pedindo para passarem a pertencer ao município de Taquari.
O presidente da Província remeteu à Câmara uma cópia dos signatários, pedindo Parecer e informações.
Os vereadores se manifestaram contrários à pretensão considerando tal desmembramento inconveniente aos interesses públicos.
A insaciável ganância dos grandes latifundiários empacou na Câmara de Vereadores de Estrela. José Francisco dos Santos Queima - deve ter sido Pinto e não Queima - requereu ao governo provincial mais terras devolutas em Estrela.
O presidente José Leandro de Godoy e Vasconcelos pediu informações à Câmara pelo Of, no 1632, de 02/08/1882.
A Câmara resolveu informar de não haverem mais terras devolutas no Vale do Rio Taquari e sim mais centrais.
Terras devolutas, sem dono legal, existiam nas proximidades da divisa da Colônia Conde d' Eu, Santa Cruz e Soledade.
O município foi dividido em três distritos especiais: 1º Estrela, 2º Conventos e 3º Teutônia.
O governo provincial criou a Delegacia de Polícia e 8 escolas, sendo duas na vila de Estrela, uma novo Paraíso, Arroio do Ouro, Conventos, Arroio do Meio, picada São José e Teutônia.
Os moradores da vila de Estrela achavam que a Rua da Igreja necessitava de melhoramentos.
A comissão especial formada pelo vereador capitão Miguel Ruschel, Pedro Buchmann e José Raupp devia dar o orçamento e um Parecer da despesa para abertura e compostura da Rua da Igreja.


HENRIQUE TEODORO ROHENKOHL
Presidente eleito da Câmara de Vereadores
De 08/01/1883 a 08/01/1887


As mínimas coisas que ocorriam no vasto território de Estrela, repercutiam na Câmara. Do sumido livro de Atas das Sessões, já tínhamos extraído alguns tópicos, publicados no Jornal de Lajeado, de 9, 16, 23 e 30-8-1974, como também de 27-2-1976.
Uma das principais preocupações desta gestão foi a educação e o ensino no vasto território de Estrela.
O governo criava escolas, mas não as mantinha condignamente.
Entraves burocráticos centralizados impediam o funcionamento normal.
Quando o professor Nicolau Müssnich reabriu o ano letivo em fevereiro de 1883, encontrou apenas 5 cadeiras e 5 escrivaninhas.
Henrique Alves Bastos, encontrou sua escola em Teutônia sem móveis.
Para alguns dias de afastamento dos professores, para tratamento de saúde, tinham que dirigir-se ao governo provincial.
Assim, Branca da Costa Bard, em 08/01/1883, conseguiu 15 dias para tratar da sua saúde, em janeiro.
Foi completada a construção da igreja Matriz de Santo Antônio da Estrela, recebendo a bênção eclesiástica em setembro de 1883.
Já tendo cedido grande parte de seu território, em 1881, para formar a nova freguesia de Santo Inácio do Lajeado, pela lei n.º 1.445, de 26/04/1884, a freguesia de Santo Antônio da Estrela estava perdendo seu segundo pedaço de território: a Colônia Dona Isabel, transformada em freguesia de Santo Antônio de Dona Isabel, hoje Bento Gonçalves, e a Colônia Conde d' Eu, transformada em São Pedro de Conde d' Eu, hoje Garibaldi.
No segundo distrito de Estrela, com sede em Lajeado, foi criado uma escola do sexo masculino, pelo lei n.º 1.461, de 30/04/1884.
Como tudo estava concentrado no governo provincial, os presidiários pobres não tinham comida, já que, na época, os próprios familiares tinham que alimentar seus membros presos na cadeia municipal.
Chegou à apreciação da Assembléia Legislativa os dados estatísticos do distrito de Teutônia, com 2.500 habitantes, colhendo 10.000 sacos de feijão, 20.000 sacos de milho e 45.000 quilos de banha.
Por essa razão, os deputados acharam por bem autorizar a construção de uma igreja, sob a invocação de Bom Jesus.
Pela lei n.º 1.519, de 04/12/1885, foi criada a freguesia de Bom Jesus da Teutônia.
Não se deram conta que a esmagadora maioria era evangélica.
Apenas uma dezena de famílias, boêmios austríacos, era católica.
Por isso, os alicerces da igreja esperaram um século até a sua construção...
O maior destaque desta legislatura foi a aquisição de um prédio para a Câmara Municipal.
Em 18/12/1885, os vereadores decidiram pela compra do sobrado do coronel Víctor de Sampaio Mena Barreto, ao lado da igreja matriz, por 16:000$000.
O município recebeu mais quatro escolas, em 1885, e outras três, no ano seguinte.


BENTO MANUEL DE AZAMBUJA
Presidente da Câmara de Vereadores
De 08/01/1887 a 04/01/1890

Para melhor conhecer o município, o empresário industrial e agrimensor Fernando Ehlers elaborou a Planta da Colônia de Teutônia, em 1886, com a escala 1 : 40.000 e no ano seguinte, o agrimensor Procópio Hensr assinou o Mapa do Município de Estrela, com a escala 1 : 160.000
Entre os problemas enfrentados com as contínuas cheias do Taquari e seus afluentes, foi levada a grande ponte sobre o Boa Vista, na estrada geral para Teutônia. A reconstrução foi autorizada.
O crédito especial de 11:486$894 recebeu o aval de Gaspar Silveira Martins, o último governador do Brasil Imperial, pelo Ato 77, de 29/08/1889.
Houve um notável surto de pedidos de nacionalização. Já em 1886, naturalizaram-se brasileiros 30 imigrantes alemães, em Estrela.
No ano seguinte, vieram mais 53 imigrantes alemães na vila de Estrela e 16 seguiram para Teutônia, e mais 23 pediram a naturalização, concedida pela Câmara de Vereadores.
Em 1888, entraram 14 imigrantes: 5 italianos, 6 belgas e 3 alemães.
O último acontecimento histórico para Estrela, antes da República, foi a criação da Comarca de Estrela, pela lei 1.865, de 17/06/1889.
Era presidente da Província Dr. Joaquim Galdino Pimentel.
A proclamação da República foi vivamente festejada em Estrela, apenas por um grupo de pessoas.
A população em geral não sabia, nem entendia bem do que se tratava.
As lideranças políticas se dividiam entre conservadores e liberais.
Raros eram os republicanos, geralmente os mais jovens e rebeldes, os "modernos" da época, que não encontravam espaço político nos dois velhos partidos.
Para recordar o fato, a derrubada de Dom Pedro II aconteceu na hora de sua sexta, em Petrópolis, acordado pelo major Frederico Solon de Sampaio Ribeiro (conhecido em Estrela), com a ordem expressa e imediata de arrumar as malas e embarcar com sua família para a Europa.
Em Porto Alegre, a notícia chegou às 22 horas e, só à meia noite para o dia 16/11/1889 tomou posse o primeiro governador, Mal. José Antônio Correia da Câmara.
Em Estrela, a notícia veio pelo primeiro barco que chegou no porto.
As primeiras notícias vieram desencontradas, até chegar os primeiros jornais nos dias seguintes, confirmando os ofícios do governo provisório, de 16/11/1889, como está detalhado no capítulo das repercussões de guerras e revoluções em Estrela.


LUÍS PAULINO DE MORAIS
Presidente nomeado da Junta Provisória
De 18/01/1890 a 30/04/1890 (?)


Ao dissolver a Câmara de Vereadores, o governador político José Antônio Corrêa da Câmara, 2º Visconde de Pelotas, nomeou uma Junta Provisória para administrar o município, composta por Luís Paulino de Morais, como presidente, Jacó Schüller e Luís Jaeger, empossados em 18/01/1890.
Administrar o quê? Como tudo tinha caráter provisório, tanto no governo estadual como no municipal, nada podia acontecer que fosse investimento em Estrela ou que trouxesse algum benefício à população.
Algumas semanas depois, Luís Jaeger assumiu como 1º substituto de Presidente da Intendência, como se identificou na Ata de instalação dos trabalhos eleitorais da Junta Municipal de Estrela, em 07/05/1890.
As perturbações políticas e clima pré-revolucionário também repercutiam em Estrela. O ambiente estava tenso.
O secretário geral da administração e da Câmara, João de Deus Mena Barreto, foi exonerado e substituído por Luís Pereira de Azevedo, advogado.
Meio ano depois da posse dessa corporação, dois membros decidiram pedir exoneração.



BENTO RODRIGUES DA ROSA


BENTO RODRIGUES DA ROSA
Presidente nomeado da Junta Municipal
De 07/08/1890 a 26/02/1891


Em substituição aos renunciantes, foram nomeados Bento Rodrigues da Rosa e Henrique Hörlle, que, com Jacó Schüller, prosseguiram no colegiado administrativo, número enriquecido para cinco membros, com a posse, em 12-9-1890, de Pedro Ruschel e Carlos Stoll.
Por proposta de Luís Jaeger, Luís Pereira de Azevedo foi exonerado de suas funções de secretário geral, e substituído por Francisco Oscar Karnal, no mesmo dia 7 de agosto.
Um dos acontecimentos importantes, nesse período, foi o recenseamento de município de Estrela, com o total de 23.541 habitantes e 2.611 eleitores.
O 1º distrito de Estrela: tinha 5.783 habitantes e 598 eleitores.
O 2º distrito de Lajeado tinha 1449 eleitores (55,49% do total) e aproximadamente 12.784 habitantes (54,30% do total) e o 3º distrito de Teutônia tinha 564 eleitores e em torno de 4.974 habitantes.
O mais notável acontecimento histórico neste curto período da história de Estrela, foi a proposta indicada pelo presidente Bento Rodrigues da Rosa e aprovada por seus pares, na sessão de 15/08/1890, para que seja adotada a bandeira da República Rio-grandense de 1835 para o Estado do Rio Grande do Sul, como consta no Livro de Atas :
Considerando que cada Estado da República tem o direito de ter, subordinada à bandeira da Nação, a sua bandeira especial;
Considerando que a bandeira da República de 35 é para o povo deste Estado a mais preciosa relíquia de seu passado;
Considerando que esse passado de heroísmo, abnegação e sacrifícios constitui a mais brilhante página da história rio-grandense;
Considerando que o povo do Rio Grande cumpre o mais sagrado dever, adotando para sempre, como prova de respeito aos heróis da epopéia de 35, o pavilhão tantas vezes hasteado no campo de suas glórias,
Proponho:
Que se solicite ao General Governador do Estado, que seja adotada por Decreto seu, como bandeira do mesmo Estado, a da República Riograndense de 1835, invocando-se neste sentido o concurso de todas as Intendências Municipais junto ao mesmo Governador, que, auxiliado por esta espécie de proclamação, não porá dúvida em atender ao que se lhe pede. - Sala das Sessões, na Estrela, 15 de agosto de 1890 - Bento da Rosa.
Na Câmara de Estrela o pavilhão farrapo já tremulava, desde 23/11/1889. Com a proposta de Bento Rosa, aprovada pelo governo estadual, tremula em todos os pagos e em todos os tempos, menos no período do Estado Novo, quando chamas do totalitarismo o chamuscou.
Talvez fosse "arrumador de osso" ou tivesse algum livro de receitas médicas ou vendesse e receitasse medicamentos homeopáticos, soubesse fazer algum curativo e mesmo algum procedimento de primeiros socorros, Francisco Albano Berlet requereu à Junta licença para clinicar na vila de Estrela, o que foi concedido, na falta de facultativo, em 21/01/1891.
O seu último ato administrativo, igualmente de repercussão histórica, foi presidir a solenidade da instalação do novo município de Lajeado, no próprio dia 25/02/1891, na véspera de entregar a administração municipal à nova Junta Municipal.


JOAQUIM ALVES XAVIER
Presidente nomeado da Junta Municipal
De 26/02/1891 a 30/11/1891


Retirando-se Bento Rodrigues da Rosa e Carlos Stoll, foram empossados seus substitutos Joaquim Alves Xavier e Guilherme Schreinert, permanecendo os demais colegas Jacó Schüller, Henrique Hoerlle e Pedro Ruschel.
Talvez tenha Joaquim Alves Xavier assumido a presidência, o que não dá para documentar.
Com a instalação do novo município de Lajeado, Francisco Oscar Karnal pede demissão do cargo de secretário geral, sendo substituído por Jacó Bernhardt.
Coube a esta Junta a tarefa de organizar a primeira eleição municipal do período republicano.
Talvez a única alteração havida era a militância partidária. Os antigos partidos Conservador e Liberal desapareceram da arena.
O Partido Republicano, que antes abrigava jovens e políticos sem espaço no período imperial, inesperadamente tem a força total, recebendo a adesão interesseira dos velhos conservadores.
Os liberais, alijados do poder, ficaram na oposição, por quase 46 anos fazendo parte da minoria impotente, até às eleições de 17/11/1935.
Como conseqüência da implantação da República, o clima político no país e no Estado estava perturbado.
No Rio Grande do Sul seis governadores tomaram posse no executivo estadual, num espaço de poucos meses.
Júlio de Castilhos assumiu o poder e pessoalmente tinha elaborado a Constituição Política do Estado, candidatando-se e fazendo-se eleger, pelo voto indireto e aberto, pela Assembléia dos Representantes, sem que a oposição tivesse vez e voto.
A nova Constituição Estadual de 1891 distinguia os poderes legislativo, executivo e judiciário.
As suas atribuições eram específicas, exercidas por longo tempo no mesmo local.


JÚLIO MAY
Presidente eleito do Conselho Municipal
De 30/11/1891 a 09/01/1892


No país, o presidente Deodoro da Fonseca havia dado um golpe de Estado, em 03/11/1891.
Como militar, não aprendeu suportar críticas. Não aturava a oposição.
Não tinha formação democrática. Nunca tinha se familiarizado com idéias republicanas.
Usou a força militar para implantar a República, sem a consulta popular.
Aliás, o povo achou que aquilo era um ensaio de desfile militar e assistiu tudo bestializado, na expressão de Quintino Bocaiúva.
Recebeu o apoio de Júlio de Castilhos.
Entretanto, para evitar derramamento de sangue, Fonseca renunciou a presidência, assumindo o vice-presidente Floriano Peixoto.
Como efeito, Castilhos viu-se obrigado também a renunciar, assumindo no Rio Grande do Sul uma Junta Governativa, no dia 12.
Esse novo governo entrou para a história como "governicho", nome pejorativo.
Em Estrela, o clima era de ansiedade. Estava-se em campanha política municipal, com eleições marcadas para o feriado de 15/11/1891.
Os 7 conselheiros escolheram Júlio May para presidente do Conselho, empossado em 30/11/1891.
Voltou o Conselho a pedir um intendente para Estrela, como chefe específico do Poder Executivo, segundo estabelecia a Constituição Política do Estado de 1891.
Apenas em 14/10/1892, Joaquim Alves Xavier foi nomeado intendente de Estrela.
O artigo 63 da Constituição Política estadual de 1891 estabeleceu que os municípios deviam ser administrados por um intendente e seu conselho municipal, eleitos simultaneamente, de 4 em 4 anos.
Mas, o artigo 7º das Disposições Transitórias conferia ao Presidente do Estado a atribuição de nomear os intendentes do primeiro período municipal.
Considerando que, só após a promulgação da Lei Orgânica Municipal, feita pelo intendente, constituído automaticamente o município, deve o quatriênio ser contado a partir da data desse ato, prosseguindo, então, através de eleições.
Com a interrupção exercício do Poder Legislativo de Estrela, de 09/01/1892 a 22/06/1892, voltou Estrela ao regime da ditadura.


LUÍS PAULINO DE MORAIS
Presidente nomeado da Junta Municipal
De 09/01/1892 a 22/06/1892


Passadas as festas natalinas e o ano novo, em 9 de janeiro foram empossados os novos membros da Junta Municipal: Luís Paulino de Morais, João Antônio da Cunha, Guilherme Endres, Jacó Schüller e Pedro Huber Sênior.
Em maio irrompe no município uma epidemia de varíola, tendo dado provas inequívocas de suas altas qualidades de sentimentos, o vigário da paróquia, Pe. Eugênio Steinhart, o qual, sempre com o mesmo carinho foi, desde o começo da epidemia, o abnegado enfermeiro dos doentes - conforme o Álbum do Cinqüentenário.
Somente em setembro entrou em franco declínio a cruenta epidemia.
No mesmo período, o interior de Estrela foi assolado por outra praga: nuvens de gafanhotos destruíram as lavouras.


JÚLIO MAY
Presidente eleito do Conselho Municipal
De 22/06/1892 a 18/10/1892


Derrubado o "Governicho", reassumiu o governo estadual Júlio de Castilhos, em 17/06/1892.
De imediato, nomeou Vitorino Monteiro como vice-presidente do Estado, renunciando ele o governo e dando-lhe posse legal.
Monteiro anulou os atos administrativos anteriores. Com isso, a Junta Municipal de Estrela foi dissolvida e, em 22 de junho, Júlio May reassumiu a presidência do Conselho.
A primeira providência, foi retornar ao pedido de nomeação de um intendente para Estrela, o que foi atendido em 14 de outubro, com posse marcado para 4 dias depois.
Aqui, então, terminam as funções executivas que o Poder Legislativo exercia, através de seu presidente.
Assim, pois, aqui começam as funções próprias do Poder Executivo Municipal de Estrela.


JOAQUIM ALVES XAVIER
Intendente nomeado
De 18/10/1892 a 26/05/1893


Estando no governo estadual Dr. Fernando Abbott, secretário estadual do Interior e Exterior no exercício de presidente do Estado, tomou posse em Estrela o primeiro intendente, Joaquim Alves Xavier, na terça-feira de 18-10-1892.
O seu primeiro ato administrativo foi promulgar a Lei Orgânica do Município. Teve que organizar a Intendência, distribuindo as tarefas e competências para os poucos funcionários. Providenciou a cobrança de impostos e taxas, para haver receita orçamentária.
As atribuições administrativas que a Câmara de Vereadores e o Conselho Municipal tiveram, nos 10 anos e alguns meses de vida municipal deixaram em completa desorganização os serviços burocráticos e o arquivo.
Hoje, não restou praticamente nenhum documento desse período.
Quando assumiu, estava terminando a epidemia da varíola.
Não nos chegaram dados sobre número de mortes e doentes, nem sobre as providências tomadas.
Certamente encontrou as colônias devastadas pelos gafanhotos, o que deve ter repercutido na arrecadação de impostos.
O efeito de instabilidade política no Estado também afetou Estrela.
Em 31/12/1892, pelo ato n.º 31, o secretário do Interior e Exterior, Dr. Fernando Abbott, no exercício de governador do Estado, extinguiu a Comarca de Estrela.
A cidade lembra dele com o nome de uma de suas mais belas ruas.
Depois de irromper no Estado a Revolução Federalista, em 05/02/1893, no Vale do Taquari as hostilidades iniciaram com a invasão da vila de Estrela, em 27/05/1893, sob o comando de José Altenhofen, com o intuito exclusivo de derrubar o seu cunhado, intendente Joaquim Alves Xavier.
Este fugiu, na véspera, para Taquari, abandonando o cargo. Assumiu seu substituto legal.


PÉRCIO DE OLIVEIRA FREITAS
Subintendente do 1º distrito
De 26/05/1893 a 12/01/1895
Intendente nomeado
De 12/01/1895 a 15/10/1896
Intendente eleito
De 15/10/1896 a 15/10/1900


Enquanto governava no Rio Grande do Sul o presidente Júlio Prates de Castilhos (de 25/01/1893 a 25/01/1898), coube a Pércio de Oliveira Freitas governar o município, por 7 anos e mais de 4 meses.
Como não houvesse vice-intendente, iniciou como subintendente do 1ª distrito, nos difíceis anos da Revolução Federalista.
Em 12/01/1895, ainda no período revolucionário Pércio saiu da interinidade e foi nomeado intendente titular.
Nas eleições municipais de 07/09/1896,foi confirmado pelas urnas, como primeiro intendente eleito de Estrela.
O município de Estrela era um imenso campo de lutas fratricidas.
Por essa razão, o Álbum do Cinqüentenário, na p. 80, registra: O intendente Pércio, na impossibilidade de efetuar a cobrança de impostos relativos aos exercícios de 1890 a 1894, por falta quase que absoluta de escrituração, propõe ao Conselho a anulação das respectivas taxas.
Estando Antônio Augusto Borges de Medeiros na presidência do Estado, desde 25/01/1898, pelo Ato n.º 13, de 18/05/1898, Pércio criou o distrito de São José dos Conventos Vermelhos, nome alterado para Roca Sales, dois anos depois.


FRANCISCO FERREIRA DE BRITO
Intendente eleito duas vezes
De 15/10/1900 a 15/10/1904
De 15/10/1904 a 15/10/1908


Governou Estrela, quando Borges de Medeiros prosseguia inalterado na presidência do Estado.
Aliás, Estrela recebeu a visita de Borges de Medeiros, em 28/04/1903.
Um dos resultados de sua passagem pelo Vale, foi a criação da Comarca do Alto Taquari, em 06/05/1903.
Um ano antes, em 16/05/1902, Estrela tinha também recebido a visita ilustre do barão von Treutler, enviado extraordinário e ministro plenipotenciário do império alemão.
Criou a Secretaria de Obras Públicas.
O primeiro secretário foi Dr. Oscar Duarte de Barros, nomeado em 16/05/1903.
Chico Brito, como era conhecido, foi eleito pela primeira vez em 07/09/1900, quando tinha 37 anos de idade. Cônscio da grandes responsabilidades que vinha de assumir, soube, nas raias do justo e do possível, conciliar, inteligentemente, os interesses da administração municipal com os do par, sem sacrificar aqueles a estes.
Debaixo deste ponto de vista, surto de sua ação política e administrativa, encetou a espinhosa missão que lhe fora confiada, revelando-se administrador de pulo e político enérgico – são respingos biográficos d’ O Paladino, de 27/11/1921, no 11º aniversário de falecimento.
Os efeitos de sua administração - prossegue o jornal, - por causas diversas começaram a manifestar-se no transcorrer de seu segundo biênio.
O primeiro, que foi de organização, desbravou o caminho e determinou a orientação a seguir. Entretanto, esse biênio, apesar das circunstâncias fortuitas que o pontuaram, não foi de todo estéril.
Ao passo que a ordem refazia-se nos departamentos do poder municipal e como natural conseqüência desse auspicioso fato, iniciavam-se os melhoramentos compatíveis com os recursos de que podia dispor, melhoramentos esses deram-lhe o título de administrador operoso e inteligente.
Ao terminar o primeiro período quatrienal, o Ex.mo Sr. Dr. Borges de Medeiros, preclaro republicano da situação rio-grandense, em expressiva carta, concitou-o a aceitar, por mais um quatriênio, a reeleição para o cargo que soubera honrar, sendo reeleito em 7 de setembro de 1908.
Acumulou também os cargos de delegado de polícia e presidente do conselho escolar – concluiu o articulista do jornal O Paladino, de 27/11/1921.
Seu destaque foi a abertura de estradas: 14 km, ligando Campinhos ao porto de Roca Sales; entre Languiru e Boa Vista, na divisa com Garibaldi; entre Fazenda Lohmann e Estrela; entre linha Seca e Daltro Filho.
Alargou e melhorou várias outras estradas. Criou o distrito de Roca Sales.
Durante seu governo surgiu uma grave crise entre o Executivo e o Legislativo, em 16/10/1902, ao ser votada a lei do orçamento.
Segundo relatório do governo estadual, de 1903, o intendente acumulou as funções de delegado de polícia.
Seu subdelegado do 1º distrito foi Antônio Carlos Porto.
Em 1904, o subintendente na vila foi Carlos Matte Sobrinho, acumulando o cargo de comandante da Guarda Municipal; em Teutônia, foi subintendente Adolfo Zimmermann e, em Roca Sales, Napoleão Maioli Primo.
Em 1905, fundou a Escola Agrícola Previdência.
Decorridos os oito anos de governo, três anos depois veio a falecer, com 58 anos de idade.


ERNESTO ZIETLOW
Vice-intendente nomeado
De 1901 (?) a 1903


Não há documento que indique a data de sua nomeação como vice-intendente de Estrela.
Talvez, tenha sido após a promulgação da Lei Orgânica Municipal, pelo Ato n.º 42, de 19/11/1901.
Em face do dispositivo do § 1º, acrescentado ao artigo 38 da Lei Orgânica Municipal, o intendente Brito declara insubsistente a nomeação do vice-intendente cidadão Ernesto Zietlow, por existir entre ambos parentesco por afinidade, que incompatibilizava aquele de exercer o seu cargo.
Para substituí-lo, o intendente Brito nomeou o cidadão Dr. Geraldo N. Snel, depois de tornar pública a sua escolha - conforme Álbum Comemorativo do Cinqüentenário do Município de Estrela, página 94.
O recenseamento indicava para o fim do século 16.957 habitantes em Estrela, onde foi instalado a Coletoria federal.
A vila contava com 153 casas, em 1902.


GERALDO NICOLAU SNEL
Vice-intendente nomeado
De 1903 a 1904


Esteve à frente da administração local por ocasião em que o intendente de então, coronel Francisco Ferreira de Brito, entrara no gozo de uma licença – conforme O Paladino, 30/04/1922, ao noticiar sua transferência para Porto Alegre, em 26 de abril.
Segundo o Relatório de 15/10/1904, o intendente Brito informou ao Conselho achar-se acéfalo o cargo de vice-intendente, em virtude da renúncia feita pelo honrado major Dr. Geraldo N. Snel.



PRIMEIRAS LEGISLATURAS PRIMEIRAS LEGISLATURAS PRIMEIRAS LEGISLATURAS





1ª Legislatura
De 21/02/1882 a 08/01/1883
TRISTÃO GOMES DA ROSA


O mesmo período
Depois da solene instalação do novo município de Estrela, em 21/02/1882, foi empossada a primeira Câmara de Vereadores, com mandato-tampão de quase um ano, composta por 7 vereadores eleitos:
Henrique Teodoro Rohenkohl - vice-presidente,
Patrício Antônio Rodrigues,
Jorge Carlos Lohmann,
Tristão Gomes da Rosa - presidente,
Miguel Ruschel,
Bento Manuel de Azambuja,
Luís Paulino de Morais.
Faltou na posse e ato de juramento o vereador Luís Paulino de Morais.
Depois da solenidade da instalação do município, os seis vereadores se reuniram para eleger a mesa diretora da Câmara, com atribuições de chefe do Poder Executivo, na falta de um intendente.
Transcrevemos a Ata da 1ª Sessão da Câmara de Vereadores, realizada no dia seguinte, divulgada pelo Jornal de Lajeado, de 18/02/1976:
Aos vinte e dois dias do mês de fevereiro de mil oitocentos e oitenta e dois, no Paço da Câmara Municipal desta Vila de Santo Antônio da Estrela, depois de instalada e empossada a Câmara Municipal, constituiu-se a mesma sessão, sendo presentes os vereadores Henrique Teodoro Rohenkohl, Miguel Ruschel, Jorge Carlos Lohmann, Tristão Gomes da Rosa, Bento Manuel de Azambuja e Patrício Antônio Rodrigues, passaram por escrutínio secreto eleger dentre si, na forma da 2ª parte do parágrafo quinto do art. 22 da Lei n.º 3029, de 1881, o seu presidente e vice-presidente, tendo obtido votos: para presidente - Tristão Gomes da Rosa, quatro votos, e Henrique Teodoro Rohenkohl, dois votos.
Para vice-presidente: Henrique Teodoro Rohenkohl quatro votos e Miguel Ruschel dois votos.
Publicado o resultado, tomou o presidente o seu respectivo assento. Imediatamente resolveu a Câmara nomear para o seu secretário interino João Lourenço Dexheimer, que, depois de ter prestado juramento na forma da lei, entrou em exercício.
Compareceram e apresentaram seus diplomas e solicitaram o seu juramento os Juizes de Paz desta Vila, Senhores José Luís Raupp, Nicolau Ruschel e Jacó Kern, e os Juizes de Paz do 2º distrito (Lajeado), Senhores Filipe Jacó Hexsel, Luís Jaeger e Pedro Brentano, sendo-lhes pelo presidente deferido o juramento na forma da lei.
A Câmara passou a oficiar ao Ilmo. e Exmo. Sr. Dr. Vice-presidente da Província comunicando de ter prestado o respectivo juramento e tomado posse, enviando cópia da Ata de instalação; e ao Dr. Juiz de Direito da Câmara de haver prestado juramento e tomado posse.
E levantou o presidente a sessão, convidando os Senhores Vereadores, para comparecerem no dia vinte e três, às nove horas da manhã, para quando ficou adiada a sessão.
Para constar lavrei a presente ata, que depois de lida e aprovada será assinada.
Eu, João Lourenço Dexheimer, secretário interino, que a escrevi. Seguem as assinaturas dos vereadores presentes.
Efetivamente, no dia seguinte, voltou a se reunir a Câmara. Nessa segunda sessão, do dia 23, dividiram-se os vereadores em diversas comissões legislativas: Para a Comissão de Polícia, Economia Policial, Legislação e Matéria Contenciosa (litígios..): Patrício Antônio Rodrigues e Luís Paulino de Morais.
Comissão de Fazenda, Obras e Melhoramentos: Miguel Ruschel e Bento Manuel de Azambuja. Comissão de Estatística, Limites e Divisão e de Redação: Henrique Teodoro Rohenkohl e Jorge Carlos Lohmann.
O presidente Tristão Gomes da Rosa, latifundiário e escravocrata, não participava de comissões, mas coordenava todos os trabalhos, pois, de fato, era como se fosse o primeiro "intendente" de Estrela, presidente da Câmara no exercício de "prefeito", termo usado desde 1930.
Como lhes sobrara só mais um ano de mandato, coube a esta Legislatura preparar a próxima eleição municipal.


2ª Legislatura
De 08/01/1883 a 08/01/1887
HENRIQUE TEODORO ROHENKOHL


O mesmo período
Em 08/01/1883, foi empossada a segunda Legislatura, eleita para o quatriênio mencionado, com atribuições legislativas e executivas, constituída dos seguintes vereadores:
Bento Manuel de Azambuja,
Henrique Teodoro Rohenkohl
Jorge Carlos Lohmann,
Paulo Mallmann,
Pedro Buchmann,
Pedro Ruschel,
Patrício Antônio Rodrigues.
Na sessão de 07/01/1884, foi eleito Henrique Teodoro Rohenkohl para presidente da Câmara e Patrício Antônio Rodrigues para vice-presidente, o que se repetiu na sessão de 07/01/1885.
Muitas vezes as atribuições legislativas dos vereadores se misturavam com atividades executivas.


3ª Legislatura
De 08/01/1887 a 18/01/1890
HENRIQUE TEODORO ROHENKOHL
1887-1888
PATRÍCIO ANTÔNIO RODRIGUES
1889-1890


Em 08/01/1887, foram empossados os novos vereadores, para o quatriênio 1887-1891:
Bento Manuel de Azambuja
Henrique Teodoro Rohenkohl
Patrício Antônio Rodrigues
Joaquim Alves Xavier
Pedro Schneider, substituído por Paulo von Borowski
Antônio Víctor Mena Barreto
Adolfo Martins Ribeiro.
Foram suplentes:
Pedro Ruschel assumiu em 11/02/1889.
Pedro Blauth
Feliz Kuhl
Com a nomeação de Joaquim Alves Xavier para delegado de polícia, deixou a Câmara, retomando sua cadeira em 15/12/1888.
O 3º Livro de Atas da Câmara está no Arquivo Histórico, em Porto Alegre, na Lata 112.
A sessão extraordinária de 06/03/1888, presidida por Henrique Teodoro Rohenkohl, tomou o juramento de Pedro Friedrich, como segundo juiz municipal a entrar em exercício em Estrela, bem como nomear Inácio José da Silveira como fiscal no 1º distrito.
Em virtude do falecimento do vereador Pedro Schneider, capitão na Guerra do Paraguai, em 20/07/1888, houve eleição municipal, sendo eleito Paulo von Borowski.
Este, na sessão de 12 de setembro, entrou com pedido para que se solicitasse ao presidente da Província a mudança do colégio eleitoral de Teutônia da casa de Júlio May para a da aula pública. O pedido foi deferido.
Em 11/02/1889, Pedro Ruschel assumiu como vereador.
Em 26/07/1889, Pedro Buchmann pediu exoneração de cargo de Inspetor Escolar, substituído por Antônio Geraldo Pereira.
Em 02/08/1889, Jacinto Luís Bigliardi, recebeu 109$000 correspondente à metade das despesas feitas no melhoramento do Perau, na estrada próxima de Encantado.
A última sessão da Câmara foi em 07/01/1890.
A sessão extraordinária de 23/11/1889, de adesão à República está descrita no capítulo das repercussões de guerras e revoluções em Estrela.
Pelo ato provincial n.º 41, de 04/01/1990, foi dissolvida a Câmara Municipal de Estrela.
Acabou a democracia. Reuniram-se ainda os vereadores, no dia 18, pela última vez, para entregar o governo municipal, documentos, arquivos e o dinheiro em caixa aos membros de um colegiado que acabara de ser nomeado.
Esta história está detalhada no capítulo do Poder Executivo.


CONSELHO MUNICIPAL

4ª Legislatura
De 30/11/1891 a 15/10/1896
JÚLIO MAY
1891-1895
MIGUEL RUSCHEL
1895-1896


Em 15/11/1891, houve eleições municipais em Estrela. Foram eleitos os 7 conselheiros do primeiro Conselho Municipal, com mandato de 5 anos:
Júlio May
Jacó Schenck
Nicolau Gerhardt
João Ubaldo Nery
Filipe Jacó Wild
Miguel Ruschel
Henrique Arnt.
A posse foi em 30/11/1891.
Governava o Rio Grande do Sul o general reformado Domingos Alves Barreto Leite.
A este o Conselho de Estrela endereçou o pedido da nomeação de um intendente, para administrar o município.
Foi nomeado Joaquim Alves Xavier, cuja história faz parte do Poder Executivo.
O Poder Legislativo, de acordo com a Constituição, apenas tratava de elaborar o Orçamento da Receita e Despesa, bem como receber a prestação de contas do Intendente, aprovando-a ou não.
Uma das tarefas do Conselho, de capital importância, era a redação, discussão e aprovação do projeto da Lei Orgânica do Município, adaptada à nova Constituição Política. Segundo o histórico do Álbum do Cinqüentenário, os conselheiros reuniram-se depois de eleitos e antes da posse, pois ainda em outubro o Conselho autorizou a sua impressão para entrar na ordem dos trabalhos.
A ordem pública durou poucas semanas.
A oposição cerrada de Júlio de Castilhos não deixou em paz o governador Barreto Leite e seu vice-governador, Barros Cassal.
O "Governicho" dissolveu o Conselho Municipal de Estrela.
De 09/01/1892 a 22/06/1892, ficou interrompido o exercício do Poder Legislativo de Estrela.
Novas alterações no governo estadual repercutiam na vida política de Estrela.
Em 08/06/1892, o velho Marechal do Exército, José Antônio Corrêa da Câmara, como vice-governador, recebeu de seu colega de farda o governo do Estado.
Não se sentiu com saúde para entrar em exercício, nomeou para o seu vice outro militar, general João Nunes da Silva Tavares, tomando posse no dia 17, em Bagé. No mesmo dia, Júlio de Castilhos retomou o poder em Porto Alegre e nomeou para seu vice-governador, horas depois, Vitorino Ribeiro Carneiro Monteiro, dando-lhe posse e entrando logo em exercício.
Com isso, acabara o "Governicho" e, em Estrela, no dia 22 de junho, também voltou a vida política à normalidade, dissolvendo-se a Junta Municipal.
Voltou o Conselho a solicitar ao governo estadual a nomeação de um intendente. Demorou alguns meses.
Apenas em 14/10/1892 veio a nomeação de Joaquim Alves Xavier para primeiro intendente de Estrela, empossado quatro dias depois.
Promulgada a Lei Orgânica do Município, havia condições legais para que a vida política voltasse à normalidade.
Prosseguem o Conselho e a Intendência nos seus trabalhos regulares - conforme Álbum do Cinqüentenário.
A ordem durou pouco tempo. Os republicanos no poder entendiam de República na teoria.
Desconheciam, no entanto, o exercício da democracia. Com a Constituição Política, de inspiração positivista, como instrumento legal, com a Brigada Militar como instrumento de força, Júlio de Castilhos estaqueou no Palácio de Governo a sua "ditadura científica".
Nos municípios nomeou seus intendentes de confiança, na maioria acumulando o cargo de delegado de polícia.
Era uma máquina administrativa truculenta e imbatível à oposição. As eleições estaduais para a Assembléia dos Representantes, com voto a descoberto, sem vez para as minorias, era uma farsa.
A oposição não veio votar. Júlio de Castilhos se considerou eleito e tomou posse em 25/01/1893.
Estava tudo pronto para a Revolução.
Em 1-5-1893, o intendente Joaquim Alves Xavier convocou os membros do Conselho para uma sessão extraordinária. Mesmo que lideranças políticas, econômicas e religiosas, desde o início, tivessem optado pela neutralidade, comprometendo-se todos a permanecer apenas no plano das idéias, sem se envolver em ações militares, Estrela foi invadida por grupos de amotinados maragatos, em nome da Revolução, o que está resgatado noutro capítulo.
As atividades do Conselho foram interrompidas. Após demorada interrupção de 15 meses, o Conselho reenceta os seus trabalhos, tendo lugar a 1ª sessão ordinária em 28/12/1894, na residência de Miguel Ruschel, em virtude de achar-se a Intendência ocupada por forças legais, que guarneciam a Vila - conforme o Álbum do Cinqüentenário. - Na mesma sessão o Conselho resolveu solicitar ao Governador do Estado a exoneração do coronel Joaquim Alves Xavier, por abandono do cargo de Intendente do município.
A vila de Estrela voltou a ser invadida por forças revolucionárias.
Infelizmente, o historiador não informa quem era o presidente do Conselho.
Talvez fosse Júlio May, que perdeu tudo em Teutônia durante a Revolução, vindo para Costão, por pouco tempo, ainda em 1894.
Ao ser nomeado intendente de Lajeado, em 21/01/1895, podemos supor que tenha resignado ao cargo de presidente do Conselho e seu próprio mandato de conselheiro, pois não ocuparia as duas funções no mesmo período.
Entretanto, não encontramos documentos.
Reunido o Conselho em 11 de março (de 1895), é lido um ofício do secretário de Estado, em que comunicava haver sido o intendente, cidadão Joaquim Alves Xavier, exonerado do seu cargo pelo Governador do Rio Grande. Serenam os ânimos da agitação política - registra o mesmo Álbum do Cinqüentenário.
Como não ouve produção, nem arrecadação de impostos, nem despesas maiores, o Conselho recebeu o pedido do intendente Pércio de Oliveira Freitas a anulação das respectivas taxas.
Em 20/04/1896, pela lei n.º 3, foi estabelecido o processo para o alistamento eleitoral e a eleição municipal, decretado pelo Conselho e sancionado pelo intendente. Enquanto os cidadãos procuravam inscrever-se na lista dos eleitores e obter seu título eleitoral, a campanha ocorria sem anormalidades.


5ª Legislatura
De 15/10/1896 a 15/10/1900
JOÃO UBALDO NERY
1896-1898
ANTÔNIO SOARES IZAGUIRRE
1898-1900


No feriado de 07/09/1896 realizaram-se as eleições municipais.
A apuração dos votos foi feita 10 dias depois. Para intendente foi confirmado no poder e eleito Pércio de Oliveira Freitas.
Para o Conselho Municipal foram eleitos os seguintes conselheiros, sem que o documento indicasse sua filiação partidária, nem número de votos:
João Ubaldo Nery
Jacó Schüller
Pedro Schmitt
Carlos Matte Sobrinho
Frederico Genehr Filho
Olympio Cavagna
Francisco Weidlich.
Não se encontram no Arquivo da Prefeitura, nem na Câmara de Vereadores, livros de atas das reuniões.
Talvez estejam nalgum arquivo público em Porto Alegre, cujo acesso, localização e horário nem sempre facilitam o pesquisador.
Ao que parece, apenas Francisco Weidlich tenha sido eleito pelo Partido Liberal.
É certo que entrou Dr. Geraldo Nicolau Snel como suplente, sendo ele liberal.
Um ano depois de exercer o mandato - gratuito, deve ser frisado - na reunião de 27/10/1897, com exceção de Pedro Schmitt, todos os conselheiros e o citado suplente renunciaram ao mandato: um incidente havido entre o primeiro conselheiro, presidindo a sessão, e o secretário da Intendência Municipal, cidadão Otávio Coitinho da Silva, motivou a renúncia daqueles conselheiros - conforme o Álbum do Cinqüentenário.
Três meses depois, em 27/10/1897, houve novas eleições municipais, para o preenchimento das 6 vagas.
Dois dias depois, foram apurados os votos, com os seguintes eleitos:
Jacó Schüller, reeleito
Frederico Genehr Filho: reeleito
Henrique Mallmann II
Adolfo Martins Ribeiro
Antônio Soares Izaguirre
Valentim Kern.
Para evitar novas renúncias e problemas, em 19/03/1898, o intendente Freitas nomeou Francisco Ferreira de Brito como novo secretário geral da Administração.


6ª Legislatura
De 15/10/1900 a 15/10/1904
JOSÉ BUCHMANN
1900-1902
CARLOS DA COSTA BANDEIRA
1902-1904


Em 07/09/1900, houve novas eleições municipais, eleito Francisco Ferreira de Brito como intendente, e empossados os seguintes conselheiros:
José Buchmann
Nicolau Ruschel Sobrinho
Antônio Vítor Mena Barreto
Jorge Steyer
Henrique Schüller
Carlos da Costa Bandeira
Guilherme Lohmann
Olympio Cavagna.
No dia imediato, o conselheiro Antônio Vítor Mena Barreto propôs na sessão que fosse feita a aquisição dos retratos dos Drs. Júlio de Castilhos, inolvidável organizador do Rio Grande e Borges de Medeiros, benemérito presidente do Estado, sendo essa proposta unanimemente aceita, incluindo o voto de algum liberal, possivelmente de Jorge Steyer.
O 3º distrito de Estrela alterou sua denominação de Conventos Vermelhos para Roca Sales, em 09/11/1900.
Em 19/11/1901, foi aprovada a Lei Orgânica Municipal.
Na sessão de 15/10/1902, houve novos problemas no Conselho: Nicolau Ruschel Sobrinho, Antônio Vítor Mena Barreto e Jorge Steyer, levados por dissensões íntimas, resignaram seus cargos, ao ser votada a lei do orçamento. Sem renúncia ou declaração os conselheiros Lohmann, Cavagna e Bandeira deixaram o recinto, para impedir a aprovação do Orçamento, por considerar prejudicial ao município.
O presidente convocou os suplentes em número correspondente para votar de afogadilho um orçamento inteiramente estranho à proposta do administrador.
Em 11/11/1902, foram convocados os 4 suplentes: Jacó Kern Filho e Luís Dexheimer, que não compareceram, sendo empossados: Jacó Trentini e José Luís Raupp.
O presidente do Estado Borges de Medeiros, pelo Of. 2210, de 22/10/1902, informou ao Conselho manifesta transgressão dos preceitos da Lei Orgânica, urge que o conselho se reúna novamente para, tomando por base a proposta orçamentária do intendente, votá-la integralmente ou com as modificações que forem de razão.
Na verdade, o conselho não podia aprovar o imposto focolar, por ser inconstitucional, mas também não podia eliminar de vez a taxa de exportação, uma das maiores do orçamento, sem a decretação de outra equivalente, pois doutro modo seria anarquizar os serviços, não oferecendo na receita os tributos destinados a acudir aos múltiplos encargos da despesa.
Denominava-se focolar o imposto recolhido como auxílio para abrir ou conservar estradas, cobrado dos colonos.
Era inconstitucional por já haver o imposto territorial.
Certamente deve ter causado um impacto no Conselho e na comunidade o falecimento do ex-presidente do Conselho, major Carlos da Costa Bandeira, em 17/10/1904, dois dias depois de entregar a presidência do Conselho ao sucessor.


Imagens do acervo digital do site www.nossadica.com.br
Fonte: Estrela Ontem e Hoje de José Alfredo Schierholt